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A fome apátrida das aves
Neste livro, a poesia recorda várias vezes mas discretamente a poesia de Carlos de Oliveira. O POESIA DE Francisco Duarte Mangas, gauda dessa outra a sobriedade e a brevidade, o desenho minucioso da imagem, os valores da proximidade com os acidentes morfológicos e a respiração da terra: a ligação apaixonada com a imaginação material, a paixão do concreto, do pequeno vivo e dos ciclos naturais. É talvez o único caso de poesia ecológica (eco-poesia) em Portugal, com paralelo apenas na de Cinatti sobre Timos. Em Francisco Duarte Mangas é de uma nova forma de poesia de intervenção que se trata, algo nostálgica, por vezes, em relação ao processo de degeneração ou domesticação da natureza
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