Poemas

Lista de Poemas

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João Filho
João Filho

Quase Gregas - Quinta

Dos possíveis caminhos propôs o Caminho.
E, assim, nascida sem fim, luz fundante,
sabendo que o cosmo é insuficiente
neste mundo-minuto
– do gozo do corpo

641
Charles Bukowski
Charles Bukowski

Sol Se Pondo

ninguém está triste por eu ir embora,
nem mesmo eu;
mas deveria haver um menestrel
ou ao menos um copo de vinho.
isso incomoda mais aos jovens, acho:
um…

1 234
Frei Agostinho da Cruz
Frei Agostinho da Cruz

LXIV Ao pecado original

Se sendo, meu Senhor, por vós formado
Adão, antes de ser o mal nascido,
Pecou, que fará quem foi concebido
Nas entranhas, que já tinham pecado?

Comer d…

744
Nuno Fernandes Torneol
Nuno Fernandes Torneol

Vi eu, minha mãe

Vi eu, minha mãe, andar
as barcas no mar,
e morro d’amor!

Fui eu, mãe, ver
as barcas nas ondas,
e morro d’amor!

As barcas no mar,
e fui-as aguardar,…

730
Charles Bukowski
Charles Bukowski

Encômios

após a morte
exageramos as boas qualidades de alguém,
nós as inflamos.
durante a vida
frequentemente sentimos repulsa pela mesma pessoa
enquanto falamos…

1 113
Salgado Maranhão
Salgado Maranhão

ALQUIMIA

Para T.T.

Minha África está repleta
em mim. E é dela que acordas
minhas transparências; e é
dela que alago as tuas vinhas
e os teus mistérios.

837
José Paulo Paes
José Paulo Paes

Outro Retrato

O laço de fita
que prende os cabelos
da moça do retrato
mais parece uma borboleta.

Um ventinho qualquer
e sai voando
rumo a outra vida
a…

1 291
Tatiana Faia
Tatiana Faia

o que eu sei da filha de agamémnon

para lá de tudo isto o teu entendimento
um campo de feno exposto no interior da lente
antes do golpe da luz
quando a precisão de um momento te invade
e se vi…

714
Charles Bukowski
Charles Bukowski

Tristeza no Ar

aqui estou eu sentado sozinho
feito um frouxo
ouvindo Chopin
o vento notumo soprando
através das
cortinas rasgadas.
hoje ganhei 546 dólares nas cor…

1 052
José Paulo Paes
José Paulo Paes

Canção do adolescente

Se mais bem olhardes
notareis que as rugas
umas são postiças
outras literárias.
Notareis ainda
o que mais escondo:
a descontinuidade
do meu co…

1 743
Frei Agostinho da Cruz
Frei Agostinho da Cruz

II Os versos, que cantei importunado

Os versos, que cantei importunado
Da mocidade cega a quem seguia,
Queimei (como vergonha me pedia)
Chorando, por haver tão mal cantado.

Se nestes não f…

612
Charles Bukowski
Charles Bukowski

Lei

veja, ele me disse,
todas essas criancinhas morrendo nas árvores,
e eu disse, o quê?
e ele disse, veja,
e eu fui até a janela
e, com certeza, lá estavam…

1 194
Frei Agostinho da Cruz
Frei Agostinho da Cruz

LIII Ó montes altos

Ó montes altos, vales abatidos,
Verdes ribeiras de correntes rios,
Ora por baixo de bosques sombrios,
Ora por largos campos estendidos;

Onde mais claro…

625
Charles Bukowski
Charles Bukowski

Uma Sede Imensa

tenho me tratado com anticorpos por quase 6 meses, baby, para curar um
caso de tuberculose, cara, sobrou para um velho como eu pegar
uma doença tão
antiquada, peg…

649
Ernesto de Melo e Castro
Ernesto de Melo e Castro

Objecto-Casa

O objecto deste poema é aquela casa em frente
           6 meses
           3 meses
           um telhado para colocar.

O objecto são umas quatro pared…

745
Charles Bukowski
Charles Bukowski

Passagem

e seus navios queimaram, galeões, galeras, veleiros,
e eles naufragavam enquanto as nuvens baixavam
como reis em seus tronos e os pegaram:
servos, escravos, leões…

1 076
Salgado Maranhão
Salgado Maranhão

VULTO 1

Sozinho com os vampiros
e a madrugada,
ainda guardo
estas flores de pedra
(a noite é voraz,
mas a casa está fresca
para os colibris).
Rompendo…

748
Frei Agostinho da Cruz
Frei Agostinho da Cruz

LI À morte

Os correos da morte são chegados,
Por caminhos antigos, impedidos,
Mal com meus olhos, mal com meus ouvidos,
Mal com meus pés, do chão mal levantados.

…

769
Halldór Laxness
Halldór Laxness

Assoma, ó Lua

Assoma, ó Lua,
Por trás das nuvens!
Brilhem no céu
estrelas nocturnas!
Luzes guiadoras,
levem-me junto do meu amor
para onde ele repousa, dormindo …

783
Frei Agostinho da Cruz
Frei Agostinho da Cruz

elegia II

Os olhos meus dali dependurados,
Pergunto ao mar, às ondas, aos penedos
Como, quando, por quem foram criados?

Respondem-me em segredo, mil segredos,
Cu…

702
Salgado Maranhão
Salgado Maranhão

OS NEO-GATUNOS

A meu ver, essa laia de neo-ladrões que tomou conta do país,
teve início na era Collor. E é, normalmente, composta de políticos (mais
ou menos) jovens, esclarecidos e …

680
José Paulo Paes
José Paulo Paes

A Casa

Vendam logo esta casa, ela está cheia de fantasmas.

Na livraria, há um avô que faz cartões de boas-festas com corações de purpurina.
Na tipografia, um tio que im…

1 849
Salgado Maranhão
Salgado Maranhão

Ladainha

Não secarás as raízes
do teu sopro
no abismo da noite púrpura;
não seguirás o fantasma
que atravessa os trilhos;
não cantarás aos muros de arrimo
t…

849
José Paulo Paes
José Paulo Paes

À TINTA DE ESCREVER

Ao teu azul fidalgo mortifica
registrar a notícia, escrever
o bilhete, assinar a promissória
esses filhos do momento. Sonhos

670