Juros de demora

Juros de demora

2007

TRAVESSA DOS GATOS à memória de Eugénio de Andrade Para quê mais versos? O poema está feito, cabe inteiro nestas sílabas de pedra onde gostei tanto de magoar os pés. Correm ao sol de Fevereiro — pretos, quase brancos e malhados — os príncipes desta terra, os únicos. Não te atrevas a segui-los, dona morte. Críticas de imprensa «Eu não julgo a poesia de Manuel de Freitas como espontânea, por muito que ela queira mostrar-se supostamente como tal[...]. Essa espontaneidade é sempre um artifício retórico em todos os poetas que partem de uma "cultura" para a criação. O que importa, porém, é sentirmos a distância das emoções evocadas, vividas numa recordação em tempo mais tranquilo do que o referido nos poemas. O fervor dos versos acaba por existir postumamente ao instante do paroxismo emocional. Mas é um fervor que "na realidade existe na mente".» Joaquim Manuel Magalhães, Expresso

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Juros de demora · Manuel de Freitas · 2007
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