O meu nome é legião
Este é o novo romance de António Lobo Antunes, Prémio Camões 2007 , o mais importante prémio literário de língua portuguesa. Num livro mais pequeno e de menor complexidade do que os anteriores, segue a vida dos jovens de um bairro social da periferia de uma grande cidade, descrita através de um relatório de polícia, o que aproxima a escrita do registo das crónicas. Com este novo romance Lobo Antunes inova a sua técnica narrativa de forma muito perceptível, sendo surpreendente a forma como o faz. Uma edição ne varietur, cuidadosamente preparada, a única reconhecida pelo autor como legítima. Críticas de imprensa «O livro equaciona o problema do mal, manifestando nessa meninice irresponsável a indecidível culpa ou inocência, imputável ao vazio cultural e ao viver carenciado, que mescla consequências demoníacas numa aura de edénica ambiguidade. E com a qualidade de escrita ímpar a que Lobo Antunes nos habituou.» Maria Alzira Seixo, JL «"O Meu Nome É Legião" narra-nos um universo povoado de seres dilacerados e estilhaçados, que vivem um conflito interior travado entre as várias facetas das suas personalidades, em luta contra os fantasmas e as obsessões que teimam em surgir e põem a nu fragilidades inconfessáveis e sofrimentos inomináveis.» Agripina Carriço Vieira, JL «Não será, porém, a beleza, antes a "palavra justa" que o move. Nessa busca vem António Lobo Antunes construindo uma obra na qual, apesar da crueza das temáticas e da claustrofobia instalada, a compaixão pelas personagens se imprime na sua capacidade para as compreender a todas no desespero comum aos deserdados, que somos todos - aqui: polícias, filhos, putas ou criminosos - , "possessos de vários demónios" que cabe ao escritor dar a ver mas não julgar. À maneira de Tolstoi, porventura, o maior de sempre.» Ana Cristina Leonardo, Expresso Excertos " (...) e não tenho medo dela, não tenho medo de vocês, não tenho medo de nada, os plátanos do pátio mil plátanos de berma de estrada que vou ultrapassando um a um neste carro roubado com a velha no outro banco a dizer-me - Menino (...)