O Irmão
Peça em dois actos. "Tragédia existencial, como o seu autor não ousou chamar-lhe, cuja acção implacável - e tanto mais implacável quanto secreta - se desenvolve numa atmosfera de contida ameaça, de latente suspeita, apoiada num diálogo elíptico, mas rigoroso, notavelmente apto a significar a espessura ontológica das personagens e das relações problemáticas que entre elas se travam." Da nota incluída na primeira edição da peça, por Luiz Francisco Rebello , 1965. "Dois actos inolvidáveis, com uma carga poética e trágica que raras vezes temos encontrado neste género literário." Guedes de Amorim (in O Século Ilustrado, 7-VIII-1965) "Poucos textos da nossa literatura dramática terão a vivacidade, a inteligência, a subtileza, a progressão hábil desta peça, que vai acautelando o mistério, desvendando pouco a pouco os factos sempre turvos, soltando o símbolo, avançando e recuando no tempo sem quebra de interesse até à suspensão final, à última incógnita." Urbano Tavares Rodrigues (in O Século, 21-V-1970) Ilustração na capa do escultor Francisco Simões.