Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Angela Santos
Vozes
Dos
confins se ergue a voz
ouvidos e mente
cerrei ao apelo
Ergue –se um grito
no fundo de mim…
que verdade fala,
onde está o tempo
que a vai cumprir?
confins se ergue a voz
ouvidos e mente
cerrei ao apelo
Ergue –se um grito
no fundo de mim…
que verdade fala,
onde está o tempo
que a vai cumprir?
1 212
Angela Santos
Denúncia
Ecos
de fome
um rosto acusa
existência e agonia
mórbida simbiose,
o não à vida
Ecos de humilhação
corpo ressequido
fatalmente anónimo .. longínquo
a limpeza gélida do número,
a inócua visão da morte…
colorida.
O horror
não age no descanso
de mentes anestesiadas,
a morte compromete
mas é de longe que vem…
distancia, entorpecimento da culpa,
da nossa culpa…sem defesa!
de fome
um rosto acusa
existência e agonia
mórbida simbiose,
o não à vida
Ecos de humilhação
corpo ressequido
fatalmente anónimo .. longínquo
a limpeza gélida do número,
a inócua visão da morte…
colorida.
O horror
não age no descanso
de mentes anestesiadas,
a morte compromete
mas é de longe que vem…
distancia, entorpecimento da culpa,
da nossa culpa…sem defesa!
1 128
Angela Santos
Denúncia
Ecos
de fome
um rosto acusa
existência e agonia
mórbida simbiose,
o não à vida
Ecos de humilhação
corpo ressequido
fatalmente anónimo .. longínquo
a limpeza gélida do número,
a inócua visão da morte…
colorida.
O horror
não age no descanso
de mentes anestesiadas,
a morte compromete
mas é de longe que vem…
distancia, entorpecimento da culpa,
da nossa culpa…sem defesa!
de fome
um rosto acusa
existência e agonia
mórbida simbiose,
o não à vida
Ecos de humilhação
corpo ressequido
fatalmente anónimo .. longínquo
a limpeza gélida do número,
a inócua visão da morte…
colorida.
O horror
não age no descanso
de mentes anestesiadas,
a morte compromete
mas é de longe que vem…
distancia, entorpecimento da culpa,
da nossa culpa…sem defesa!
1 128
Angela Santos
Aguarela
Matizes
cinza suspensos,
em eco passos e risos
mistura de fumo
e nuvens
que se cruzam apressadas
Gritos, ecos e latidos
a lembrar a vida , breve……
e a suave batida do gotejar
da água
sobre os remendos de musgo
que cresceram nos beirais…
Contínuo o som da chuva
é um adagio na vidraça,
como cinzento é o dia
que o sopro da tarde arrasta
e lentas se desprendendo
de um relógio de parede
as horas gastam o dia,
escoando devagar o tempo.
Da varanda da memória
colhem-se pedaços de azul.
e um quadro de girassóis
lembra estios passados,
enquanto a palavra emerge
e vai traçando os contornos
que compõem a aguarela
que com o dia se vai.
cinza suspensos,
em eco passos e risos
mistura de fumo
e nuvens
que se cruzam apressadas
Gritos, ecos e latidos
a lembrar a vida , breve……
e a suave batida do gotejar
da água
sobre os remendos de musgo
que cresceram nos beirais…
Contínuo o som da chuva
é um adagio na vidraça,
como cinzento é o dia
que o sopro da tarde arrasta
e lentas se desprendendo
de um relógio de parede
as horas gastam o dia,
escoando devagar o tempo.
Da varanda da memória
colhem-se pedaços de azul.
e um quadro de girassóis
lembra estios passados,
enquanto a palavra emerge
e vai traçando os contornos
que compõem a aguarela
que com o dia se vai.
1 029
Angela Santos
Desnorte
Irrompe
à força
este sentir que não sei,
não domino,
e em canto brota em mim
o grito
meus passos agitam-se
nas sombras do caminho,
meus braços animam-se
ensaiando gestos,
amputados na busca
contorcidos na forma de abraçar
meus olhos,
silenciados mares
drenaram torrentes,
esgotaram seu sal.
e a besta acoitada em mim
rasga o que esperei
e em pedaços me devolve
a vida.
à força
este sentir que não sei,
não domino,
e em canto brota em mim
o grito
meus passos agitam-se
nas sombras do caminho,
meus braços animam-se
ensaiando gestos,
amputados na busca
contorcidos na forma de abraçar
meus olhos,
silenciados mares
drenaram torrentes,
esgotaram seu sal.
e a besta acoitada em mim
rasga o que esperei
e em pedaços me devolve
a vida.
1 147
Angela Santos
Desnorte
Irrompe
à força
este sentir que não sei,
não domino,
e em canto brota em mim
o grito
meus passos agitam-se
nas sombras do caminho,
meus braços animam-se
ensaiando gestos,
amputados na busca
contorcidos na forma de abraçar
meus olhos,
silenciados mares
drenaram torrentes,
esgotaram seu sal.
e a besta acoitada em mim
rasga o que esperei
e em pedaços me devolve
a vida.
à força
este sentir que não sei,
não domino,
e em canto brota em mim
o grito
meus passos agitam-se
nas sombras do caminho,
meus braços animam-se
ensaiando gestos,
amputados na busca
contorcidos na forma de abraçar
meus olhos,
silenciados mares
drenaram torrentes,
esgotaram seu sal.
e a besta acoitada em mim
rasga o que esperei
e em pedaços me devolve
a vida.
1 147
Angela Santos
Aspiração
Que
seja de luar a fonte
gota a gota sorvida,
sede inesgotável só amansada…
Que seja de luz o caminho
passo a passo percorrido
viandante ou peregrino
nele imprime seu destino.
seja de luar a fonte
gota a gota sorvida,
sede inesgotável só amansada…
Que seja de luz o caminho
passo a passo percorrido
viandante ou peregrino
nele imprime seu destino.
1 231
Angela Santos
Conjugação
Sonhei
que era esta
que sou
e sendo esta
era ainda outra
que também sou
vi-me desdobrada
e una
e sonhei um tempo único
pretérito e espera
saber e adivinhação
Sonhei
tudo podia ser
a negação de limites
e a mutação contínua.
Sou, sendo
o conjugado verbo
do meu ser condicional imperfeito!
que era esta
que sou
e sendo esta
era ainda outra
que também sou
vi-me desdobrada
e una
e sonhei um tempo único
pretérito e espera
saber e adivinhação
Sonhei
tudo podia ser
a negação de limites
e a mutação contínua.
Sou, sendo
o conjugado verbo
do meu ser condicional imperfeito!
1 193
Angela Santos
Anunciação
Pior
que tudo
foi o inverno ter chegado
assim de repente,
quando ansiava ainda
manhãs de estio
Pior que tudo, este vento
varrendo dos sentidos
toda a volúpia
Pior que tudo
é este sentir-me estrangeira,
estar dentro e fora da festa…
Lá ao longe eu oiço
musica.. rufares.. alarido
e os convivas chamando
a entrar na dança
e a beber da taça
que colheu o dia.
que tudo
foi o inverno ter chegado
assim de repente,
quando ansiava ainda
manhãs de estio
Pior que tudo, este vento
varrendo dos sentidos
toda a volúpia
Pior que tudo
é este sentir-me estrangeira,
estar dentro e fora da festa…
Lá ao longe eu oiço
musica.. rufares.. alarido
e os convivas chamando
a entrar na dança
e a beber da taça
que colheu o dia.
991
Angela Santos
Anunciação
Pior
que tudo
foi o inverno ter chegado
assim de repente,
quando ansiava ainda
manhãs de estio
Pior que tudo, este vento
varrendo dos sentidos
toda a volúpia
Pior que tudo
é este sentir-me estrangeira,
estar dentro e fora da festa…
Lá ao longe eu oiço
musica.. rufares.. alarido
e os convivas chamando
a entrar na dança
e a beber da taça
que colheu o dia.
que tudo
foi o inverno ter chegado
assim de repente,
quando ansiava ainda
manhãs de estio
Pior que tudo, este vento
varrendo dos sentidos
toda a volúpia
Pior que tudo
é este sentir-me estrangeira,
estar dentro e fora da festa…
Lá ao longe eu oiço
musica.. rufares.. alarido
e os convivas chamando
a entrar na dança
e a beber da taça
que colheu o dia.
991
Angela Santos
Eco
Rasgo
a sulcos o corpo
da memória,
vivos permanecem todos os tempos
em mim…
É um nome antigo aquele que oiço,
antigo o sonho que me leva.
a sulcos o corpo
da memória,
vivos permanecem todos os tempos
em mim…
É um nome antigo aquele que oiço,
antigo o sonho que me leva.
1 241
Angela Santos
Guerra
Já
nada os fazia seguir ou ficar…
lá ao longe o eco de explosões e gritos
O asfalto da guerra
e a vida distante
envolta em lembranças de sonhos perdidos,
O sonho tingido de fumos e negro
inventava cores desenhava horizontes
cada passo em frente era um passo
a menos
cada vez mais perto
do sonho acabar
Corpos e memória desnudos, exaustos
Cavados por dentro
por uma raiva lume,
funda de raiz…
um grito apertado
expresso nos olhos,
e no crispar da arma
nas mãos de crianças
sem tempo de o ser…
E os senhores do tempo
sem alma e sem Deus
perdidos nos jogos de ódios
e razões,
lembram novos Neros
saboreando pérfidos
a visão do sangue
invadindo a arena.
nada os fazia seguir ou ficar…
lá ao longe o eco de explosões e gritos
O asfalto da guerra
e a vida distante
envolta em lembranças de sonhos perdidos,
O sonho tingido de fumos e negro
inventava cores desenhava horizontes
cada passo em frente era um passo
a menos
cada vez mais perto
do sonho acabar
Corpos e memória desnudos, exaustos
Cavados por dentro
por uma raiva lume,
funda de raiz…
um grito apertado
expresso nos olhos,
e no crispar da arma
nas mãos de crianças
sem tempo de o ser…
E os senhores do tempo
sem alma e sem Deus
perdidos nos jogos de ódios
e razões,
lembram novos Neros
saboreando pérfidos
a visão do sangue
invadindo a arena.
764
Angela Santos
Ideologia
Vinham
de longe,
atravessavam desertos
tempestades resistiam,
e no coração guardada
a fórmula do alquimista
viandantes condenados
grilhões de ferro nos pés
vezes e vezes caíram,
seguir era a sua sina
fosse ou não razão ficar.
E cumpriam-se à chegada
exaustos, e sem sentido
um outro norte, a mesma senha…
por eles de novo se erguiam
por eles de novo partir…
Alvoradas, bandeiras, hinos
espadas em punho brandindo
contra o tempo contra os ventos,
sem resistência lá iam,
um novo mundo cumprir.
de longe,
atravessavam desertos
tempestades resistiam,
e no coração guardada
a fórmula do alquimista
viandantes condenados
grilhões de ferro nos pés
vezes e vezes caíram,
seguir era a sua sina
fosse ou não razão ficar.
E cumpriam-se à chegada
exaustos, e sem sentido
um outro norte, a mesma senha…
por eles de novo se erguiam
por eles de novo partir…
Alvoradas, bandeiras, hinos
espadas em punho brandindo
contra o tempo contra os ventos,
sem resistência lá iam,
um novo mundo cumprir.
1 075
Angela Santos
Nau das Descobertas
Cantar
o agri-doce fado
dos que por destino têm
vastíssimos
os campos do mar
Velas, quilhas, mastros,
oceano a condição,
mas na bruma se perdeu
a seda, o ópio a canela
e o sonho imperial que no tempo
se esfumou.
Olhos de fogo cravados
no adensar dos nevoeiros
filhos deste mar tão perto
na orla das praias cansamos
as viagens adiadas,
e a espera do Encoberto
Navegar é preciso!
por dentro do corpo que respira
rente a este chão que somos
nova Nau das Descobertas
rumo a si, porto e destino…
Ausentes a Cruz de Cristo
o arcabuz e os grilhões
encontraremos ainda
esse longe que buscámos,
não na lança do inimigo
mas no regresso ao destino
da língua- mater e o mar
nos tornar tão só iguais.
o agri-doce fado
dos que por destino têm
vastíssimos
os campos do mar
Velas, quilhas, mastros,
oceano a condição,
mas na bruma se perdeu
a seda, o ópio a canela
e o sonho imperial que no tempo
se esfumou.
Olhos de fogo cravados
no adensar dos nevoeiros
filhos deste mar tão perto
na orla das praias cansamos
as viagens adiadas,
e a espera do Encoberto
Navegar é preciso!
por dentro do corpo que respira
rente a este chão que somos
nova Nau das Descobertas
rumo a si, porto e destino…
Ausentes a Cruz de Cristo
o arcabuz e os grilhões
encontraremos ainda
esse longe que buscámos,
não na lança do inimigo
mas no regresso ao destino
da língua- mater e o mar
nos tornar tão só iguais.
1 136
Angela Santos
Eco-Lógica
Antes
que anunciem
que o último raio de luz
se propaga,
despindo os olhos de cores
que iluminam,
colhe e perpétua
nos olhos e no coração
uma centelha de sol matinal.
Os deuses deste tempo
prometem cavernas
e longas invernias.
que anunciem
que o último raio de luz
se propaga,
despindo os olhos de cores
que iluminam,
colhe e perpétua
nos olhos e no coração
uma centelha de sol matinal.
Os deuses deste tempo
prometem cavernas
e longas invernias.
1 137
Angela Santos
À Margem
Expiro
numa praia longínqua
dentro de mim
Expiro
à margem de mim
onda desfeita no movimento
incessante
Expiro
aspirando à luz
que não alcanço.
numa praia longínqua
dentro de mim
Expiro
à margem de mim
onda desfeita no movimento
incessante
Expiro
aspirando à luz
que não alcanço.
1 141
Angela Santos
À Margem
Expiro
numa praia longínqua
dentro de mim
Expiro
à margem de mim
onda desfeita no movimento
incessante
Expiro
aspirando à luz
que não alcanço.
numa praia longínqua
dentro de mim
Expiro
à margem de mim
onda desfeita no movimento
incessante
Expiro
aspirando à luz
que não alcanço.
1 141
Odylo Costa Filho
A Meu Filho
Recorro a ti para não separar-me
deste chão de sargaços mas de flores,
onde há bichos que amaste e mais os frutos
que com tuas mãos plantavas e colhias.
Por essas mãos te peço que me ajudes
e que afastes de mim com os dentes alvos
do teu riso contido mas presente
a tentação da morte voluntária.
Não deixes, filho meu, que a dor de amar-te
me tire o gosto do terreno barro
e a coragem dos lúcidos deveres.
Que estas árvores guardam, no céu puro,
entre rastros de estrelas, a lembrança
dos teus humanos olhos deslumbrados.
deste chão de sargaços mas de flores,
onde há bichos que amaste e mais os frutos
que com tuas mãos plantavas e colhias.
Por essas mãos te peço que me ajudes
e que afastes de mim com os dentes alvos
do teu riso contido mas presente
a tentação da morte voluntária.
Não deixes, filho meu, que a dor de amar-te
me tire o gosto do terreno barro
e a coragem dos lúcidos deveres.
Que estas árvores guardam, no céu puro,
entre rastros de estrelas, a lembrança
dos teus humanos olhos deslumbrados.
1 221
Angela Santos
Estranheza
Mãe
que distancia é esta
que vai de mim a ti
distancia crescida
se um dia fomos
uma quase - única forma
uma quase única vida
Mãe
estranho sentir o meu
que te vejo estrangeira
e a palavra
mais não é que limite…
Mãe
que desconforto é este
se teus braços um dia foram
repouso, refúgio
e hoje
apenas braços…os teus
abraço que recuso
Mãe
que nome tem o que sinto
espada que pra ti volto
muralha que eu mesmo ergo
por já não saber dizer-me…
Mãe
razão desta dor que nutro
taça do meu amargo néctar,
oferenda do nosso grito mútuo.
que distancia é esta
que vai de mim a ti
distancia crescida
se um dia fomos
uma quase - única forma
uma quase única vida
Mãe
estranho sentir o meu
que te vejo estrangeira
e a palavra
mais não é que limite…
Mãe
que desconforto é este
se teus braços um dia foram
repouso, refúgio
e hoje
apenas braços…os teus
abraço que recuso
Mãe
que nome tem o que sinto
espada que pra ti volto
muralha que eu mesmo ergo
por já não saber dizer-me…
Mãe
razão desta dor que nutro
taça do meu amargo néctar,
oferenda do nosso grito mútuo.
819
Angela Santos
Estranheza
Mãe
que distancia é esta
que vai de mim a ti
distancia crescida
se um dia fomos
uma quase - única forma
uma quase única vida
Mãe
estranho sentir o meu
que te vejo estrangeira
e a palavra
mais não é que limite…
Mãe
que desconforto é este
se teus braços um dia foram
repouso, refúgio
e hoje
apenas braços…os teus
abraço que recuso
Mãe
que nome tem o que sinto
espada que pra ti volto
muralha que eu mesmo ergo
por já não saber dizer-me…
Mãe
razão desta dor que nutro
taça do meu amargo néctar,
oferenda do nosso grito mútuo.
que distancia é esta
que vai de mim a ti
distancia crescida
se um dia fomos
uma quase - única forma
uma quase única vida
Mãe
estranho sentir o meu
que te vejo estrangeira
e a palavra
mais não é que limite…
Mãe
que desconforto é este
se teus braços um dia foram
repouso, refúgio
e hoje
apenas braços…os teus
abraço que recuso
Mãe
que nome tem o que sinto
espada que pra ti volto
muralha que eu mesmo ergo
por já não saber dizer-me…
Mãe
razão desta dor que nutro
taça do meu amargo néctar,
oferenda do nosso grito mútuo.
819
Angela Santos
Ao Largo
Vaga
esqueleto de navio
ausência de mastro e velas,
um piloto exausto no convés
navio a desfazer-se nas ondas
sem outro destino,
distante de um porto
a que ancorar.
Sonho partidas, chegadas
portos ignotos,
águas claras,
e uma ilha lá longe
onde espraiar o cansaço.
esqueleto de navio
ausência de mastro e velas,
um piloto exausto no convés
navio a desfazer-se nas ondas
sem outro destino,
distante de um porto
a que ancorar.
Sonho partidas, chegadas
portos ignotos,
águas claras,
e uma ilha lá longe
onde espraiar o cansaço.
1 288
Angela Santos
Ao Largo
Vaga
esqueleto de navio
ausência de mastro e velas,
um piloto exausto no convés
navio a desfazer-se nas ondas
sem outro destino,
distante de um porto
a que ancorar.
Sonho partidas, chegadas
portos ignotos,
águas claras,
e uma ilha lá longe
onde espraiar o cansaço.
esqueleto de navio
ausência de mastro e velas,
um piloto exausto no convés
navio a desfazer-se nas ondas
sem outro destino,
distante de um porto
a que ancorar.
Sonho partidas, chegadas
portos ignotos,
águas claras,
e uma ilha lá longe
onde espraiar o cansaço.
1 288
Angela Santos
Ao Largo
Vaga
esqueleto de navio
ausência de mastro e velas,
um piloto exausto no convés
navio a desfazer-se nas ondas
sem outro destino,
distante de um porto
a que ancorar.
Sonho partidas, chegadas
portos ignotos,
águas claras,
e uma ilha lá longe
onde espraiar o cansaço.
esqueleto de navio
ausência de mastro e velas,
um piloto exausto no convés
navio a desfazer-se nas ondas
sem outro destino,
distante de um porto
a que ancorar.
Sonho partidas, chegadas
portos ignotos,
águas claras,
e uma ilha lá longe
onde espraiar o cansaço.
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Angela Santos
Resistência
No caminhar silente
cresce um ventre
prenhe de vozes que não sei
mas adivinho,
eco sussurrante, tão perto , tão irmão…
ainda te oiço…
rompe o silencio
rasga as paredes de solidão
a estreitarem dentro de mim…
quase cedo…
à impotência de gestos,
à recusa de passos,
à inutilidade de cada grito que amordaço.
cresce um ventre
prenhe de vozes que não sei
mas adivinho,
eco sussurrante, tão perto , tão irmão…
ainda te oiço…
rompe o silencio
rasga as paredes de solidão
a estreitarem dentro de mim…
quase cedo…
à impotência de gestos,
à recusa de passos,
à inutilidade de cada grito que amordaço.
1 016