Manoel_De_Almeida
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Manoel_De_Almeida

Campo Grande-MS

1958-12-12
Desde:
2011-07-02

Biografia

Manoel Amador de Almeida, filho de Oliveira Amadorde Araújo e Ibrandina de Almeida Araújo; nasci numa fazenda à beira do córrego Macaco no, então, município de Camapuã/MS, todavia, considero-me areadense, visto ser a cidade de Areado a mais próxima de local onde nasci.Aos dez anos vim para Campo Grande, para estudar.Lembro o quanto era tímido e caipira, tanto que, juntando com minha postura desengonçada (era muito magro, alto de orelha grande), isso me rendeu muitos apelidos pejorativos e me fez sentir na pele a discriminação e o preconceito.Comecei a trabalhar aos treze anos (precisava ajudarna despesa de casa, onde morava com quatro irmãs e três irmãos). Meu primeiro emprego foi numa banca de espetos e sobá na Feira Central (onde adquiri um pouco de malícia e esperteza); senti-me orgulhoso ao receber meu primeiro saláriosemanal (fruto do meu suor ), o qual coloquei adisposição da minha irmã mais velha, para ajudar na despesa da casa.Meu currículo escolar, até a conclusão do Segundo Grau, não é dos melhores. Porque saía diretodo emprego para a escola, estava sempre cansado (tendo sido,por várias vezes, repreendido severamente pelos professores,por estar dormindo em aula). Por outro lado, logo comecei a sentir atração pelos livros. Talvez, pela minha enorme dificuldadede comunicação e pelos preconceitos que eu sofria por não saber usar a norma padrão da língua, foi me aumentando o desejo de aprender a “falar e escrever bem” e grande admiração por quem o sabia. Tornou-se um leitor regular (minhas  primeirasleituras foram livrinhos com histórias de faroeste e gibis). Com o tempo, diversifiquei minha leitura, sempre como autodidata naescolha dos livros. Após doze anos que terminei o Segundo Grau, passei no vestibular para o curso de Letras, em 1994, na Uniderp.Como estudante universitário, fui um dos mais aplicados da minha turma. Tanto que, a despeito da defasagem de conhecimento em algumas matérias, recebi de imediato, o apoio de todos meus professores, os quais me davam sempreuma palavra de motivação. Para conseguir pagar uma universidade particular, trabalhava em dois serviços: era policial e nas horas de “folga”, era taxista. No entanto, um ano e meio, aproximadamente, antes de concluir o curso,deixei os dois citados empregos, para iniciar minha carreira de professor.Aproveitei como poucos a biblioteca da Universidade, onde conheci os clássicos da literatura universal, dentre os quais chamaram-me a atenção (principalmente pela maneira criativa no desenvolvimento do enredo) O Paraíso Perdido de John Milton, e O Retrato deDorian Gray de Oscar Wilde. Também aí, leu os clássicos da literatura nacional, os quais, considero motivo de orgulho para o País. Dentre muitos, cito como um de meus favoritos O TristeFim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, este é o mais brasileiro dos romances”. Dentre os melhores poetas nacionais, cito  Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Cecília Meirelles e Vinícius de Moraes.Um fato marcante em minha vida de acadêmico, foi que,a partir da metade do segundo ano de curso, comecei a sentir mal-estar orgânico (dor de cabeça, vômito, câimbras, taquicardia), os quais foram piorando cada vez mais, a ponto de, no último ano de curso, às vezes, ter de sair da aula.Contudo, não parei de estudar, porque sabia que se parasse,não concluiria o curso. Mas, no dia de minha formatura, em 1998, fui internado no Hospital Universitário, em estado gravíssimo; meu problema era renal. Comecei a dialisar.Na mesma Universidade, fez o curso de especialização em Língua Portuguesa e Literatura ,concluído com excelente aproveitamento, cuja monografia recebeu nota máxima de minha professora orientadora e muitos elogios dos colegas e mestres. Porém, até o presente momento,por não conseguir quitar os débitos junto à Universidade, não pude pegar o certificado nem usufruir dos direitos que uma especialização confere ao profissional (inclusive o de aposentar-me como especialista). Mas isso não importa. Mais importante, foi o conhecimento adquirido no curso, que melhorou muito a qualidade de minhas aulas.Sempre fui uma pessoa reservada (um tanto casmurro), porém após quebrar a difícil barreira da aproximação, torno-me muito querido por quem me conhece.Considero o sentimento de amizade sagrado, e, na minha  maneira exagerada de expressar meus sentimentos, costumo dizer:quando se é amigo, se preciso, morre-se pelo amigo. Desde criança tive um senso de religiosidade muito forte; porém,não entendo religião como instituição sectarista, como fundamentalismo, como agremiação para encontros de lazere desfile de modas, muito menos, como fonte de arrecadação pecuniária.Hoje, aposentado, como professor de português, pelarede estadual de ensino; faço hemodiálise três vezes por semana,contudo,estou desfrutando de boa saúde física. O hábito da leitura continua sendo uma prazerosa necessidade para mim; porém, tenho  dedicado mais tempo a escrever, e o faço por gosto.
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Escolhas como leitor