Sôbolos rios que vão

Sôbolos rios que vão

2010

Entre os últimos dias de Março e os primeiros de Abril de 2007, depois de uma operação grave, o narrador, entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram: os pais e os avós, a vila da sua infância, a natureza da serra os amores e desamores. Como um rio que corre, vamos vivendo com ele as humilhações da doença, a proximidade da morte, e o chamamento da vida. Críticas de imprensa «[…] é um livro que, tendo um tema sinistro ( a ameaça da morte por cancro), se escreve de modo excepcionalmente claro, quase luminoso; […] um livro maravilhosamente bem escrito […]. Estes rios, camonianos, antunianos, são no fundo o grande rio que não pára, não se extingue, o rio do pensamento e da arte, da matéria das Humanidades que permite a pulsação desalienada no quotidiano, e por isso o título contém esses “rios que vão”, cuja água corre sempre, como a escrita de grandes autores.» Maria Alzira Seixo, JL «Neste livro, que arranca no primeiro dia de Primavera, metáfora e enredo são um só: o fio de vida que vai da nascente à foz.» Rui Catalão, Público

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Sôbolos rios que vão · António Lobo Antunes · 2010
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