D. Carlos

D. Carlos

1925

O drama D. Carlos não é um ensaio historiográfico. É um poema criado sobre a história, ou a partir de um peculiar modo de olhar a história. Dela havia Pascoaes recebido as convergências e as divergências acerca de quanto se passara, e como se passara, interligando as iniquidades, tal como as interligaria no Jesus Cristo em Lisboa. Nota do autor «É queD.Carlos quis ser umgrande Rei, remir a Pátria, e foi umhomemque teve umgrande sonho, que quis realizar, chegando a oferecer por ele a sua vida em holocausto—o que só os heróis fazem neste mundo. […] Sim. Interessa-me mais o homem moral, que o homem político, visto não ter eu nenhuma paixão política… Abstraí do homem físico. Vi apenas em D. Carlos o ser superior, que, afinal, existe em todos os homens e que é o seu ponto de contacto com a Divindade. O Homem é obra de Deus, a questão é que as circunstâncias da vida permitam aoHomem revelar esse poder oculto deDeus. Às vezes, é preciso uma grande reacção, umterramotomoral, para que esse poder divino se manifeste.» Teixeira de Pascoaes (Excerto de uma entrevista, Época, 5 de Abril de 1925)

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D. Carlos · Teixeira de Pascoaes · 1925
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