Poemas

Lista de Poemas

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Matilde Campilho
Matilde Campilho

We Never Did Too Much Talking Anyway

Por exemplo
esqueça Coney Island
e as trezentas peças
de metal que compõem
o jogo mágico de Coney
Island no mês de agosto
Lembre da palavra sushi

882
Fernando Fitas
Fernando Fitas

Havia um barco

Havia um barco
(ou um poema)
em cada Primavera
que inventávamos.

O sol inundava
os lábios
de cada sorriso
acordando
as crianças

668
Valter Hugo Mãe
Valter Hugo Mãe

poema sobre o amor eterno

inventaram um amor eterno. trouxeram-no em braços para o meio das pessoas e ali ficou, à espera que lhe falassem. mas ninguém entendeu a necessidade de sedução. pouco a pouco, a…

779
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta

Gente propensa a ver a luz

Gente propensa a ver a luz por um funil
a vê-la assim em corredores,
esplendidamente ignorante das forças vitais,
de qualquer alegoria. Esse sentido

me…

605
Valter Hugo Mãe
Valter Hugo Mãe

nenhum amor escapa impune

deixa-me perguntar se te
pareço tão assustado assim. Não
me sinto deslocado, talvez curioso, mas
nem surpreso. algo em ti me puxa
sempre ao sentimento, mesmo…

614
Francisco Luís Amaro
Francisco Luís Amaro

Retrato

Um silêncio, um olhar, uma palavra:
Nasceste assim na minha vida,
Inesperada flor de aroma denso,
Tão casual e breve...

Já te visionara no meu sonho,

864
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta

Hesitas quanto à natureza

Hesitas quanto à natureza do travo na língua,
a boca sempre vulnerável ao bitterness
do chilled pineapple-moscato zabaglione,
ou só o frio a arder de Union Square…

518
Bernardo Pinto de Almeida
Bernardo Pinto de Almeida

O Deus da minha infância

O Deus da minha infância
era verde
verde como um fruto
amargo como um campo extenso
alargando-se até para lá do horizonte
corria montanhas e rios
d…

580
Helga Moreira
Helga Moreira

Sempre acontece sempre

Sempre acontece sempre
em repetição nada serena
faço e desfaço um pouco
em lixo e roteiro o poema

que te envio. A ti primeiro.
Depois aquele parte…

632
Bernardo Pinto de Almeida
Bernardo Pinto de Almeida

Os mortos 1

Murmura-se pela casa
as crianças são afastadas para quartos
onde brincam e lhes pedem silêncio
graves criadas murmuram e restolham aventais
rangem as tábuas …

704
Bernardo Pinto de Almeida
Bernardo Pinto de Almeida

Melancolia

Os papéis falam uns com os outros
Sobre esta mesa onde a sombra cai

A lâmpada esquecida tem remorsos
Da luz que antes lhe deu que se esvai.

Nas p…

686
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta

A noite toda a selva

A noite toda a selva
dissolvendo-se em sândalo
e esquecimento.

Casas, degraus a prumo, águas
despedaçadas. Equilíbrio precário
num fio de luz.

584
Matilde Campilho
Matilde Campilho

Avarandado

Quarta nota para
a manhã infinita:
Afinal o grande amor
Não garante nada mais
Do que as 12 graças
Desdobradas pelos
Corredores do mundo
Agora …

1 511
Valter Hugo Mãe
Valter Hugo Mãe

a capitalização do amor

não escondemos que aprendemos a
capitalizar o amor, entregando
amplamente os nossos melhores
momentos às raparigas mais carentes.
o amor, sabemos bem, é o ca…

700
Nuno Gomes dos Santos
Nuno Gomes dos Santos

O mar é uma lonjura

O mar é uma lonjura entre dois portos
um ponto de chegada e de partida
o mar é esta noite em que dois corpos
descobrem a maré-cheia da vida  

O mar é u…

783
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta

Ocupamos a paisagem

Ocupamos a paisagem
que, desocupada, se ocupa
de nós.
Tempo de ocupação, este.

Somos o estrangeiro
que o silêncio de paredes
brancas e esquec…

480
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta

A tua ausência

A tua ausência
a encher-se de dunas.

Aquele bater de vidraças
na orla da praia.

O silêncio a insistir
a recusar-se ao rumor.

E a …

703
Bernardo Pinto de Almeida
Bernardo Pinto de Almeida

Poema surdo

Chega a noite e surpreende
no meio do silêncio um longo bater de horas
num relógio que não ouves
mas desde sempre acompanhou todas as noites
num corredor que…

788
António de Carvalhal Esmeraldo
António de Carvalhal Esmeraldo

Belo Naris

Belo Naris para quem guarda intacta
Arábia aromas e Pancaya olores.
Que eras nessa república de flores
Marco de gelo em campos de escarlata:

Emblema de…

543
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta

Duramente aprendemos

Duramente aprendemos.
O caos e a memória
delida.
Palavras poucas, e gastas.

666
Fernando Fitas
Fernando Fitas

As vozes e os corpos

Os corpos ergem-se ao sol
dão início à caminhada
cada dia começado
nas vozes que se levantam.

Vêm do fundo do tempo
do mais profundo da vida
…

751
Helga Moreira
Helga Moreira

Anoitece em inferno

Anoitece em inferno a minha casa.
Fico com este começo de verso
a serenar a exaltação de não dizer nada.
Deixem-me com este sorriso a morrer
por uma sílaba m…

1 315
Fernando Fitas
Fernando Fitas

Deitado foi teu corpo

Deitado foi teu corpo
sobre a cama
na comunhão efémera
dos corpos,
na generosa entrega acontecida

E dilatando-se um corpo
noutro corpo
f…

722
Bernardo Pinto de Almeida
Bernardo Pinto de Almeida

Hotel Spleen 2

Não. Não a ferida — dor de nós mesmos
condição corrente nos tempos que vão
a disfarçar numa sombra de estoicismo
o que se vê de longe à vista desarmada,
aind…

676