Morte no Estádio

Morte no Estádio

1991

Um famoso futebolista do FC Porto é assassinado num bar irlandês em plena Foz. Para Jaime Ramos, inspetor da Polícia Judiciária do Porto, e Filipe Castanheira, que interrompe um exílio autoimposto nos Açores, há vários implicados no crime: Alexandra, a mulher da vítima, Susana, casada com outro futebolista e amante do morto, Serafim, o amante da amante, e outras figuras mais ou menos sombrias que evocam as relações obscuras do mundo do futebol. Enquanto as investigações decorrem, vão emergindo as muitas paixões que envolvem todas as personagens — a de Jaime Ramos e de Filipe Castanheira pela comida; a de Jorge Alonso, o dono do bar irlandês, pela Irlanda, e de quase todos pelo futebol – suposto móbil do livro. São essas paixões que acabam por dar sentido à falta de sentido da vida. Este é o romance onde, em 1991, aparecia pela primeira vez o inspetor Jaime Ramos — que, ao longo de trinta anos, tem sido personagem de livros como Longe de Manaus, A Luz de Pequim ou O Mar em Casablanca , ou A Poeira que Cai Sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos , entre outros. Críticas de imprensa Morte no Estádio marca o nascimento de uma das mais interessantes personagens policiais. Ana Daniela Soares, Antena 1 Contam-se pelos dedos (de uma mão?) os anti-heróis da ficção portuguesa que perduram, ganhando substância na memória dos leitores. Um desses heróis é Jaime Ramos. Visão Jaime Ramos junta peças que os outros não veem e gosta dos crepúsculos. É o policial mais perene da literatura portuguesa, um sujeito imperfeito, e raro. Jornal i Jaime Ramos não tem pena, não sente saudade nem nostalgia, não quer regressar ao passado. Possui apenas um sentimento melancólico. Visão Viegas reinventa um género (o policial), e, acima de tudo, faz uma notável biografia de Portugal. Expresso

Nenhum poema encontrado

Este livro ainda não possui poemas associados.
Morte no Estádio · Francisco José Viegas · 1991
Livros