Citações neste tema
Natureza e Elementos
Padre António Vieira
A água que recebe a terra é salgada; a que torna ao mar é doce. O que recebe em ondas amarguradas restitui-o em doces tributos.
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Padre António Vieira
Não é coisa nova na natureza haver terras que são fecundas para as plantas e estéreis para os frutos.
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Padre António Vieira
Se o Sol, que é sempre o mesmo, todos os dias tem um novo nascimento e um novo ocaso, quanto mais o homem por sua natural inconstância tão mudável, que nenhum é hoje o que foi ontem, nem há-de ser amanhã o que é hoje!
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Padre António Vieira
O mar é este mundo, cheio de tantos perigos, combatido de todos os ventos, exposto a tão frequentes tempestades.
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Padre António Vieira
O mar é este mundo, cheio de tantos perigos, combatido de todos os ventos, exposto a tão frequentes tempestades.
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Padre António Vieira
O mar é este mundo, cheio de tantos perigos, combatido de todos os ventos, exposto a tão frequentes tempestades.
74
Padre António Vieira
A eternidade e o desejo são duas cousas tão parecidas que ambas se retratam com a mesma figura. Os Egípcios nos seus hieróglifos, e antes deles os Caldeus, para representar a eternidade pintaram um O: porque a figura circular não tem princípio, nem fim; e isto é ser eterno. O desejo ainda teve melhor pintor, que é a natureza. Todos os que desejam, se o afecto rompeu o silêncio e do coração passou à boca, o que pronunciam naturalmente é O.
58
Mário Quintana
Todo esse apego do homem ao cachorro é porque o cachorro considera o seu dono o primeiro homem do mundo...
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Mário Quintana
O Amigo do Homem, dizem... Tanto que, para contentar a seu amo, chega a perseguir os outros animais. Em suma: um puxa-saco. Não o confundir com cachorro.
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Mário Quintana
“Aterroriza-me o silêncio eterno desses espaços infinitos...” — escreveu Pascal. Será por isso que fazemos tanto barulho?
59
Mário Quintana
No Céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá ainda é pior do que aqui, pois se trata dos chatos, de todas as épocas do mundo.
68
Mário Quintana
Pousou agora mesmo — precisamente sobre a velha caneta que eu havia erguido um momento à cata de um adjetivo — um insetozinho verde que tem a forma exata de um escudo.Veio da noite, atraído pela luz da minha janela. Sua gentil visita me compensa não sei de quê.Fico a examiná-lo em silêncio: nada posso nem sei dizer-lhe.E assim nos quedamos por um breve instante, frementes, incomunicáveis e juntos... Dois universos dentro do mesmo mundo.
62
Mário Quintana
Ouço, num primitivo espanto, os gritos mais insólitos. Não sei o nome de nenhum desses pássaros, de nenhuma dessas árvores. Olho, agora, esta flor: apenas sei que é amarela. Meu pensamento, ou seja lá o que for, é simplesmente composto de adjetivos, como nos primeiros dias da Criação.
68
Mário Quintana
Com o narizinho achatado contra a vidraça, a meninazinha olha a chuva que cai.Olha agora o vagabundo que vai passando sob a chuva. E como se olhasse um estranho peixe num aquário.E ele lhe sorri sem dente nenhum.Que bonito! Os sorrisos mais sinceros são os sorrisos desdentados.
62
Mário Quintana
Sim, uma vaca — uma abençoada vaca — muge... O seu mugido é um rio de veludo morno.
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