Fogo
Este é o mais recente livro de poesia de Gastão Cruz, nome incontornável da poesia portuguesa contemporânea, reconhecido pelos leitores e pela crítica, como o prova a sua recente nomeação como finalista do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2012. TW, Dragon Country Acreditávamos no tempo quando o país do dragão era um espectáculo de fronteira inviolável, e a angústia não saía de dentro do cenário, e a emoção era um lugar fictício: acreditar no tempo o erro mais terrível Críticas de imprensa «Recusando o torrencial, o descritivismo, preferindo uma toada dramático-narrativa, é este um dos pontos mais altos da obra de Gastão Cruz. Não se trata exatamente de viver nesse lugar inexistente do “país do Dragão” de Tennessee Williams, mas de entender – de forma incisiva e lapidar, curta e sem excessos – quanto a poesia é esse mundo irreal-real, afinal tão semelhante à vida […].» António Carlos Cortez, JL «É da passagem do tempo e da morte como facto irremediável que estes poemas curtos s e ocupam, lembrando encontros, hábitos, amores, doenças. […] Gastão faz questão de acentuar que a “vida da poesia” é em grande medida a vida do poema e não uma fácil transposição do biográfico para o textual. O vivido, mesmo quando eufórico ou feliz, está manchado pela precariedade, a falta de sentido, a incerteza, ou aquela “ignorância possível” a que chamamos “experiência”. Por isso, as emoções que agora recordamos, não sendo exactamente falsas, surgem degradadas pela temporalidade: “[…] a/ emoção era um lugar fictício:/ acredito no/ tempo o erro mais terrível”.» Pedro Mexia, Expresso