Citações neste tema
Arte
Peter de Vries
Os quadros que eles penduram nos restaurantes não são muito melhores do que a comida servida nos museus.
57
Napoleão Bonaparte
As velas que aqui acendemos hoje, iluminariam outrora as catacumbas. ( Na Igreja de Notre-Dame, no dia da coroação. )
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Padre António Vieira
O ofício e obrigação dos poetas não é dizerem as coisas como foram, mas pintarem-nas como haviam de ser ou como era bem que fossem.
51
Padre António Vieira
A imagem mais perfeita, a proporção mais ajustada e a medida mais igual da obra é o conhecimento de si mesmo em quem a faz.
57
Padre António Vieira
A pintura tem cores e sombras, claros e escuros; e tanto se descobre a soberania do seu espírito no claro do que diz, como no escuro do que cala.
50
Mário Quintana
A arte de escrever é, por essência, irreverente e tem sempre um quê de proibido: algo assim como essa tentação irresistível que leva os garotos a riscar a brancura dos muros.
64
Mário Quintana
O mau gosto e irremediável fealdade dos cabides deve ter sido uma das causas da vertiginosa e já histórica emigração dos chapéus para os anéis de Saturno.
41
Mário Quintana
Na linguagem corrente não se encontra a palavra “cântaro”. Mas é uma palavra que jamais poderá sair dos poemas. Há palavras assim. São como esses nobres animais heráldicos, que só existem nos brasões.
53
Mário Quintana
Mas por que motivo os nossos barcos já não têm mais as belas figuras de proa, ou a proa em forma de figura, como os dos vikings?E não seria também melhor que os nossos aviões encantassem os ares com as suas configurações de aves ou peixes ou maravilhosos animais de sonho? Hoje apenas irritam-nos com o seu rumor e as suas formas exatas.Queremos um mundo estritamente funcional. Tudo muito lógico, sim, mas será humano? Conviria não esquecer que o adorno veio antes do vestuário.
63
Mário Quintana
As barbas do Doutor Fausto estão longas e brancas como as do Padre Eterno. A mão repousa sobre a esfera armilar. Mas a sua fronte sulca-se de inextrincáveis hieróglifos,
44
Mário Quintana
Eles consideram a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade e o Cristo do Corcovado entre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno — sem a mínima desconfiança de que poderia ser o contrário.
39
Mário Quintana
Shakespeare. Nunca lhe passou pela cabeça o receio do ridículo. Em contrapartida, Racine, com a sua infalível mésure é que nos parece às vezes afetado. O que jamais acontece com Shakespeare, apesar de todos os pesares.Como os grandes homens da História estão acima do bem e do mal, os grandes poetas estão acima do bom e do mau gosto.
59
Mário Quintana
Ah, essas pequenas coisas, tão quotidianas, tão prosaicas às vezes, de que se compõe meticulosamente a tecitura de um poema... talvez a poesia não passe de um gênero de crônica, apenas: uma espécie de crônica da eternidade.
17
Mário Quintana
Dizem eles, os pintores, que o assunto não passa de uma falta de assunto: tudo é apenas um jogo de cores e volumes. Mas eu, humanamente, continuo desconfiando que deve haver alguma diferença entre uma mulher nua e uma abóbora.
56
Mário Quintana
O Doutor Dogmático ajeitou os nasóculos. E decretou: “Meus senhores e minhas senhoras, ilustrados agentes da Censura e demais entidades aqui representadas — como acabei de vos provar, a fantasia está morta.”E fez um gesto definitivo.Porém com tamanha infelicidade o fez que, da ponta de cada dedo espetado no silêncio do ar poluído, brotaram-lhe inesperadamente flores súbitas. E nenhuma parecia deste mundo.(Faltam pormenores.)
48
Mário Quintana
No Tempo da Era usava-se esta gostosa expressão pra cima do interlocutor: “Diz isso cantando!” Quando alguém resolve musicar alguma coisa que a gente escreveu, não será mais ou menos isso o que acontece?
53
Mário Quintana
A natureza é barroca. O sonho é barroco. Portanto, que teriam vindo fazer neste mundo as colunas gregas?
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Mário Quintana
Não te assustes com a cafonice do título. Eu também não acredito que tenham jamais existido as vendedoras de violetas. É dessas coisas falsamente poéticas, pura invencionice para idealizar a miséria misturando-a com flores — ainda mais a violeta, famosa pela sua humildade e modéstia — ôrre!
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