Sétimo dia
Cinco seres, cinco dias. No começo do mundo, Daniel Faria leva-nos no caminho enigmático dos primeiros homens. São breves fragmentos de um projeto que o poeta ainda revisitava nas vésperas da sua morte, um livro inédito de uma contenção exemplar e luminosa: «Em Sétimo Dia , os cinco homens repartem perspectivas sobre a ideia de ocupação e coincidem no desejo de alcançar uma certa ideia de existência transcendente sem depor a medida humana a partir da qual cada um se foi fazendo lugar. Cada homem permanece em redor da raiz da sua condição, mesmo quando na enunciação das dúvidas, dores e amarguras se faz pressentir o rumor da mudança aguardada.» [Francisco Saraiva Fino, em «A raiz do corpo glorioso»] Críticas de imprensa De Daniel Faria, o poeta beneditino do Mosteiro de Singeverga, que morreu precocemente aos 28 anos, julgávamos que já não havia mais nada de importante que o seu espólio pudesse oferecer. Mas eis que surge, à altura dos momentos mais altos do poeta, este Sétimo Dia editado por Francisco Saraiva Fino com grande rigor filológico, como se percebe pelo prefácio que é, além disso, um excelente texto de comentário e interpretação. António Guerreiro, Público