Poemas neste tema
Relações e Família
Manuel Bandeira
Maria Isabel
Cresça em beleza, em simpatia e graças cresça A filha de Hilda e de João Victor, e eu, Manuel
Velho bardo, cada vez mais me desvaneça
De meu nome rimar com o seu, Maria Isabel.
Velho bardo, cada vez mais me desvaneça
De meu nome rimar com o seu, Maria Isabel.
1 138
Manuel Bandeira
Ana Margarida
Fosse eu Rubén Darío e mil
Versos faria de seguida
Chamando-te, Ana Margarida,
"La nifia bella del Brasil".
Versos faria de seguida
Chamando-te, Ana Margarida,
"La nifia bella del Brasil".
1 155
Manuel Bandeira
Anthony Robert
Anthony Robert,
sweet braggadocio,
be-
lieve it or not,
Ilove you much more
then you love me!
sweet braggadocio,
be-
lieve it or not,
Ilove you much more
then you love me!
1 187
Manuel Bandeira
Vera Marta
Ver-te e amar-te, Vera Marta,
Obra foi de um só momento.
Nada mais ponho na carta:
Não é preciso, nem tento.
Obra foi de um só momento.
Nada mais ponho na carta:
Não é preciso, nem tento.
1 308
Manuel Bandeira
Vera Marta
Ver-te e amar-te, Vera Marta,
Obra foi de um só momento.
Nada mais ponho na carta:
Não é preciso, nem tento.
Obra foi de um só momento.
Nada mais ponho na carta:
Não é preciso, nem tento.
1 308
Manuel Bandeira
Mônica Maria
Seu avô me disse:
— "Mônica Maria
É loura e graciosa".
Foi como se a visse...
Pois de fato a via.
Mais lírio que rosa,
Melhor — madressilva,
Flor de minha infância
— Tamanha distância!
Como na Bahia
Mônica Maria
Pereira da Silva
Overbeck.
— "Mônica Maria
É loura e graciosa".
Foi como se a visse...
Pois de fato a via.
Mais lírio que rosa,
Melhor — madressilva,
Flor de minha infância
— Tamanha distância!
Como na Bahia
Mônica Maria
Pereira da Silva
Overbeck.
1 086
Manuel Bandeira
Marie-claude
Quelque chose de doux, três doux,
Três (j em ai Pâme toute chaude)
Sinsinue en moi tout à coup:
C'est que je pense à Marie-Claude.
Três (j em ai Pâme toute chaude)
Sinsinue en moi tout à coup:
C'est que je pense à Marie-Claude.
1 048
Manuel Bandeira
Rosa Francisca Adelaide
Francisca, Francisca,
Ai Rosa Francisca,
Francisca Adelaide!
Não queres ser Rosa,
Pois então, Francisca,
Me dá essa rosa:
À rosa mais limpa,
Mais escondidinha
— Rosa bonitinha —,
A única rosa
Em que para sempre,
À todo o momento,
De dia ou de noite,
Feliz, infeliz,
Ai Rosa Francisca,
Tenho o pensamento.
Ai Rosa Francisca!
Ai Rosa
Francisca
Adelaide!
Ai Rosa Francisca,
Francisca Adelaide!
Não queres ser Rosa,
Pois então, Francisca,
Me dá essa rosa:
À rosa mais limpa,
Mais escondidinha
— Rosa bonitinha —,
A única rosa
Em que para sempre,
À todo o momento,
De dia ou de noite,
Feliz, infeliz,
Ai Rosa Francisca,
Tenho o pensamento.
Ai Rosa Francisca!
Ai Rosa
Francisca
Adelaide!
828
Manuel Bandeira
Maria Cândida
Disse um poeta de renome
(vai num beijo aqui a lição):
"Quem é Cândida no nome
deve-o ser no coração."
Cândida Maria Cândida
foi, que era minha irmãzinha.
Assim tu, cândida, cândida
hás de ser, pois que és Candinha.
(vai num beijo aqui a lição):
"Quem é Cândida no nome
deve-o ser no coração."
Cândida Maria Cândida
foi, que era minha irmãzinha.
Assim tu, cândida, cândida
hás de ser, pois que és Candinha.
1 308
Manuel Bandeira
Maria Cândida
Disse um poeta de renome
(vai num beijo aqui a lição):
"Quem é Cândida no nome
deve-o ser no coração."
Cândida Maria Cândida
foi, que era minha irmãzinha.
Assim tu, cândida, cândida
hás de ser, pois que és Candinha.
(vai num beijo aqui a lição):
"Quem é Cândida no nome
deve-o ser no coração."
Cândida Maria Cândida
foi, que era minha irmãzinha.
Assim tu, cândida, cândida
hás de ser, pois que és Candinha.
1 308
Manuel Bandeira
Solange
Para que não falem as más
Línguas, declaro aqui, Solange:
Não sou como os velhos gagás;
De Solange quero só Pange.
Línguas, declaro aqui, Solange:
Não sou como os velhos gagás;
De Solange quero só Pange.
1 121
Manuel Bandeira
Miguelzinho e Isabel
I
— Que menino inteligente
Minha gente!
— Saiba você que é o menino
Bisneto de Zeferino.
— Que menina! Que feitiço
Tem no olhar!
— Pudera! O avô é Ademar...
O pai, Miguel... — É por isso!
II
— Quem é a mãe de Miguelzinho?
— De Miguelzinho? Gisah.
— Ah!
Por isso é tão bonitinho.
— As avós desta menina
Quem são?
— Dona Isa, Dona Edina.
— Tem a quem sair então!
III
Miguelito
Pequetito
De olhozito
Redondito
Gaiatito;
Miguelito
Todo em ito:
Cabelito
Narizito;
Miguelito
Queridito,
Miguelito
Tão bonito.
IV
Isabel
Anjozinho aloof
De boca de mel,
De olhar triste e fundo,
Mandado a este mundo
De tristezas, uf!
Para ser mulher:
Enquanto és criança
Conta o que ainda resta,
Em tua lembrança
Da pátria perdida.
E eu possa, ouvindo esta
História, esquecer
A madrasta vida.
— Que menino inteligente
Minha gente!
— Saiba você que é o menino
Bisneto de Zeferino.
— Que menina! Que feitiço
Tem no olhar!
— Pudera! O avô é Ademar...
O pai, Miguel... — É por isso!
II
— Quem é a mãe de Miguelzinho?
— De Miguelzinho? Gisah.
— Ah!
Por isso é tão bonitinho.
— As avós desta menina
Quem são?
— Dona Isa, Dona Edina.
— Tem a quem sair então!
III
Miguelito
Pequetito
De olhozito
Redondito
Gaiatito;
Miguelito
Todo em ito:
Cabelito
Narizito;
Miguelito
Queridito,
Miguelito
Tão bonito.
IV
Isabel
Anjozinho aloof
De boca de mel,
De olhar triste e fundo,
Mandado a este mundo
De tristezas, uf!
Para ser mulher:
Enquanto és criança
Conta o que ainda resta,
Em tua lembrança
Da pátria perdida.
E eu possa, ouvindo esta
História, esquecer
A madrasta vida.
723
Manuel Bandeira
Miguelzinho e Isabel
I
— Que menino inteligente
Minha gente!
— Saiba você que é o menino
Bisneto de Zeferino.
— Que menina! Que feitiço
Tem no olhar!
— Pudera! O avô é Ademar...
O pai, Miguel... — É por isso!
II
— Quem é a mãe de Miguelzinho?
— De Miguelzinho? Gisah.
— Ah!
Por isso é tão bonitinho.
— As avós desta menina
Quem são?
— Dona Isa, Dona Edina.
— Tem a quem sair então!
III
Miguelito
Pequetito
De olhozito
Redondito
Gaiatito;
Miguelito
Todo em ito:
Cabelito
Narizito;
Miguelito
Queridito,
Miguelito
Tão bonito.
IV
Isabel
Anjozinho aloof
De boca de mel,
De olhar triste e fundo,
Mandado a este mundo
De tristezas, uf!
Para ser mulher:
Enquanto és criança
Conta o que ainda resta,
Em tua lembrança
Da pátria perdida.
E eu possa, ouvindo esta
História, esquecer
A madrasta vida.
— Que menino inteligente
Minha gente!
— Saiba você que é o menino
Bisneto de Zeferino.
— Que menina! Que feitiço
Tem no olhar!
— Pudera! O avô é Ademar...
O pai, Miguel... — É por isso!
II
— Quem é a mãe de Miguelzinho?
— De Miguelzinho? Gisah.
— Ah!
Por isso é tão bonitinho.
— As avós desta menina
Quem são?
— Dona Isa, Dona Edina.
— Tem a quem sair então!
III
Miguelito
Pequetito
De olhozito
Redondito
Gaiatito;
Miguelito
Todo em ito:
Cabelito
Narizito;
Miguelito
Queridito,
Miguelito
Tão bonito.
IV
Isabel
Anjozinho aloof
De boca de mel,
De olhar triste e fundo,
Mandado a este mundo
De tristezas, uf!
Para ser mulher:
Enquanto és criança
Conta o que ainda resta,
Em tua lembrança
Da pátria perdida.
E eu possa, ouvindo esta
História, esquecer
A madrasta vida.
723
Manuel Bandeira
Miguelzinho e Isabel
I
— Que menino inteligente
Minha gente!
— Saiba você que é o menino
Bisneto de Zeferino.
— Que menina! Que feitiço
Tem no olhar!
— Pudera! O avô é Ademar...
O pai, Miguel... — É por isso!
II
— Quem é a mãe de Miguelzinho?
— De Miguelzinho? Gisah.
— Ah!
Por isso é tão bonitinho.
— As avós desta menina
Quem são?
— Dona Isa, Dona Edina.
— Tem a quem sair então!
III
Miguelito
Pequetito
De olhozito
Redondito
Gaiatito;
Miguelito
Todo em ito:
Cabelito
Narizito;
Miguelito
Queridito,
Miguelito
Tão bonito.
IV
Isabel
Anjozinho aloof
De boca de mel,
De olhar triste e fundo,
Mandado a este mundo
De tristezas, uf!
Para ser mulher:
Enquanto és criança
Conta o que ainda resta,
Em tua lembrança
Da pátria perdida.
E eu possa, ouvindo esta
História, esquecer
A madrasta vida.
— Que menino inteligente
Minha gente!
— Saiba você que é o menino
Bisneto de Zeferino.
— Que menina! Que feitiço
Tem no olhar!
— Pudera! O avô é Ademar...
O pai, Miguel... — É por isso!
II
— Quem é a mãe de Miguelzinho?
— De Miguelzinho? Gisah.
— Ah!
Por isso é tão bonitinho.
— As avós desta menina
Quem são?
— Dona Isa, Dona Edina.
— Tem a quem sair então!
III
Miguelito
Pequetito
De olhozito
Redondito
Gaiatito;
Miguelito
Todo em ito:
Cabelito
Narizito;
Miguelito
Queridito,
Miguelito
Tão bonito.
IV
Isabel
Anjozinho aloof
De boca de mel,
De olhar triste e fundo,
Mandado a este mundo
De tristezas, uf!
Para ser mulher:
Enquanto és criança
Conta o que ainda resta,
Em tua lembrança
Da pátria perdida.
E eu possa, ouvindo esta
História, esquecer
A madrasta vida.
723
Manuel Bandeira
Teu Nome
Teu nome, voz das sereias,
Teu nome, o meu pensamento,
Escrevi-o nas areias,
Na água — escrevi-o no vento.
Teu nome, o meu pensamento,
Escrevi-o nas areias,
Na água — escrevi-o no vento.
1 622
Manuel Bandeira
A Arnaldo Vasconcelos, Respondendo À Pergunta: "quanto Mede e Quanto Pesa o Seu Coração?"
Quanto mede e quanto pesa,
Arnaldo, o meu coração?
Depende da ocasião:
É às vezes bem pequenino
E pesa mais do que um sino,
Pesa como uma paixão.
Arnaldo, o meu coração?
Depende da ocasião:
É às vezes bem pequenino
E pesa mais do que um sino,
Pesa como uma paixão.
1 183
Manuel Bandeira
Sônia Maria
Sônia, filha de Gilberto
E filha de Madalena,
Cumprirá em moça, decerto,
O que promete em pequena.
Não verei isso de perto,
Serei bem longe... Que pena!
E filha de Madalena,
Cumprirá em moça, decerto,
O que promete em pequena.
Não verei isso de perto,
Serei bem longe... Que pena!
1 021
Manuel Bandeira
Oitava Camoniana para Fernanda
De Ely e Lorita, brandos, nasce a branda
(Vede da natureza o ideal concerto!),
Bonita e sem pecado algum Fernanda,
Que alegria dos pais será decerto.
E faça quem sobre o Universo manda
O mundo para ela um céu aberto,
Onde continuamente, como um dia
De claro sol, a vida lhe sorria.
(Vede da natureza o ideal concerto!),
Bonita e sem pecado algum Fernanda,
Que alegria dos pais será decerto.
E faça quem sobre o Universo manda
O mundo para ela um céu aberto,
Onde continuamente, como um dia
De claro sol, a vida lhe sorria.
1 153
Manuel Bandeira
Oitava Camoniana para Fernanda
De Ely e Lorita, brandos, nasce a branda
(Vede da natureza o ideal concerto!),
Bonita e sem pecado algum Fernanda,
Que alegria dos pais será decerto.
E faça quem sobre o Universo manda
O mundo para ela um céu aberto,
Onde continuamente, como um dia
De claro sol, a vida lhe sorria.
(Vede da natureza o ideal concerto!),
Bonita e sem pecado algum Fernanda,
Que alegria dos pais será decerto.
E faça quem sobre o Universo manda
O mundo para ela um céu aberto,
Onde continuamente, como um dia
De claro sol, a vida lhe sorria.
1 153
Manuel Bandeira
Eduarda
Mais do que tu de mim
Gosto, Eduarda, de ti.
Ês mais que sapoti,
Sereia, és sapotim.
Gosto, Eduarda, de ti.
Ês mais que sapoti,
Sereia, és sapotim.
1 211
Manuel Bandeira
Eduarda
Mais do que tu de mim
Gosto, Eduarda, de ti.
Ês mais que sapoti,
Sereia, és sapotim.
Gosto, Eduarda, de ti.
Ês mais que sapoti,
Sereia, és sapotim.
1 211
Manuel Bandeira
Adalgisa
No Hotel D. Pedro
Há uma janela
Onde verás
A planta bela,
Penhor amável
De afeto antigo,
Mandada ao poeta
Que é teu amigo,
Que é teu criado,
Teu fã também,
Agora e na hora
Da morte, amém!
Há uma janela
Onde verás
A planta bela,
Penhor amável
De afeto antigo,
Mandada ao poeta
Que é teu amigo,
Que é teu criado,
Teu fã também,
Agora e na hora
Da morte, amém!
678