Marcas de água

Marcas de água

1999

Eduardo Pitta alimenta-se (e alimenta-nos) de altas temperaturas, porque desconhece o frio. Quando muito, o gelo, que é irmão perverso do fogo, ambos se escondendo nas dobras de um versificar terso e disparado com vigor de aforismo implacável: «Je n¿ai pás écrit une seule ligne à la temperature normale», dizia esse excepcional escafandrista de infernos extremos e breves, que se chamou Cioran. O mesmo poderia dizê-lo o Eduardo Pitta do volume em que agora nos entrega o que de melhor recolheu nos seis livros até há pouco publicados. Observações: Prefácio de Eugénio Lisboa.

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Marcas de água · Eduardo Pitta · 1999
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