O cavalo a tinta-da-china

O cavalo a tinta-da-china

1995

Francisco José, revisor no conservador A Voz , Jornal monárquico e católico, é também um escritor de novelas. Manuel, seu filho, herdou do pai o gosto pela escrita, e dedica-se com Francisco José ao projecto de escrever um livro sobre o poder e a solidão, cujo pretexto seria um retrato de Salazar, homem de perfil e sorriso a meia haste. Retrato apurado e sentido de uma cidade e de um regime, mas também uma obra sobre literatura e seus representantes, por O Cavalo a Tinta-da-China desfilam nomes tão diferentes como Cervantes ou Pessoa, Unamuno ou Júlio Dantas, Malraux ou o repórter X. O resultado é o ressurgimento da memória perdida de uma Lisboa imorredoira, dos anos 20 ao pós-25 de Abril, numa viagem-vertigem que apela em permanência aos sentidos do leitor e que de novo confirma Baptista-Bastos como um dos grandes nomes da Literatura Portuguesa comtemporânea.l Críticas «Retrato amargo e implacável do salazarismo e de Portugal. Um livro corajoso, comovente e desencantado sobre a alma e sobre a dor portuguesa.» Maria Teresa Horta «Discurso sobre o desespero e a atracção do mando, romance de palavra luminosa, de reinvenção vocabular, de música verbal.» Fernando Paulouro Neves «…ressurreição de uma época, por vezes, em páginas de antologia. A sensualidade e o amor, o hábito, a solidariedade, o ramerrame da convivência dos casais, as aventuras de fim de tarde, tudo isso está também em O Cavalo a Tinta-da-China .» Urbano Tavares Rodrigues «Baptista-Bastos é um dos grandes escritores da cidade de Lisboa.» Eduardo Prado Coelho

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O cavalo a tinta-da-china · Baptista Bastos · 1995
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