Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Cristina Lacerda
Sobrevida
A terra não sorri
mas ampara meus passos
de hoje sofrer
me lembro do que é cíclico
os dias de chumbo
a lama do fundo
lamber a lembrança
de pequenos relâmpagos
sofrer sofreguidão
- só isso?
reinventar o mesmo
em tudo o que se ama
lembrar feridas
e perfumes dos momentos
essa minha curta longa vida
involuntária
é assim aos tropeços
e se há esquinas onde
às vezes me firo tanto
é porque é preciso
e se tateia na dor
o despertar da ânsia viva
vislumbre de algum
futuro encanto
o resto é concreto muro
cinza, rachado e duro
que o sonho
não está onde é sonhado
mas onde é pensado
com insistência e arte
esse o rito
içar a dor sombria
e se fazer ao mar
como alguém que ao ficar
finge que parte
mas ampara meus passos
de hoje sofrer
me lembro do que é cíclico
os dias de chumbo
a lama do fundo
lamber a lembrança
de pequenos relâmpagos
sofrer sofreguidão
- só isso?
reinventar o mesmo
em tudo o que se ama
lembrar feridas
e perfumes dos momentos
essa minha curta longa vida
involuntária
é assim aos tropeços
e se há esquinas onde
às vezes me firo tanto
é porque é preciso
e se tateia na dor
o despertar da ânsia viva
vislumbre de algum
futuro encanto
o resto é concreto muro
cinza, rachado e duro
que o sonho
não está onde é sonhado
mas onde é pensado
com insistência e arte
esse o rito
içar a dor sombria
e se fazer ao mar
como alguém que ao ficar
finge que parte
948
Cristina Lacerda
Sobrevida
A terra não sorri
mas ampara meus passos
de hoje sofrer
me lembro do que é cíclico
os dias de chumbo
a lama do fundo
lamber a lembrança
de pequenos relâmpagos
sofrer sofreguidão
- só isso?
reinventar o mesmo
em tudo o que se ama
lembrar feridas
e perfumes dos momentos
essa minha curta longa vida
involuntária
é assim aos tropeços
e se há esquinas onde
às vezes me firo tanto
é porque é preciso
e se tateia na dor
o despertar da ânsia viva
vislumbre de algum
futuro encanto
o resto é concreto muro
cinza, rachado e duro
que o sonho
não está onde é sonhado
mas onde é pensado
com insistência e arte
esse o rito
içar a dor sombria
e se fazer ao mar
como alguém que ao ficar
finge que parte
mas ampara meus passos
de hoje sofrer
me lembro do que é cíclico
os dias de chumbo
a lama do fundo
lamber a lembrança
de pequenos relâmpagos
sofrer sofreguidão
- só isso?
reinventar o mesmo
em tudo o que se ama
lembrar feridas
e perfumes dos momentos
essa minha curta longa vida
involuntária
é assim aos tropeços
e se há esquinas onde
às vezes me firo tanto
é porque é preciso
e se tateia na dor
o despertar da ânsia viva
vislumbre de algum
futuro encanto
o resto é concreto muro
cinza, rachado e duro
que o sonho
não está onde é sonhado
mas onde é pensado
com insistência e arte
esse o rito
içar a dor sombria
e se fazer ao mar
como alguém que ao ficar
finge que parte
948
Luiza Amélia de Queiroz
O homem não ama
Jamais o seu peito mais duro que o aço,
Palpita a não ser a louca ambição.
Supõe-se - orgulhoso - que é soberano,
Que todas as belas vassalas lhe são!
Mais falso que a brisa que as flores bafeja,
Se mil forem belas... a mil finge amar...
Assim um já disse, e assim fazem todos,
Embora não queiram jamais confessar,
Cruéis, como Nero, são todos os homens!
Ateiam as chamas de ardente paixão,
Depois... observam, sorrindo, os estragos...
E dizem, cobardes! que têm coração!!
(De Flores Incultas, 1875)
1 488
Luiza Amélia de Queiroz
O homem não ama
Jamais o seu peito mais duro que o aço,
Palpita a não ser a louca ambição.
Supõe-se - orgulhoso - que é soberano,
Que todas as belas vassalas lhe são!
Mais falso que a brisa que as flores bafeja,
Se mil forem belas... a mil finge amar...
Assim um já disse, e assim fazem todos,
Embora não queiram jamais confessar,
Cruéis, como Nero, são todos os homens!
Ateiam as chamas de ardente paixão,
Depois... observam, sorrindo, os estragos...
E dizem, cobardes! que têm coração!!
(De Flores Incultas, 1875)
1 488
Lenilde Freitas
A Florbela Espanca
Conheço a casa
onde o acordar é infeliz
Na mesma rua, outras casas cintilam
no matiz em que os sonhos aterrissam
Um pássaro cuja plumagem é um pincel
voando torto despinta o céu
A casa que eu conheço
chove por dentro
enquanto a alma
de que lá mora
trinca no centro.
onde o acordar é infeliz
Na mesma rua, outras casas cintilam
no matiz em que os sonhos aterrissam
Um pássaro cuja plumagem é um pincel
voando torto despinta o céu
A casa que eu conheço
chove por dentro
enquanto a alma
de que lá mora
trinca no centro.
879
Lenilde Freitas
A Florbela Espanca
Conheço a casa
onde o acordar é infeliz
Na mesma rua, outras casas cintilam
no matiz em que os sonhos aterrissam
Um pássaro cuja plumagem é um pincel
voando torto despinta o céu
A casa que eu conheço
chove por dentro
enquanto a alma
de que lá mora
trinca no centro.
onde o acordar é infeliz
Na mesma rua, outras casas cintilam
no matiz em que os sonhos aterrissam
Um pássaro cuja plumagem é um pincel
voando torto despinta o céu
A casa que eu conheço
chove por dentro
enquanto a alma
de que lá mora
trinca no centro.
879
Lenilde Freitas
A Florbela Espanca
Conheço a casa
onde o acordar é infeliz
Na mesma rua, outras casas cintilam
no matiz em que os sonhos aterrissam
Um pássaro cuja plumagem é um pincel
voando torto despinta o céu
A casa que eu conheço
chove por dentro
enquanto a alma
de que lá mora
trinca no centro.
onde o acordar é infeliz
Na mesma rua, outras casas cintilam
no matiz em que os sonhos aterrissam
Um pássaro cuja plumagem é um pincel
voando torto despinta o céu
A casa que eu conheço
chove por dentro
enquanto a alma
de que lá mora
trinca no centro.
879
Angela Santos
Eros
A
face juvenil de Eros
levemente roça o corpo de Vénus
fundem-se nos olhos
e resplandecem
incêndios crepúsculos
nas bocas, nas mãos nos corações
frementes
E sempre, assim, acontece
no momento do encontro
nesse mágico instante
de dois olhares que atravessam
do que houver para atravessar
alma, mares, muros, espadas…
vencido o Amor não será
Como força que nasce
não se sabe bem de onde
como vaga que nos leva
à orla de um oceano
como vulcão que incendeia
o peito e o corpo todo,
assim Eros renascido
com seu rosto de menino
se roça em nós como em Vénus
E nada então é maior do que o amor
que em si junta beleza,
erotismo vida
no instante único em que o amor
se transmuda em amar!
face juvenil de Eros
levemente roça o corpo de Vénus
fundem-se nos olhos
e resplandecem
incêndios crepúsculos
nas bocas, nas mãos nos corações
frementes
E sempre, assim, acontece
no momento do encontro
nesse mágico instante
de dois olhares que atravessam
do que houver para atravessar
alma, mares, muros, espadas…
vencido o Amor não será
Como força que nasce
não se sabe bem de onde
como vaga que nos leva
à orla de um oceano
como vulcão que incendeia
o peito e o corpo todo,
assim Eros renascido
com seu rosto de menino
se roça em nós como em Vénus
E nada então é maior do que o amor
que em si junta beleza,
erotismo vida
no instante único em que o amor
se transmuda em amar!
1 238
Angela Santos
Esteio
Acalma-me
e dá sentido,
quando estendes tua mão e sinto
a firmeza dessa presença ao meu lado
sinto-me mais e sinto- te esteio
quando perdida no turbilhão das minhas dúvidas
e medos
abro-te o coração magoado e o tocas com dedos de renda
ou me puxas para realidade
com a palavra mais certa...
Eu sei então porque caminho ao teu lado
porque conto contigo,
saboreio a palavra amizade,
estendo-te a mão
e te chamo amiga!
e dá sentido,
quando estendes tua mão e sinto
a firmeza dessa presença ao meu lado
sinto-me mais e sinto- te esteio
quando perdida no turbilhão das minhas dúvidas
e medos
abro-te o coração magoado e o tocas com dedos de renda
ou me puxas para realidade
com a palavra mais certa...
Eu sei então porque caminho ao teu lado
porque conto contigo,
saboreio a palavra amizade,
estendo-te a mão
e te chamo amiga!
1 059
Angela Santos
Esteio
Acalma-me
e dá sentido,
quando estendes tua mão e sinto
a firmeza dessa presença ao meu lado
sinto-me mais e sinto- te esteio
quando perdida no turbilhão das minhas dúvidas
e medos
abro-te o coração magoado e o tocas com dedos de renda
ou me puxas para realidade
com a palavra mais certa...
Eu sei então porque caminho ao teu lado
porque conto contigo,
saboreio a palavra amizade,
estendo-te a mão
e te chamo amiga!
e dá sentido,
quando estendes tua mão e sinto
a firmeza dessa presença ao meu lado
sinto-me mais e sinto- te esteio
quando perdida no turbilhão das minhas dúvidas
e medos
abro-te o coração magoado e o tocas com dedos de renda
ou me puxas para realidade
com a palavra mais certa...
Eu sei então porque caminho ao teu lado
porque conto contigo,
saboreio a palavra amizade,
estendo-te a mão
e te chamo amiga!
1 059
Angela Santos
Esteio
Acalma-me
e dá sentido,
quando estendes tua mão e sinto
a firmeza dessa presença ao meu lado
sinto-me mais e sinto- te esteio
quando perdida no turbilhão das minhas dúvidas
e medos
abro-te o coração magoado e o tocas com dedos de renda
ou me puxas para realidade
com a palavra mais certa...
Eu sei então porque caminho ao teu lado
porque conto contigo,
saboreio a palavra amizade,
estendo-te a mão
e te chamo amiga!
e dá sentido,
quando estendes tua mão e sinto
a firmeza dessa presença ao meu lado
sinto-me mais e sinto- te esteio
quando perdida no turbilhão das minhas dúvidas
e medos
abro-te o coração magoado e o tocas com dedos de renda
ou me puxas para realidade
com a palavra mais certa...
Eu sei então porque caminho ao teu lado
porque conto contigo,
saboreio a palavra amizade,
estendo-te a mão
e te chamo amiga!
1 059
Angela Santos
Dança
E
se um dia eu chegasse
ao jeito dos bandidos,
e sem notícia,
acordasse os teu sentidos?
Há um corpo que vibra em segredo
o teu,
e o meu que o pressente
sem ousar arrancar-te ao sono
e trazer-te para a praça
onde Afrodite nos convida
a entrar na dança…
Vem que se adivinha
no teu olhar negro, fugidio
a indiferença simulada
do desejo.
Vem!
é tempo de acontecer
amor!
se um dia eu chegasse
ao jeito dos bandidos,
e sem notícia,
acordasse os teu sentidos?
Há um corpo que vibra em segredo
o teu,
e o meu que o pressente
sem ousar arrancar-te ao sono
e trazer-te para a praça
onde Afrodite nos convida
a entrar na dança…
Vem que se adivinha
no teu olhar negro, fugidio
a indiferença simulada
do desejo.
Vem!
é tempo de acontecer
amor!
1 085
Angela Santos
Dança
E
se um dia eu chegasse
ao jeito dos bandidos,
e sem notícia,
acordasse os teu sentidos?
Há um corpo que vibra em segredo
o teu,
e o meu que o pressente
sem ousar arrancar-te ao sono
e trazer-te para a praça
onde Afrodite nos convida
a entrar na dança…
Vem que se adivinha
no teu olhar negro, fugidio
a indiferença simulada
do desejo.
Vem!
é tempo de acontecer
amor!
se um dia eu chegasse
ao jeito dos bandidos,
e sem notícia,
acordasse os teu sentidos?
Há um corpo que vibra em segredo
o teu,
e o meu que o pressente
sem ousar arrancar-te ao sono
e trazer-te para a praça
onde Afrodite nos convida
a entrar na dança…
Vem que se adivinha
no teu olhar negro, fugidio
a indiferença simulada
do desejo.
Vem!
é tempo de acontecer
amor!
1 085
Maria Isabel
A hora vazia
Onde as humildes palavras
Que ingenuamente disseste?
Onde os gestos dos teus braços
Nascidos para enlaçar?
Cansaste. O sol do deserto
Secou tua alma de fonte.
Morreu nos dedos do inútil
A tua frágil canção.
Não mais ouvirás soluços,
Não mais na noite deserta
Descobrirás desesperos.
Corpos virão sobre as ondas,
Diante dos teus olhos secos.
Houve uma voz nos teus lábios
Quente e viva. Quando foi?
Hoje a fadiga, hoje o sono.
Hoje, trágica e vazia,
A hora de contemplar.
Que ingenuamente disseste?
Onde os gestos dos teus braços
Nascidos para enlaçar?
Cansaste. O sol do deserto
Secou tua alma de fonte.
Morreu nos dedos do inútil
A tua frágil canção.
Não mais ouvirás soluços,
Não mais na noite deserta
Descobrirás desesperos.
Corpos virão sobre as ondas,
Diante dos teus olhos secos.
Houve uma voz nos teus lábios
Quente e viva. Quando foi?
Hoje a fadiga, hoje o sono.
Hoje, trágica e vazia,
A hora de contemplar.
798
Angela Santos
Sagração
Contigo
quero ir
ao fundo de um sonho-guia
perder-me nas veredas do teu ser
fundir nos teus os meus sentidos
Em ti beber o secreto aroma
que ao corpo aflora
no instante em que o amor
sem prévio-aviso
nos toca
Cumprir-me contigo,
viagem adiada à raiz de mim,
nascente e foz do meu desejo
desaguando em ti.
Provar-te, inteira,
ao jeito da Eva subversiva
perder-me e encontrar-me
no que regresso ao que sou
na limpidez da alma que se olha
no instante maior da sagração do corpo
que se doa.
quero ir
ao fundo de um sonho-guia
perder-me nas veredas do teu ser
fundir nos teus os meus sentidos
Em ti beber o secreto aroma
que ao corpo aflora
no instante em que o amor
sem prévio-aviso
nos toca
Cumprir-me contigo,
viagem adiada à raiz de mim,
nascente e foz do meu desejo
desaguando em ti.
Provar-te, inteira,
ao jeito da Eva subversiva
perder-me e encontrar-me
no que regresso ao que sou
na limpidez da alma que se olha
no instante maior da sagração do corpo
que se doa.
1 076
Angela Santos
Sagração
Contigo
quero ir
ao fundo de um sonho-guia
perder-me nas veredas do teu ser
fundir nos teus os meus sentidos
Em ti beber o secreto aroma
que ao corpo aflora
no instante em que o amor
sem prévio-aviso
nos toca
Cumprir-me contigo,
viagem adiada à raiz de mim,
nascente e foz do meu desejo
desaguando em ti.
Provar-te, inteira,
ao jeito da Eva subversiva
perder-me e encontrar-me
no que regresso ao que sou
na limpidez da alma que se olha
no instante maior da sagração do corpo
que se doa.
quero ir
ao fundo de um sonho-guia
perder-me nas veredas do teu ser
fundir nos teus os meus sentidos
Em ti beber o secreto aroma
que ao corpo aflora
no instante em que o amor
sem prévio-aviso
nos toca
Cumprir-me contigo,
viagem adiada à raiz de mim,
nascente e foz do meu desejo
desaguando em ti.
Provar-te, inteira,
ao jeito da Eva subversiva
perder-me e encontrar-me
no que regresso ao que sou
na limpidez da alma que se olha
no instante maior da sagração do corpo
que se doa.
1 076
Cristina Lacerda
Tem uma outra cabeça
Tem uma outra cabeça
na minha cama
faz barulho de motor
às vezes ronrona
às vezes tem pesadelos
às vezes me estende a mão
tem uma outra cabeça
na minha cama
e me é às vezes desconhecida
tem barulho de gente
na minha cama
não é metade de mim
mas me acompanha
- e eu estou aqui
tem corpo conhecido
na minha cama
há séculos eu o escuto dormir
e isso
me emociona
na minha cama
faz barulho de motor
às vezes ronrona
às vezes tem pesadelos
às vezes me estende a mão
tem uma outra cabeça
na minha cama
e me é às vezes desconhecida
tem barulho de gente
na minha cama
não é metade de mim
mas me acompanha
- e eu estou aqui
tem corpo conhecido
na minha cama
há séculos eu o escuto dormir
e isso
me emociona
927
Angela Santos
Utopia
O
sonho mais longínquo
ou a mais utópica meta
se alcançam à força de tanto querer
o longe de mim se acerca
e o sonho irrompe em verdade
se for o querer bastante,
se minha alma crescer
e derrubar os limites
da mais crua realidade
Uma estrela pode então
não ser apenas o ponto
que brilha distante no espaço sideral
mas essa coisa bonita
que colho na luz dos teus olhos
ou o calor de hélio puro
que explode no meu coração.
sonho mais longínquo
ou a mais utópica meta
se alcançam à força de tanto querer
o longe de mim se acerca
e o sonho irrompe em verdade
se for o querer bastante,
se minha alma crescer
e derrubar os limites
da mais crua realidade
Uma estrela pode então
não ser apenas o ponto
que brilha distante no espaço sideral
mas essa coisa bonita
que colho na luz dos teus olhos
ou o calor de hélio puro
que explode no meu coração.
1 030
Angela Santos
Utopia
O
sonho mais longínquo
ou a mais utópica meta
se alcançam à força de tanto querer
o longe de mim se acerca
e o sonho irrompe em verdade
se for o querer bastante,
se minha alma crescer
e derrubar os limites
da mais crua realidade
Uma estrela pode então
não ser apenas o ponto
que brilha distante no espaço sideral
mas essa coisa bonita
que colho na luz dos teus olhos
ou o calor de hélio puro
que explode no meu coração.
sonho mais longínquo
ou a mais utópica meta
se alcançam à força de tanto querer
o longe de mim se acerca
e o sonho irrompe em verdade
se for o querer bastante,
se minha alma crescer
e derrubar os limites
da mais crua realidade
Uma estrela pode então
não ser apenas o ponto
que brilha distante no espaço sideral
mas essa coisa bonita
que colho na luz dos teus olhos
ou o calor de hélio puro
que explode no meu coração.
1 030
Angela Santos
Utopia
O
sonho mais longínquo
ou a mais utópica meta
se alcançam à força de tanto querer
o longe de mim se acerca
e o sonho irrompe em verdade
se for o querer bastante,
se minha alma crescer
e derrubar os limites
da mais crua realidade
Uma estrela pode então
não ser apenas o ponto
que brilha distante no espaço sideral
mas essa coisa bonita
que colho na luz dos teus olhos
ou o calor de hélio puro
que explode no meu coração.
sonho mais longínquo
ou a mais utópica meta
se alcançam à força de tanto querer
o longe de mim se acerca
e o sonho irrompe em verdade
se for o querer bastante,
se minha alma crescer
e derrubar os limites
da mais crua realidade
Uma estrela pode então
não ser apenas o ponto
que brilha distante no espaço sideral
mas essa coisa bonita
que colho na luz dos teus olhos
ou o calor de hélio puro
que explode no meu coração.
1 030
Angela Santos
Serpente
Salvé
Eva
mãe de tudo o que é…
O teu gesto hábil
trouxe o gosto pela ousadia
e nos fez saber
ir pra além do medo..
Salvé Eva
teu corpo é fruto
que o fruto dá
Eva,
Mãe,
Mulher,
escrava libertadora
à força de o ser!
Eva
mãe de tudo o que é…
O teu gesto hábil
trouxe o gosto pela ousadia
e nos fez saber
ir pra além do medo..
Salvé Eva
teu corpo é fruto
que o fruto dá
Eva,
Mãe,
Mulher,
escrava libertadora
à força de o ser!
1 191
Angela Santos
Eva
Mordo
a tua boca
rosa, carne viva
provo o teu sabor
ao jeito de Eva
subversiva
Ousadia do gosto
meu fruto proibido
mordo o teu corpo
virgem
e reencontro o paraíso.
a tua boca
rosa, carne viva
provo o teu sabor
ao jeito de Eva
subversiva
Ousadia do gosto
meu fruto proibido
mordo o teu corpo
virgem
e reencontro o paraíso.
887
Angela Santos
Eva
Mordo
a tua boca
rosa, carne viva
provo o teu sabor
ao jeito de Eva
subversiva
Ousadia do gosto
meu fruto proibido
mordo o teu corpo
virgem
e reencontro o paraíso.
a tua boca
rosa, carne viva
provo o teu sabor
ao jeito de Eva
subversiva
Ousadia do gosto
meu fruto proibido
mordo o teu corpo
virgem
e reencontro o paraíso.
887
Leila Mícollis
A seco
Tem coisas que a gente só diz de porre
se não o outro corre;
mas passada a bebedeira,
a gente acha que fez besteira,
não devia ter falado,
que se expôs adoidado,
à toa e foi tolice.
Finge-se então que se esquece o que disse,
culpa-se a carência, a demência, a embriaguez
responsáveis por tamanha estupidez.
E é aceitando este estranho cabedal
que quando se volta ao "estado normal",
cada vez mais sós, na defensiva,
corroídos morremos de cirrose... afetiva.
se não o outro corre;
mas passada a bebedeira,
a gente acha que fez besteira,
não devia ter falado,
que se expôs adoidado,
à toa e foi tolice.
Finge-se então que se esquece o que disse,
culpa-se a carência, a demência, a embriaguez
responsáveis por tamanha estupidez.
E é aceitando este estranho cabedal
que quando se volta ao "estado normal",
cada vez mais sós, na defensiva,
corroídos morremos de cirrose... afetiva.
1 074