Citações neste tema
Sociedade e Mundo
Padre António Vieira
Grandes males não se curam senão com grandes remédios, e estes não se aplicam sem grande resolução.
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Padre António Vieira
Pouco conhece a riqueza da saúde quem cuida que por algum preço pode ser cara, quanto mais caríssima.
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Padre António Vieira
Considere, pois, o rico e o pobre para onde vai: Quo vadis? Para que o rico modere a sua abundância, e o pobre se componha com a sua moderação. E porque o pobre e o rico (e o rico mais apressadamente que o pobre) todos irmos parar ali, lamentem-se os ricos da sua riqueza e das suas galas e regalos: sejam os pobres os contentes e eles os tristes. E paguem com a tristeza a fraqueza dos seus corações.
47
Padre António Vieira
Considere, pois, o rico e o pobre para onde vai: Quo vadis? Para que o rico modere a sua abundância, e o pobre se componha com a sua moderação. E porque o pobre e o rico (e o rico mais apressadamente que o pobre) todos irmos parar ali, lamentem-se os ricos da sua riqueza e das suas galas e regalos: sejam os pobres os contentes e eles os tristes. E paguem com a tristeza a fraqueza dos seus corações.
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Padre António Vieira
Os corpos dos ricos, cheios e anafados, são o banquete dos bichos; os dos pobres, secos e postos nos ossos, são o seu jejum.
45
Padre António Vieira
Os corpos dos ricos, cheios e anafados, são o banquete dos bichos; os dos pobres, secos e postos nos ossos, são o seu jejum.
45
Padre António Vieira
De maneira que não é rico quem tem muito, ainda que seja tudo. Pois quem é o verdadeiro rico? Aquele que não quer nada, porque nenhuma coisa lhe falta.
54
Padre António Vieira
Homens que em todos os seus conselhos não dizem «faremos», nem «havemos de fazer», senão «façamos» (...), estes homens, ainda que intentem o maior impossível, hão-de levá-lo a cabo.
68
Padre António Vieira
Enquanto Portugal teve homens de «havemos de fazer» (que sempre os teve) não tivemos liberdade, não tivemos reino, não tivemos coroa. Mas tanto que tivemos homens de quid facimus (que fazemos), logo tivemos tudo.
79
Padre António Vieira
Enquanto Portugal teve homens de «havemos de fazer» (que sempre os teve) não tivemos liberdade, não tivemos reino, não tivemos coroa. Mas tanto que tivemos homens de quid facimus (que fazemos), logo tivemos tudo.
79
Padre António Vieira
Fazer tudo com conta, peso e medida é propriedade do poder, que sempre há-de sobejar; e, pelo contrário, fazer as coisas sem conta, peso nem medida é propriedade assim mesmo do poder, que nem há-de sobejar nem bastar.
50
Padre António Vieira
Luzir português entre portugueses, e muito menos luzir com a sua luz, é coisa muito dificultosa na nossa terra.
53
Padre António Vieira
Quantos há hoje em Portugal que têm mais do que nunca esperaram, e no cabo estão ainda descontentes? Vinde cá: quando a vossa imaginação esteve mais desvanecida, chegou nunca a sonhar nem a esperar o que hoje tendes? Nem vós mesmo o negareis. Pois se tendes mais do que nunca esperastes, porque está ainda descontente vossa esperança? Esta pergunta não tem resposta; porque esta sem-razão não tem razão.
56
Padre António Vieira
Quem não pergunta não quer saber; quem não quer saber quer errar. Há, porém, ignorantes tão altivos que se desprezam de perguntar, ou porque presumem que tudo sabem, ou porque se não presuma que lhes falte alguma coisa por saber.
53
Padre António Vieira
Se se premeia ao incapaz, é força que estranhe o lugar que lhe não convém, e se se ofende ao benemérito, é ocasião que se queixe da justiça.
49
Padre António Vieira
Se se premeia ao incapaz, é força que estranhe o lugar que lhe não convém, e se se ofende ao benemérito, é ocasião que se queixe da justiça.
49
Padre António Vieira
Tão longe de valente está o tímido como o temerário, e se em alguma parte está mais perigosa a conservação é na presunção de segura.
60
Padre António Vieira
Mais temo eu a Portugal os perigos da opulência que os danos da necessidade.
45
Padre António Vieira
Não creio nem crerei nunca a quem pode o que quer enquanto não quiser o que pode.
61
Padre António Vieira
Os inimigos que mais temo a Portugal são soberba e ingratidão, vícios tão naturais da próspera fortuna que, como filhos da víbora, juntamente nascem dela e a corrompem.
42
Padre António Vieira
A maior pena que aqui padeço é ouvir falar em Portugal, porque todas as nossas acções desmerecem a nossa fortuna, quando a pudéramos por todas vias adiantar ao sumo auge da felicidade e grandeza. Mas como o que há basta para a ambição dos presentes, não querem aventurar nada com a esperança, porque possuem o que nunca esperaram.
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