Lista de Poemas
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V - Os Bosques
Para os bosques frios e os lagos
do Norte verde,
as águas masurianas,
entrando em toda parte,
tanques amplos invadidos
pelo pálido céu,
lagoas como…
I - Os Regressos
No sul da Itália, na ilha,
recém-chegado
da Hungria deslumbrante, da abrupta
Mongólia,
o sol sobre o inverno,
o sol sobre o mar do inverno.
Outra v…
Vi - Eu Te Construí Cantando
Eu te acreditei, te inventei na Itália.
Estava só.
O mar entre as gredas
desatava violento
sua seminal espuma.
Assim se preparava
a abrupta primave…
Manhã - XXII
Quantas vezes, amor, te amei sem ver-te e talvez sem lembrança,
sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te, centaura,
em regiões contrárias, num meio-dia queimante:
A Paz Que Te Devemos
A teu sangue, Coréia,
defensora
de flores,
deve a paz do mundo.
Com teu sangue, Coréia,
com tua trágica mão desgarrada,
nos defendeste a tod…
Iv - o Dever de Morrer
Mas quando ao relógio chegou a comprida hora
da morte, cumpriste,
cumpriste com a mesma tranquilidade alegre,
cumpriste com o dever de morrer.
Nada se rompe …
I - Nestes Anos
Agora
nestes anos
depois do meio século,
um silêncio medroso
do Ocidente
treme, encolhido.
Outra vez, outra vez a guerra,
talvez …
Iv - Os Deuses Esfarrapados
Há séculos vive a miséria
no sul da Itália. Olha seu trono:
pendem dele como tapeçarias
as trêmulas aranhas negras
e ratos cinzentos roem
as antigas mad…
I - a Túnica Verde
Eu nos caminhos,
nos montes andei.
As vinhas me cobriram com sua túnica verde,
provei o vinho e a água.
Em minhas mãos
voou a farinha, resvalou o azeite…
XIII - Os homens
Chegamos muito longe, muito longe
para entender as órbitas de pedra,
os olhos extintos que continuam olhando,
os grandes rostos dispostos para a eternidade.
I - Muda a História
Era o tempo de Pushkin,
a primavera plana,
uma onda de ar
como a vela pura
de um barco transparente
ia pelas campinas
levantando a erva e o aroma
Vi - Regressou a Sirena
Amor, como se um dia
morresses,
e eu cavasse
e eu cavasse
noite e dia
em teu sepulcro
e te recompusesse,
levantasse teus seios desde o pó,
V - Eras a Vida
Pelas ruas de Praga
tua figura,
não porém um deus alado,
mas o pálido rosto perseguido
que depois da morte nos sorri.
O herói que não leva
em sua c…
Noite - LXXIX
De noite, amada, amarra teu coração ao meu
e que eles no sonho derrotem as trevas
como um duplo tambor combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molha…
I - Meu Amigo Das Ruas
Pelas ruas de Praga no inverno diariamente
passei junto aos muros da casa de pedra
em que foi torturado Julius Fucik.
A casa não diz nada, pedra cor de inverno,
Tarde - LXI
Trouxe o amor sua cauda de dores,
seu longo raio estático de espinhos,
e fechamos os olhos porque nada,
para que nenhuma ferida nos separe.
Não é…
Iv - o Anjo Soviétivo
Fazia cento e cinquenta anos
que jazia enterrado.
Em Petrogrado de seda e sangue
caiu com uma bala suja
em alguma parte do peito.
Passou o tempo.
P…
Ii - Jovens Alemães
Como um ramo vermelho
numa árvore queimada
aparece e nela
a flor do tempo brilha.
Assim, Alemanha, em teu rosto
queimado pela guerra,
tua nova juve…
Noite - XCI
A idade nos cobre como a garoa,
interminável e árido é o tempo,
uma pluma de sal toca teu rosto,
uma goteira corroeu minha roupa:
o tempo não dis…
O Grande Amor
No entanto,
Inglaterra,
há algo de caoba
em tua cintura,
velha madeira usada
pela mão do homem,
banco de igreja, coro
de catedral na névoa.
Ix - Com Meu Amigo de Praga
Feliz tua pátria, Tchecoslováquia, mãe
de olhos de aço, pétala preferida
da Europa, coroada
pela paz de teu povo!
Doces colinas, águas, telhados vermelhos,
Tarde - LXVII
A grande chuva do Sul cai sobre Ilha Negra
como uma só gota transparente e pesada,
o mar abre suas folhas frias e a recebe,
a terra apreende o úmido destino de um…
Viii - Radiante Julius
Radiante Julius — do favo das vidas
célula férrea e doce, feita de mel e fogo! —
dá-nos hoje como o pão diário
tua essência, tua presença,
tua simples retidã…
I - Terra E Céu
Alturas da Mongólia,
desérticas alturas,
de repente avistei minha pátria,
o Norte Grande, Chile,
a pele seca, arranhada
da terra nos limite…