Citações neste tema
Outros
Karl Kraus
Pensamentos próprios não precisam ser sempre novos. Mas quem tem um pensamento novo, pode facilmente tomá-lo de outro.
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Karl Kraus
Será a literatura nada mais do que a habilidade de apresentar ao público uma opinião com palavras? Então a pintura seria a arte de expressar uma opinião em cores. No entanto, os jornalistas da pintura são os pintores de paredes. E eu acredito que um escritor é aquele que diz ao público uma obra de arte. A maior honra que já recebi foi-me prestada quando um leitor me confessou embaraçado que só conseguia entender os meus textos na segunda leitura. Hesitou em me dizer isso, teve dificuldades em falar a minha língua. Esse era um entendido e não sabia. O elogio ao meu estilo deixa-me indiferente, mas as críticas que lhe fazem logo me deixarão orgulhoso. Durante muito tempo tive receio de que as pessoas tivessem prazer com os meus textos já na primeira leitura. Como? Uma frase deveria servir para o público enxaguar a boca com ela? Os folhetinistas que escrevem em alemão possuem uma considerável vantagem em relação aos escritores que escrevem a partir do alemão. Ganham à primeira vista e desiludem à segunda: é como se de repente estivéssemos nos bastidores e víssemos que tudo é de cartão. No caso dos outros, porém, é como se um véu cobrisse a cena. Quem já deveria aplaudir? Vão-se embora antes que a cena se torne visível. Assim se comporta a maioria; não têm tempo. E não têm tempo apenas para as obras da linguagem. No caso das pinturas, admitem que não devam representar apenas um processo apreendido pelo primeiro olhar: obrigam-se a dar um segundo olhar para chegar a perceber alguma coisa da arte das cores. Mas uma arte da construção de frases? Se lhes dissermos que isso existe, pensam na obediência às leis da gramática.
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Karl Kraus
Será a literatura nada mais do que a habilidade de apresentar ao público uma opinião com palavras? Então a pintura seria a arte de expressar uma opinião em cores. No entanto, os jornalistas da pintura são os pintores de paredes. E eu acredito que um escritor é aquele que diz ao público uma obra de arte. A maior honra que já recebi foi-me prestada quando um leitor me confessou embaraçado que só conseguia entender os meus textos na segunda leitura. Hesitou em me dizer isso, teve dificuldades em falar a minha língua. Esse era um entendido e não sabia. O elogio ao meu estilo deixa-me indiferente, mas as críticas que lhe fazem logo me deixarão orgulhoso. Durante muito tempo tive receio de que as pessoas tivessem prazer com os meus textos já na primeira leitura. Como? Uma frase deveria servir para o público enxaguar a boca com ela? Os folhetinistas que escrevem em alemão possuem uma considerável vantagem em relação aos escritores que escrevem a partir do alemão. Ganham à primeira vista e desiludem à segunda: é como se de repente estivéssemos nos bastidores e víssemos que tudo é de cartão. No caso dos outros, porém, é como se um véu cobrisse a cena. Quem já deveria aplaudir? Vão-se embora antes que a cena se torne visível. Assim se comporta a maioria; não têm tempo. E não têm tempo apenas para as obras da linguagem. No caso das pinturas, admitem que não devam representar apenas um processo apreendido pelo primeiro olhar: obrigam-se a dar um segundo olhar para chegar a perceber alguma coisa da arte das cores. Mas uma arte da construção de frases? Se lhes dissermos que isso existe, pensam na obediência às leis da gramática.
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Karl Kraus
Lichtenberg cava mais fundo do que qualquer outro, mas não volta à superfície. Fala sob a terra. Só o escuta quem também cava fundo.
85
Karl Kraus
Contar a piada inventada por uma pessoa engenhosa é o mesmo que apanhar uma seta do chão. A citação não diz como foi disparada.
83
Karl Kraus
Muitas vezes é difícil escrever um aforismo quando se é capaz de o fazer. Muito mais fácil é escrever um aforismo quando não se é capaz de o fazer.
80
Karl Kraus
Muitas vezes é difícil escrever um aforismo quando se é capaz de o fazer. Muito mais fácil é escrever um aforismo quando não se é capaz de o fazer.
80
Karl Kraus
Empregar palavras incomuns é um vício literário. Devemos colocar apenas dificuldades de pensamento no caminho do público.
74
Karl Kraus
Escrever um romance pode ser puro deleite. Viver um romance já apresenta as suas dificuldades. Porém ler um romance é algo que evito tanto quanto posso.
71
Karl Kraus
O propósito do jovem Jean Paul era “escrever livros para poder comprar livros”. O propósito dos nossos jovens escritores é ganhar livros de presente para poder escrever livros.
89
Karl Kraus
Primeiro o cão fareja, depois levanta a perna. Contra essa falta de originalidade compreensivelmente não se pode objetar nada. Mas o facto de o literato ler antes de escrever é desolador.
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Karl Kraus
O facto de um tema ser artístico não o deve prejudicar necessariamente junto do público. Superestima-se o público ao acreditar que ele leva a mal a excelência da representação. Ele de forma alguma lhe dá atenção, e também tolera com tranquilidade coisas valiosas desde que o objecto casualmente corresponda a um interesse vulgar.
70
Karl Kraus
O facto de um tema ser artístico não o deve prejudicar necessariamente junto do público. Superestima-se o público ao acreditar que ele leva a mal a excelência da representação. Ele de forma alguma lhe dá atenção, e também tolera com tranquilidade coisas valiosas desde que o objecto casualmente corresponda a um interesse vulgar.
70
Karl Kraus
Um cérebro criativo também diz por conta própria aquilo que outro disse antes dele. Em compensação, outro pode imitar pensamentos que apenas mais tarde ocorrerão a um cérebro criativo.
88
Karl Kraus
Um cérebro criativo também diz por conta própria aquilo que outro disse antes dele. Em compensação, outro pode imitar pensamentos que apenas mais tarde ocorrerão a um cérebro criativo.
88
Karl Kraus
O seu marido permite que ela faça teatro — a boemia não teria permitido que ela casasse. Portanto, na sociedade ainda há mais liberdade do que na boemia, que tem as suas normas imutáveis.
76
Karl Kraus
Que a palavra mais velha seja desconhecida nas redondezas, recém-nascida e inspire dúvidas sobre se vai viver. Então ela viverá. Ouvimos o coração da língua a bater.
73
Karl Kraus
Que a palavra mais velha seja desconhecida nas redondezas, recém-nascida e inspire dúvidas sobre se vai viver. Então ela viverá. Ouvimos o coração da língua a bater.
73
Karl Kraus
Os meus trabalhos devem ser lidos duas vezes para serem bem compreendidos. Mas tampouco me oponho a que sejam lidos três vezes. Prefiro, porém, que não sejam lidos do que o sejam apenas uma vez. Não pretendo responsabilizar-me pelas congestões de um imbecil que não tem tempo.
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