Poemas neste tema
Relações e Família
Martha Medeiros
me viu
me viu
te vi
corei
gostei
olhei
cheguei
teus olhos
teu sorriso
senta
garçom!
amor
pra dois
te vi
corei
gostei
olhei
cheguei
teus olhos
teu sorriso
senta
garçom!
amor
pra dois
1 133
Martha Medeiros
me viu
me viu
te vi
corei
gostei
olhei
cheguei
teus olhos
teu sorriso
senta
garçom!
amor
pra dois
te vi
corei
gostei
olhei
cheguei
teus olhos
teu sorriso
senta
garçom!
amor
pra dois
1 133
Martha Medeiros
não me traia
não me traia
nessas noites nupciais
em que sais com outras mulheres sem
que eu saiba
nessas noites nupciais
em que sais com outras mulheres sem
que eu saiba
1 197
Martha Medeiros
a emoção que veio vermelha
a emoção que veio vermelha
virou saudade branca
e ficou a lembrança cor-de-rosa
do teu olhar azul
do meu sorriso amarelo
e daquele nosso desejo
tão cor da pele
virou saudade branca
e ficou a lembrança cor-de-rosa
do teu olhar azul
do meu sorriso amarelo
e daquele nosso desejo
tão cor da pele
1 252
Martha Medeiros
nanci num dia diana
nanci num dia diana
a ana me ama, me norma, me helena
serena, me ensinou a ver a verdade, vera
que dói menos que uma ilusão fausta
de tarde eu tenho tereza
e vivo uma magda magia
alegria, maria, calor de suor
de se ficar eduarda
quem dera denise
eu poder ser suzana
e ler lia muitas laudas
lauras
olga tem lindos olhos
olhe
e luiza tem luz
e alice tem paz
na cara karin eu quero
uma risada rosaura
um sono soninha de outrora
isadora, que namora isabel
neca de amor, ane versando a razão
coração, corália de canções
a musa musical de soraia
a saia de zélia
acabo de lena notícia letícia
caio de katia no chão
choro, clara
tetê temia meus medos
tenho medo da morte
tenho medo do mar
tenho medo de amar
tenho medo de marta
a ana me ama, me norma, me helena
serena, me ensinou a ver a verdade, vera
que dói menos que uma ilusão fausta
de tarde eu tenho tereza
e vivo uma magda magia
alegria, maria, calor de suor
de se ficar eduarda
quem dera denise
eu poder ser suzana
e ler lia muitas laudas
lauras
olga tem lindos olhos
olhe
e luiza tem luz
e alice tem paz
na cara karin eu quero
uma risada rosaura
um sono soninha de outrora
isadora, que namora isabel
neca de amor, ane versando a razão
coração, corália de canções
a musa musical de soraia
a saia de zélia
acabo de lena notícia letícia
caio de katia no chão
choro, clara
tetê temia meus medos
tenho medo da morte
tenho medo do mar
tenho medo de amar
tenho medo de marta
1 113
Martha Medeiros
não tenho mais idade
não tenho mais idade
pra brincar de esconde-esconde
vem me pegar
pra brincar de esconde-esconde
vem me pegar
1 334
Martha Medeiros
não devia te contar
não devia te contar
mas se você guardar segredo
eu revelo este meu medo
de não saber amar
não devia te amar
mas se você guardar meu medo
eu revelo este segredo
que não sei contar
mas se você guardar segredo
eu revelo este meu medo
de não saber amar
não devia te amar
mas se você guardar meu medo
eu revelo este segredo
que não sei contar
1 088
Martha Medeiros
caprichei na meia-calça
caprichei na meia-calça
preparei a meia-luz
irrompi à meia-noite
ficou tudo meia-boca
preparei a meia-luz
irrompi à meia-noite
ficou tudo meia-boca
1 051
Martha Medeiros
bem que me avisaram
bem que me avisaram
ficarás sozinha e mal falada
dolorida e abandonada
à mercê dos tubarões
mas não pude resistir
foi mais forte os calafrios
agora a ver navios
nunca mais os garanhões
ficarás sozinha e mal falada
dolorida e abandonada
à mercê dos tubarões
mas não pude resistir
foi mais forte os calafrios
agora a ver navios
nunca mais os garanhões
1 048
Martha Medeiros
bem que me avisaram
bem que me avisaram
ficarás sozinha e mal falada
dolorida e abandonada
à mercê dos tubarões
mas não pude resistir
foi mais forte os calafrios
agora a ver navios
nunca mais os garanhões
ficarás sozinha e mal falada
dolorida e abandonada
à mercê dos tubarões
mas não pude resistir
foi mais forte os calafrios
agora a ver navios
nunca mais os garanhões
1 048
Martha Medeiros
vou andando devagar
vou andando devagar
olhando para um lado
para o outro
rindo ali, pensando aqui
de repente
vejo você na minha frente
e até pararia de andar
se você não fosse
estacionamento proibido
olhando para um lado
para o outro
rindo ali, pensando aqui
de repente
vejo você na minha frente
e até pararia de andar
se você não fosse
estacionamento proibido
1 076
Martha Medeiros
vou andando devagar
vou andando devagar
olhando para um lado
para o outro
rindo ali, pensando aqui
de repente
vejo você na minha frente
e até pararia de andar
se você não fosse
estacionamento proibido
olhando para um lado
para o outro
rindo ali, pensando aqui
de repente
vejo você na minha frente
e até pararia de andar
se você não fosse
estacionamento proibido
1 076
Martha Medeiros
quero morar
quero morar
no teu lugar comum
fazer previsões
improvisadas
crises pré-datadas
e ser dois em um
bem clichê
batom no copo
lingerie e Sinatra
bem eu e você
kitch por uma noite
adoraria
no teu lugar comum
fazer previsões
improvisadas
crises pré-datadas
e ser dois em um
bem clichê
batom no copo
lingerie e Sinatra
bem eu e você
kitch por uma noite
adoraria
1 218
Martha Medeiros
quero morar
quero morar
no teu lugar comum
fazer previsões
improvisadas
crises pré-datadas
e ser dois em um
bem clichê
batom no copo
lingerie e Sinatra
bem eu e você
kitch por uma noite
adoraria
no teu lugar comum
fazer previsões
improvisadas
crises pré-datadas
e ser dois em um
bem clichê
batom no copo
lingerie e Sinatra
bem eu e você
kitch por uma noite
adoraria
1 218
Martha Medeiros
se você for
se você for
exatamente como imagino
igualzinho aos meus sonhos
eu vou embora
detesto desmancha-prazeres
exatamente como imagino
igualzinho aos meus sonhos
eu vou embora
detesto desmancha-prazeres
1 143
Sophia de Mello Breyner Andresen
Como Todo o Amor Humano
Eras impuro, falso e vil,
Mas eu ergui a perfeição do teu perfil
Na manhã d’hoje em frente do Oceano.
Mas eu ergui a perfeição do teu perfil
Na manhã d’hoje em frente do Oceano.
1 230
Sophia de Mello Breyner Andresen
Como Todo o Amor Humano
Eras impuro, falso e vil,
Mas eu ergui a perfeição do teu perfil
Na manhã d’hoje em frente do Oceano.
Mas eu ergui a perfeição do teu perfil
Na manhã d’hoje em frente do Oceano.
1 230
Sophia de Mello Breyner Andresen
Cada Manhã o Alvoroço da Luz
Me acorda: a luz atravessa a paisagem e a casa
— A dormir tinha esquecido não as coisas
Mas sua meticulosa beleza
Múltipla
No princípio Deus disse
Faça-se a luz
— E com a luz da manhã o mundo principia
Digo a luz e não o sol
Nos dias de nevoeiro emergem formas brancas
Aqui e além como se vogassem
Numa deriva cismadora e serena
Nos dias de sol os ciprestes enegrecem
E ao longe brilha o regozijo das vidraças
1987
— A dormir tinha esquecido não as coisas
Mas sua meticulosa beleza
Múltipla
No princípio Deus disse
Faça-se a luz
— E com a luz da manhã o mundo principia
Digo a luz e não o sol
Nos dias de nevoeiro emergem formas brancas
Aqui e além como se vogassem
Numa deriva cismadora e serena
Nos dias de sol os ciprestes enegrecem
E ao longe brilha o regozijo das vidraças
1987
1 462
Sophia de Mello Breyner Andresen
O Poema E a Casa
Paramos devagar entre paredes brancas
Entre mobílias escuras e as janelas verdes
Um longo instante paramos em frente
Das mil luzes e mil estátuas do poente
Entre mobílias escuras e as janelas verdes
Um longo instante paramos em frente
Das mil luzes e mil estátuas do poente
1 273
Sophia de Mello Breyner Andresen
Como Esquecida Voz de Um Amor Muito Antigo
Desgarram-se no ar as pancadas de um sino
A casa onde moro não fica rente às águas da laguna
Mas a parede é branca e vê-se o rio
E embora hydras e fúrias nos desfiem
A diversidade das coisas como Ponge diz
Nos constrói
A casa onde moro não fica rente às águas da laguna
Mas a parede é branca e vê-se o rio
E embora hydras e fúrias nos desfiem
A diversidade das coisas como Ponge diz
Nos constrói
1 215
Sophia de Mello Breyner Andresen
O Branco
Foi pelo pranto que te reconheci
Foi pelo branco da praia que te reconheci
Foi pelo branco da praia que te reconheci
1 475
Sophia de Mello Breyner Andresen
Xiv. Através do Teu Coração Passou Um Barco
Através do teu coração passou um barco
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho
1982
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho
1982
1 518
Sophia de Mello Breyner Andresen
Xiv. Através do Teu Coração Passou Um Barco
Através do teu coração passou um barco
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho
1982
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho
1982
1 518
Sophia de Mello Breyner Andresen
Glosa
«Dá a surpresa de ser
É alta de um loiro escuro»
Fernando Pessoa
Dá a surpresa de ser
É alto de um loiro escuro
Faz bem só pensar em ver
Seu gesto firme e seguro
Tem qualquer coisa de mastro
Tem qualquer coisa de sol
Saber que existe sossega
Como no mar o farol
Há qualquer coisa de rude
Em sua beleza extrema
Como saber a crueza
Que há no dentro do poema
Tem qualquer coisa de limpo
Apetece como o sal
Espanta que seja real
Sua perfeição de Olimpo
Há qualquer coisa de toiro
Na largura dos seus ombros
Navegam brilhos e assombros
No obscuro do seu loiro
1968 (?)
É alta de um loiro escuro»
Fernando Pessoa
Dá a surpresa de ser
É alto de um loiro escuro
Faz bem só pensar em ver
Seu gesto firme e seguro
Tem qualquer coisa de mastro
Tem qualquer coisa de sol
Saber que existe sossega
Como no mar o farol
Há qualquer coisa de rude
Em sua beleza extrema
Como saber a crueza
Que há no dentro do poema
Tem qualquer coisa de limpo
Apetece como o sal
Espanta que seja real
Sua perfeição de Olimpo
Há qualquer coisa de toiro
Na largura dos seus ombros
Navegam brilhos e assombros
No obscuro do seu loiro
1968 (?)
1 243