Citações neste tema
Humor e Ironia
Karl Kraus
A maioria dos autores não tem outra qualidade a não ser a do leitor: o gosto. Mas o do leitor é melhor, pois não escreve, e melhor ainda quando não lê.
66
Karl Kraus
A vida moderna deve explicar de algum modo uma desproporção entre oferta e procura. De outra forma, não seria possível que um diálogo socrático fosse interrompido tantas vezes por alguém a perguntar-nos se queremos comprar uma escova de dentes.
50
Karl Kraus
A sátira está longe de toda a hostilidade e significa um benefício para uma coletividade ideal, rumo à qual ela avança não contra, mas através dos indivíduos reais.
57
Karl Kraus
A capacidade genial da mulher para esquecer é algo diferente do talento da senhora de não ser capaz de se lembrar.
43
Karl Kraus
A estupidez também possui honra nas suas veias, e inclusive defende-se do escárnio com maior energia do que a baixeza se defende da censura. Pois esta sabe que a crítica tem razão; aquela, porém, recusa-se a acreditar.
55
Karl Kraus
Observe-se uma vez como os senhores respeitáveis cumprimentam uma mulher de quem “se fala”. No cumprimento unem-se o orgulho reservado do pilar da sociedade e o olhar cúmplice, de conhecedor, do ajudante de feira. As duas coisas dão-nos vontade de esganá-los.
48
Karl Kraus
A relação dos jornais com a vida é mais ou menos a mesma das cartomantes com a metafísica.
35
Fernando Pessoa
Uma interpretação irónica da vida, uma aceitação indiferente das cousas, são o melhor remédio para o sofrimento, posto que o não sejam para as razões que há para sofrer.
47
Fernando Pessoa
A vida é cousa tão séria, os seus problemas são tão graves, que a ninguém assiste o direito de rir. Quem ri é estúpido – de momento, pelo menos. A alegria é a forma comunicativa da estupidez.
51
Fernando Pessoa
Não faças o que os outros fazem, porque eles o fazem, nem o que os outros não fazem porque eles não fazem.
58
Fernando Pessoa
Falar é ter demasiada consideração pelos outros. Pela boca morrem o peixe e Oscar Wilde.
41
Fernando Pessoa
Desconhecer-se conscientemente, eis o caminho. E desconhecer-se conscienciosamente é o emprego activo da ironia.
48