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Na luz das janelas pestanejam as sombras
«a seara que a noite perdeu na neblina era pão que se apagou grito que teimou não arder sede de lume que o tempo (esse imparável comboio sem estação nem apeadeiro) há de assomar contra o vazio» Prémio Literário de Poesia Manuel Maria Barbosa du Bocage, 2015
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