Citações neste tema
Emoções e Sentimentos
Padre António Vieira
Não é condição de homens, e muito menos de Portugueses, haver pessoa, e mais em tamanhos lugares, de quem todos e em tudo digam bem.
46
Padre António Vieira
Assim como o licor precioso, se a boca da redoma não está tapada, exala e evapora o cheiro, e perde a virtude; assim a paciência de nenhum modo se conserva na sua perfeição, se o silêncio constante lhe não tapa e emudece a boca, porque só padecendo e calando há verdadeira paciência.
65
Padre António Vieira
Quantas vezes se dizem as palavras sinceramente, com uma tenção muito sã, e vós as interpretais e corrompeis de maneira que de um louvor fazeis um agravo, de uma confiança uma injúria, de uma galanteria uma blasfémia, e de uma graça levantais uma tal labareda que se originaram dela muitas desgraças? E se isto sucede quando os homens dizem o que ouviram, e só o que ouviram; que será quando dizem o que imaginaram e o que sonharam, ou o que ninguém imaginou nem sonhou?
61
Padre António Vieira
Tão certo e tão natural é o homem dar maior valor às cousas na perda que na posse; e estimá-las mais incomparavelmente depois de perdidas que antes de perder-se.
45
Padre António Vieira
Tão certo e tão natural é o homem dar maior valor às cousas na perda que na posse; e estimá-las mais incomparavelmente depois de perdidas que antes de perder-se.
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Padre António Vieira
Quem chora o bem perdido que se pode remediar com a dor ama o seu alívio; quem chora o bem perdido que com nenhuma dor se pode remediar ama a sua dor, e esta é a dor verdadeira e fina.
68
Padre António Vieira
Quem chora o bem perdido que se pode remediar com a dor ama o seu alívio; quem chora o bem perdido que com nenhuma dor se pode remediar ama a sua dor, e esta é a dor verdadeira e fina.
68
Padre António Vieira
Tal é o mundo que muitas vezes parecem finezas de amizade o que são ódios refinadíssimos.
55
Padre António Vieira
Tal é o mundo que muitas vezes parecem finezas de amizade o que são ódios refinadíssimos.
55
Padre António Vieira
Os amigos e os inimigos todos por seu modo perseguem, e quem conhece que o amor de uns e o ódio de outros tudo é perseguição foge de todos.
57
Padre António Vieira
Ostentar menos e obrar mais é prudência; ostentar mais e obrar menos é vaidade.
18
Padre António Vieira
Que ninguém duvide de que para persuadir e convencer maior é a força da paciência que a dos milagres.
64
Padre António Vieira
A necessidade, a pobreza, a fome, a falta do necessário para o sustento da vida é o mais forte, o mais poderoso, o mais absoluto império que despoticamente domina sobre todos os que vivem.
54
Padre António Vieira
Se nós mesmos nos não quisermos enganar, ou cegar, que outra coisa é este mundo senão um hospital comum da natureza humana, em que todos padecem, todos gemem, e como nele não há estado ou fortuna isenta de misérias e dores nenhuma há também enxuta de lágrimas.
53
Padre António Vieira
O efeito da memória é levar-nos aos ausentes, para que estejamos com eles, e trazê-los a eles a nós, para que estejam connosco.
60
Padre António Vieira
Não há coisa tão dificultosa, tão árdua, tão repugnante à natureza, a que a não obrigue, a que a não renda, a que a não sujeite, não por vontade, mas por força e violência, a duríssima e inviolável lei da necessidade.
57
Padre António Vieira
Em um mundo onde se vêem tantas cousas que se não podem ver, e se ouvem as que se não podem ouvir, e se falam, e são faladas, as que se não podem dizer; como pode viver um homem que não for cego, surdo, nem mudo, senão fugindo dos homens?
58
Padre António Vieira
E que dê eu as costas ao mundo, quando o mundo me vira as costas, não é muito: mas que quando o mundo me mostra bom rosto dê eu de rosto ao mundo, esta é a valentia maior. Que quando o mundo se ri de vós, vós choreis por ele, oh!, fraqueza! Mas que quando o mundo se ri para vós, vós vos riais dele, oh!, valentia!
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Padre António Vieira
E que dê eu as costas ao mundo, quando o mundo me vira as costas, não é muito: mas que quando o mundo me mostra bom rosto dê eu de rosto ao mundo, esta é a valentia maior. Que quando o mundo se ri de vós, vós choreis por ele, oh!, fraqueza! Mas que quando o mundo se ri para vós, vós vos riais dele, oh!, valentia!
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