A cara da gente
Considerado um dos mais consagrados retratistas do tempo que passa, Baptista-Bastos é dotado de um raro domínio da palavra, conhece na perfeição o peso exacto da palavra e vai fixando na imprensa a fugacidade dos dias. Numa linguagem deslumbrante, o autor escreve sobre a descoberta do amor, conta histórias de pais e filhos, sente o coração apressado com a descoberta do primeiro beijo, recupera o afecto dos velhos amigos, não renega a saudade da cidade que mudou de rosto mas que é, ainda, a sua casa. O resultado são estes textos, jornalísticos mas criados com alma de escritor, que analisam o quotidiano, debatem grandes temas, inventam cidades e evocam amigos com um encantamento que convida o leitor a sonhar e a reencontrar a felicidade em cada gesto. Críticas «Um grande escritor português do nosso tempo.» Manuel da Fonseca «Um escritor de primeira água.» Mário Dionísio «Um dos grandes narradores portugueses do nosso tempo, no que a palavra de narrador contém de reinveção reflexiva e demiúrgica de uma língua.» Jorge de Sena Críticas de imprensa «Bastos é adepto da notação poética comovida, concentrando informação e evocação numa mesma frase bem torneada. Mas é também, e cada vez mais, um escritor da memória, de um tempo extinto recuperado em época de amnésia e ingratidão.» Pedro Mexia, Público