Cães de chuva

Cães de chuva

2021

Mesmo lendo-o longe da fórmula do soneto, Daniel Jonas faz uso do verso livre não como uma muleta arbitrária para melhor exprimir o que inquieta o seu universo, mas como uma arma sem paralelo na poesia portuguesa. Em Cães de Chuva , é precisamente na malha rigorosa que é tecida através da topografia do espaço, da arqueologia da palavra exata, que a sua voz marca o compasso. A geometria desfaz-se desmorona-se como onda em decomposição. Críticas de imprensa À poesia de Daniel Jonas […] associamos um peso, ou talvez apenas uma aragem, que nos chega de tempos antigos, clássicos, míticos. Mas a uma sólida erudição sobrepõe-se sempre o mundo, mínimo a máximo, uma contemporaneidade radical. Neste Cães de Chuva […] chega a ser desconcertante, como se quer na poesia que nos desarruma certezas e estimula ideias. Pedro Dias de Almeida, Visão O novo livro de Daniel Jonas, Cães de Chuva, é um relâmpago brutal na poesia portuguesa. "Eu vou aos corações de antes/buscar quem era se ainda o for." Poemas como "pirilampos, farolins interpolados". Que beleza. Francisco José Viegas

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Cães de chuva · Daniel Jonas · 2021
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