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Alfabeto adiado
Em Alfabeto Adiado assistimos às deambulações de um sujeito, abstracto e indefinido, que se vai afastando de si e chega a sonhar trocar-se pela escrita. Causas e propósitos cedem a cada passo à alucinação e à plenitude do vazio. A vida torna-se num labiríntico exercício de solidão e abandono. Avança-se aos círculos, sem outro ponto de partida que não seja a infância, sem outro caminho de regresso que não seja por entre os irresgatáveis fragmentos de uma memória imaginada.
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