Citações neste tema
Vida e Existência
Padre António Vieira
Melhor fora não intentar que não conseguir; nem desejar os fins se não se hão-de aplicar os meios.
60
Padre António Vieira
Não creio nem crerei nunca a quem pode o que quer enquanto não quiser o que pode.
61
Padre António Vieira
Se uns e outros se conformam e contentam com o que podem, nem o muito de uns é mais, nem o pouco de outros é menos; porque todos, dentro da medida do seu poder, têm tudo quanto querem. Oh!, que ditoso e bem ordenado viveria universalmente o mundo, se todos penetrassem o interior deste segredo e não trespassassem o seu querer além das raias do seu poder.
53
Padre António Vieira
Quem tem asas para voar e se contenta com andar, e quando muito com correr, pode mais do que quer e quer menos do que pode; e só quem quer, e se contenta com menos do que pode, passa a carreira desta vida sem cansar, nem desfalecer.
55
Padre António Vieira
Só onde se sabem os sucessos futuros, se podem festejar com razão os nascimentos presentes.
45
Padre António Vieira
Uma velhice enganada é a maior sem-razão do tempo: uma mocidade desenganada é a maior vitória da razão.
64
Padre António Vieira
Uma velhice enganada é a maior sem-razão do tempo: uma mocidade desenganada é a maior vitória da razão.
64
Padre António Vieira
Considerai que querendo mais do que podeis não só destruís o vosso poder, senão também o vosso querer. Porque se eu quero mais do que posso, claro está que hei-de perder o que posso, e não hei-de conseguir o que quero. Pois se no fim não haveis de poder conseguir o que quereis, para que é trabalhar e cansar debalde? Mas tal é a cegueira da ambição humana.
40
Padre António Vieira
Quando gastamos o tempo em obras boas, compramos o mesmo tempo e tornamos a fazer nosso o que tínhamos vendido.
19
Padre António Vieira
A imagem mais perfeita, a proporção mais ajustada e a medida mais igual da obra é o conhecimento de si mesmo em quem a faz.
64
Padre António Vieira
Quantas vezes os que trabalham no descobrimento de algum tesouro cavam por muitos dias, meses e anos sem acharem o que buscam; e depois de estes, cansados e desesperados, sucede vir um mais venturoso que, descendo sem trabalho ao profundo da mesma cova, e cavando alguma coisa de novo, descobre a poucas enxadadas o tesouro e logra o fruto dos trabalhos e suores dos primeiros!
53
Padre António Vieira
Nada receia perder quem nada espera interessar. Os bens que mais nascem do ânimo que da fortuna melhor se asseguram; porque aqueles guardam-se no peito, e estes cansam os ombros. A fortuna com o que dá faz grandes; e o ânimo com o que despreza faz grandiosos.
56
Padre António Vieira
Um homem com a morte e sepultura diante dos olhos não é muito que nem a pedir, nem a desejar se atrevesse mais que o necessário e preciso para viver, ou para não morrer.
60
Padre António Vieira
Uns nascem, outros morrem, uns vêm a este mundo, outros saem dele, e o mundo, como teatro destas representações, sempre está no mesmo lugar e não se move.
74
Padre António Vieira
Uns nascem, outros morrem, uns vêm a este mundo, outros saem dele, e o mundo, como teatro destas representações, sempre está no mesmo lugar e não se move.
74
Padre António Vieira
Para o que vive em paz e descanso, (a morte) é amarga; para o que vive em trabalho e miséria, (a morte) é doce.
65
Padre António Vieira
Nenhuma cousa se faz bem da primeira vez, quanto mais a maior de todas, que é morrer bem. Reparo é digno de toda a admiração que, sendo tantas as meditações da morte, e tantos os despertadores deste desengano, sejam tão poucos os que sabem morrer.
59
Padre António Vieira
O comer e o vestir são duas coisas sem as quais não se pode viver, em que têm grande batalha no homem a moderação do necessário e a intemperança do supérfluo.
47
Padre António Vieira
Se o Sol, que é sempre o mesmo, todos os dias tem um novo nascimento e um novo ocaso, quanto mais o homem por sua natural inconstância tão mudável, que nenhum é hoje o que foi ontem, nem há-de ser amanhã o que é hoje!
68
Padre António Vieira
Se o Sol, que é sempre o mesmo, todos os dias tem um novo nascimento e um novo ocaso, quanto mais o homem por sua natural inconstância tão mudável, que nenhum é hoje o que foi ontem, nem há-de ser amanhã o que é hoje!
68
Padre António Vieira
Assim como o mundo hoje ainda não é para os que hão-de nascer, porque eles ainda não são, assim o mesmo mundo já não é para nós quando morremos, porque já não somos.
68