Oblívio

Oblívio

2017

Neste seu mais recente livro de poesia Daniel Jonas regressa ao soneto, num livro desconcertante e surpreendente. Como nos diz o poeta, «Assim no meu soneto aqui gravei / Quem não sou nem fui e menos serei.» Jamais tive eu amor senão por ti. Paixões o vento as trouxe e as levou Qual ave migratória que pousou Em temporário ninho onde vivi. Amor, porém, é ave que povoa O coração da gente e nele exulta E ocupa de outra ave mais estulta O coração partido e o perdoa. Mas que fazer, se amor o dei ao vento E sinto o coração ninho vazio E sinto um grão calor e grande frio E amo em oração no meu convento? Eu amo quem amei e me deixou; Não amo quem pousou — só quem voou.

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Oblívio · Daniel Jonas · 2017
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