Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Olympia Mahu
Inspiração
Preciso Estar comigo mesma
Me encontrar comigo para por tudo em pratos limpos novamente
Preciso encontrar o tempo que me falta
Que há muito busco, mas não procurei intensamente
Talvez por isso e aridez, a inércia, a inconstância...
Como fazer para te encontrar e te deixar comigo?
Não preciso de nada... de luz, de tempo, de paixão...
Preciso apenas encontrar-te.
Por favor, fica comigo...
Eu nada tenho a te prometer...
Apenas fica...
É tudo do que eu preciso para ser firme.
Quando estás comigo, Sou criativa, altiva, brava
Só de pensar em ti já estou repleta.
Estou livre novamente, gigante...
Feliz por te encontrar... inspiração!
Me encontrar comigo para por tudo em pratos limpos novamente
Preciso encontrar o tempo que me falta
Que há muito busco, mas não procurei intensamente
Talvez por isso e aridez, a inércia, a inconstância...
Como fazer para te encontrar e te deixar comigo?
Não preciso de nada... de luz, de tempo, de paixão...
Preciso apenas encontrar-te.
Por favor, fica comigo...
Eu nada tenho a te prometer...
Apenas fica...
É tudo do que eu preciso para ser firme.
Quando estás comigo, Sou criativa, altiva, brava
Só de pensar em ti já estou repleta.
Estou livre novamente, gigante...
Feliz por te encontrar... inspiração!
905
Mário Hélio
32-II(Persianas)
a cor da dúvida na pele
repele muitos carinhos
e as linhas compostas
em muitos caminhos
diferem apenas do homem sozinho
de estar-se solto e completo
apesar de ver de perto do mundo o outro mundor
que só engana ao homem só e às persianas
às vezes os ziguezagues tortos apelam às diferenças
e às divisões que as mentes fazem
mas o que eles ignoram
é que os cérebros apenas conhecem as diferenças
entre as cousas e as lousas
que eles ignoram
o instinto de bicho do homem só
e das múltiplas multidões aglomeradas em torno dele
e das lânguidas e insensíveis persianas
um homem fica mais só quando reflete
é assim que ficam todos os homens sós
e a solidão
mero deserto entre a palavra e o chão
estranha hora entre o clarão e a aurora
o teu aéreo olhar
que medes a distância
entre o provável e o improvável
e tudo sabes
o que não sabes é o sol que esconde
ou ofusca quem sabe a dor e a sede do homem só
e o linho das linhas das alheias persianas
repele muitos carinhos
e as linhas compostas
em muitos caminhos
diferem apenas do homem sozinho
de estar-se solto e completo
apesar de ver de perto do mundo o outro mundor
que só engana ao homem só e às persianas
às vezes os ziguezagues tortos apelam às diferenças
e às divisões que as mentes fazem
mas o que eles ignoram
é que os cérebros apenas conhecem as diferenças
entre as cousas e as lousas
que eles ignoram
o instinto de bicho do homem só
e das múltiplas multidões aglomeradas em torno dele
e das lânguidas e insensíveis persianas
um homem fica mais só quando reflete
é assim que ficam todos os homens sós
e a solidão
mero deserto entre a palavra e o chão
estranha hora entre o clarão e a aurora
o teu aéreo olhar
que medes a distância
entre o provável e o improvável
e tudo sabes
o que não sabes é o sol que esconde
ou ofusca quem sabe a dor e a sede do homem só
e o linho das linhas das alheias persianas
621
Majela Colares
Poema da Improvável Véspera
Foi em vão a batalha da voz tensa
que findou na gagueira atormentada
mais em vão foi pensar que não se pensa
quanto a vida é promessa, só, mais nada
que se oculta na fala e se afugenta
na certeza da angústia aprofundada
nos suspiros da ânsia que alimenta
os desejos ambíguos desvendados
essa febre que a mente humana inventa
refúgio de mistérios confinados
pressentidos em gestos inconstantes
dos momentos agrestes exalados
entre os mitos dos sensos conflitantes
que a memória retarda quando ausente
o perfeito equilíbrio exposto e antes
da sensata mudez que se consente
no final da batalha a reticência
conspirando a cegueira do presente
em linguagem fingindo à evidência...
nos limites dos sons ecoa a infância
reescrita nos olhos da existência.
que findou na gagueira atormentada
mais em vão foi pensar que não se pensa
quanto a vida é promessa, só, mais nada
que se oculta na fala e se afugenta
na certeza da angústia aprofundada
nos suspiros da ânsia que alimenta
os desejos ambíguos desvendados
essa febre que a mente humana inventa
refúgio de mistérios confinados
pressentidos em gestos inconstantes
dos momentos agrestes exalados
entre os mitos dos sensos conflitantes
que a memória retarda quando ausente
o perfeito equilíbrio exposto e antes
da sensata mudez que se consente
no final da batalha a reticência
conspirando a cegueira do presente
em linguagem fingindo à evidência...
nos limites dos sons ecoa a infância
reescrita nos olhos da existência.
888
Marcelo Almeida de Oliveira
Anti- homem
Mentira, mentira, mentira,
mentira que nos faz humanos,
panos no corpo, amor na cabeça,
certeza de tudo, menos da morte;
mentira, filha e mãe da razão,
convença-me de que não somos apenas macacos carecas.
mentira que nos faz humanos,
panos no corpo, amor na cabeça,
certeza de tudo, menos da morte;
mentira, filha e mãe da razão,
convença-me de que não somos apenas macacos carecas.
1 039
Mário Hélio
29-IX(Choro e luz)
num dia de festa de muita alegria
lavei meus sonhos na velha pia
e tive medo de quem sorria
e do segredo de quem morria
mas era festa de só um dia
já não bastava tanta agonia?
eu precisava da tal fatia
de choro e luz de fantasia
mas a batalha era que ardia
a sarça ardente na mente fria
meu ser uma linha já que seguia
seu próprio passo de travessia
e para longe do espaço ia
e até bastante cedo descobria
não era amor o que se amou um dia
era outra alegria que irônica ria
era o nome do bicho que verônica via
que me espantava mas não fugia
que me matava mas nãomorria
era outra alegria... e é triste toda alegria
lavei meus sonhos na velha pia
e tive medo de quem sorria
e do segredo de quem morria
mas era festa de só um dia
já não bastava tanta agonia?
eu precisava da tal fatia
de choro e luz de fantasia
mas a batalha era que ardia
a sarça ardente na mente fria
meu ser uma linha já que seguia
seu próprio passo de travessia
e para longe do espaço ia
e até bastante cedo descobria
não era amor o que se amou um dia
era outra alegria que irônica ria
era o nome do bicho que verônica via
que me espantava mas não fugia
que me matava mas nãomorria
era outra alegria... e é triste toda alegria
905
Mário Hélio
29-IX(Choro e luz)
num dia de festa de muita alegria
lavei meus sonhos na velha pia
e tive medo de quem sorria
e do segredo de quem morria
mas era festa de só um dia
já não bastava tanta agonia?
eu precisava da tal fatia
de choro e luz de fantasia
mas a batalha era que ardia
a sarça ardente na mente fria
meu ser uma linha já que seguia
seu próprio passo de travessia
e para longe do espaço ia
e até bastante cedo descobria
não era amor o que se amou um dia
era outra alegria que irônica ria
era o nome do bicho que verônica via
que me espantava mas não fugia
que me matava mas nãomorria
era outra alegria... e é triste toda alegria
lavei meus sonhos na velha pia
e tive medo de quem sorria
e do segredo de quem morria
mas era festa de só um dia
já não bastava tanta agonia?
eu precisava da tal fatia
de choro e luz de fantasia
mas a batalha era que ardia
a sarça ardente na mente fria
meu ser uma linha já que seguia
seu próprio passo de travessia
e para longe do espaço ia
e até bastante cedo descobria
não era amor o que se amou um dia
era outra alegria que irônica ria
era o nome do bicho que verônica via
que me espantava mas não fugia
que me matava mas nãomorria
era outra alegria... e é triste toda alegria
905
Mário Hélio
29-IX(Choro e luz)
num dia de festa de muita alegria
lavei meus sonhos na velha pia
e tive medo de quem sorria
e do segredo de quem morria
mas era festa de só um dia
já não bastava tanta agonia?
eu precisava da tal fatia
de choro e luz de fantasia
mas a batalha era que ardia
a sarça ardente na mente fria
meu ser uma linha já que seguia
seu próprio passo de travessia
e para longe do espaço ia
e até bastante cedo descobria
não era amor o que se amou um dia
era outra alegria que irônica ria
era o nome do bicho que verônica via
que me espantava mas não fugia
que me matava mas nãomorria
era outra alegria... e é triste toda alegria
lavei meus sonhos na velha pia
e tive medo de quem sorria
e do segredo de quem morria
mas era festa de só um dia
já não bastava tanta agonia?
eu precisava da tal fatia
de choro e luz de fantasia
mas a batalha era que ardia
a sarça ardente na mente fria
meu ser uma linha já que seguia
seu próprio passo de travessia
e para longe do espaço ia
e até bastante cedo descobria
não era amor o que se amou um dia
era outra alegria que irônica ria
era o nome do bicho que verônica via
que me espantava mas não fugia
que me matava mas nãomorria
era outra alegria... e é triste toda alegria
905
Mário Hélio
45-II-(Cero C C Prevaricator)
ele pensava que era poeta
e o fogo inspirador
comia-lhe as entranhas
e o fogo inspirador
comia-lhe as entranhas
868
Marcelo Almeida de Oliveira
Adormecendo
O cansaço é tanto
que as lágrimas saem da pena
em camera lenta.
.
.
.
Tudo é turvo
até o estorvo.
.
.
.
Não tenho mais forças
para fingir.
que as lágrimas saem da pena
em camera lenta.
.
.
.
Tudo é turvo
até o estorvo.
.
.
.
Não tenho mais forças
para fingir.
925
Marcelo Almeida de Oliveira
Adormecendo
O cansaço é tanto
que as lágrimas saem da pena
em camera lenta.
.
.
.
Tudo é turvo
até o estorvo.
.
.
.
Não tenho mais forças
para fingir.
que as lágrimas saem da pena
em camera lenta.
.
.
.
Tudo é turvo
até o estorvo.
.
.
.
Não tenho mais forças
para fingir.
925
Marcelo Almeida de Oliveira
Adormecendo
O cansaço é tanto
que as lágrimas saem da pena
em camera lenta.
.
.
.
Tudo é turvo
até o estorvo.
.
.
.
Não tenho mais forças
para fingir.
que as lágrimas saem da pena
em camera lenta.
.
.
.
Tudo é turvo
até o estorvo.
.
.
.
Não tenho mais forças
para fingir.
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Majela Colares
O Pastor e Sua Aldeia
a Altino Caixeta de Castro
Eu creio que a eternidade nasceu na aldeia
Lucian Blaga
O ladrido infinito de um cão morto
nas vozes de outros cães é repetido
muito além, incessante ao nosso ouvido
mais além, muito além da voz de um cão
trago a lua no bolso e o sol na mão
e um rebanho de cabras e de estrelas
no desejo incomum de sempre tê-las
na distante lembrança de uma aldeia
pervagando a memória das areias
onde estrelas e cabras pastam sonhos
trago à sombra de alpendres breve sono
pressentindo o rangido da tramela
despertado ao contorno da janela
no silêncio imortal da noite fria
canta o galo, outra vez, e denuncia
(seu cantar tem a cor da lua cheia)
o prenúncio de um dia em outro dia
da eterna solidão - eterna aldeia.
Eu creio que a eternidade nasceu na aldeia
Lucian Blaga
O ladrido infinito de um cão morto
nas vozes de outros cães é repetido
muito além, incessante ao nosso ouvido
mais além, muito além da voz de um cão
trago a lua no bolso e o sol na mão
e um rebanho de cabras e de estrelas
no desejo incomum de sempre tê-las
na distante lembrança de uma aldeia
pervagando a memória das areias
onde estrelas e cabras pastam sonhos
trago à sombra de alpendres breve sono
pressentindo o rangido da tramela
despertado ao contorno da janela
no silêncio imortal da noite fria
canta o galo, outra vez, e denuncia
(seu cantar tem a cor da lua cheia)
o prenúncio de um dia em outro dia
da eterna solidão - eterna aldeia.
1 046
Mário Hélio
33-III-(Bird)
a fragata espera na porta do circo
lábicos tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
a fraca esperança espera na porta do coração
lábios tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
mas não há gritos
nem haverá
lábicos tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
a fraca esperança espera na porta do coração
lábios tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
mas não há gritos
nem haverá
1 012
Mário Hélio
33-III-(Bird)
a fragata espera na porta do circo
lábicos tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
a fraca esperança espera na porta do coração
lábios tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
mas não há gritos
nem haverá
lábicos tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
a fraca esperança espera na porta do coração
lábios tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
mas não há gritos
nem haverá
1 012
Mário Hélio
33-III-(Bird)
a fragata espera na porta do circo
lábicos tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
a fraca esperança espera na porta do coração
lábios tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
mas não há gritos
nem haverá
lábicos tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
a fraca esperança espera na porta do coração
lábios tão fechados
bocas entreabertas a ponto de gritar
mas não há gritos
nem haverá
1 012
Mário Hélio
46-III-(Feitura)
criança magra e feia
homem brabo e feio
mulher velha e feia
criança inesperança
homem sem ânsia
mulher sem crença
e tudo horrendo e feio
alma feia deus feio
homem brabo e feio
mulher velha e feia
criança inesperança
homem sem ânsia
mulher sem crença
e tudo horrendo e feio
alma feia deus feio
1 074
Mário Hélio
46-III-(Feitura)
criança magra e feia
homem brabo e feio
mulher velha e feia
criança inesperança
homem sem ânsia
mulher sem crença
e tudo horrendo e feio
alma feia deus feio
homem brabo e feio
mulher velha e feia
criança inesperança
homem sem ânsia
mulher sem crença
e tudo horrendo e feio
alma feia deus feio
1 074
Mário Hélio
46-III-(Feitura)
criança magra e feia
homem brabo e feio
mulher velha e feia
criança inesperança
homem sem ânsia
mulher sem crença
e tudo horrendo e feio
alma feia deus feio
homem brabo e feio
mulher velha e feia
criança inesperança
homem sem ânsia
mulher sem crença
e tudo horrendo e feio
alma feia deus feio
1 074
Mariana Angélica de Andrade
Só Por Ti
Se a luz dos teus olhares me reanima,
Dando-me gozos que jamais senti;
Se és a minha esperança mais querida,
Hei-de perder-te? Não! Se o amor é vida,
Quero viver por ti!
Mas se a vida tem dores cruciantes,
Temer não sei! Para sofrer nasci…
Abraço a minha cruz, busco o tormento,
E embora me domine o desalento
Quero sofrer por ti!
Não estranho os espinhos da desdita,
Porque sempre em espinhos me feri…
Se hei-de trilhar ainda mais abrolhos,
Se mais prantos virão turvar meus olhos,
Quero chorar por ti!
Só pelo teu afecto esqueço os entes
Que mais amei na terra, e que perdi!
É destino! Quem foge à sua sorte?…
Eu a bendigo; e, se o amor é morte,
Quero morrer por ti!
Dando-me gozos que jamais senti;
Se és a minha esperança mais querida,
Hei-de perder-te? Não! Se o amor é vida,
Quero viver por ti!
Mas se a vida tem dores cruciantes,
Temer não sei! Para sofrer nasci…
Abraço a minha cruz, busco o tormento,
E embora me domine o desalento
Quero sofrer por ti!
Não estranho os espinhos da desdita,
Porque sempre em espinhos me feri…
Se hei-de trilhar ainda mais abrolhos,
Se mais prantos virão turvar meus olhos,
Quero chorar por ti!
Só pelo teu afecto esqueço os entes
Que mais amei na terra, e que perdi!
É destino! Quem foge à sua sorte?…
Eu a bendigo; e, se o amor é morte,
Quero morrer por ti!
1 228
Mariana Angélica de Andrade
Só Por Ti
Se a luz dos teus olhares me reanima,
Dando-me gozos que jamais senti;
Se és a minha esperança mais querida,
Hei-de perder-te? Não! Se o amor é vida,
Quero viver por ti!
Mas se a vida tem dores cruciantes,
Temer não sei! Para sofrer nasci…
Abraço a minha cruz, busco o tormento,
E embora me domine o desalento
Quero sofrer por ti!
Não estranho os espinhos da desdita,
Porque sempre em espinhos me feri…
Se hei-de trilhar ainda mais abrolhos,
Se mais prantos virão turvar meus olhos,
Quero chorar por ti!
Só pelo teu afecto esqueço os entes
Que mais amei na terra, e que perdi!
É destino! Quem foge à sua sorte?…
Eu a bendigo; e, se o amor é morte,
Quero morrer por ti!
Dando-me gozos que jamais senti;
Se és a minha esperança mais querida,
Hei-de perder-te? Não! Se o amor é vida,
Quero viver por ti!
Mas se a vida tem dores cruciantes,
Temer não sei! Para sofrer nasci…
Abraço a minha cruz, busco o tormento,
E embora me domine o desalento
Quero sofrer por ti!
Não estranho os espinhos da desdita,
Porque sempre em espinhos me feri…
Se hei-de trilhar ainda mais abrolhos,
Se mais prantos virão turvar meus olhos,
Quero chorar por ti!
Só pelo teu afecto esqueço os entes
Que mais amei na terra, e que perdi!
É destino! Quem foge à sua sorte?…
Eu a bendigo; e, se o amor é morte,
Quero morrer por ti!
1 228
Marcelo Almeida de Oliveira
Só mais um
Mais um dia de concreto;
passos certos de quem tem destino;
olhos vão ao chão entre pés e sombras
que não ouvem a tempestade que ronda
na cabeça dos que são como eu,
ossos, carne e dor,
exalando palavras de amor
neste mundo que já se esqueceu
de quão bonito e perfeito poderia ser.
Mas no momento tenho que parar,
o sofrer agora é fadiga, e me consome.
Só nos braços dela encontro a cura.
Só os beijos dela podem me refazer.
Em passos tristes sigo
ao ver o irmão
que a fome roubou o orgulho;
por ele e por outros eu juro
que em breve retornarei mais forte;
mesmo que ainda me fira, ainda me corte,
deixar meu amor dormindo, no escuro,
depois de tudo...
Da esquina chegam notícias distantes,
do irmão que teve a paz tomada pela guerra;
que nem o silêncio nem a distância me deixem esquecer,
Mesmo depois de ser amado por ela,
muito perto agora, ouço você
me abre a porta e um sorriso
que me esquenta em paz e alegria;
a tempestade se vai salgada em teu colo;
agora sonho, sonho de seria, e será... um dia.
passos certos de quem tem destino;
olhos vão ao chão entre pés e sombras
que não ouvem a tempestade que ronda
na cabeça dos que são como eu,
ossos, carne e dor,
exalando palavras de amor
neste mundo que já se esqueceu
de quão bonito e perfeito poderia ser.
Mas no momento tenho que parar,
o sofrer agora é fadiga, e me consome.
Só nos braços dela encontro a cura.
Só os beijos dela podem me refazer.
Em passos tristes sigo
ao ver o irmão
que a fome roubou o orgulho;
por ele e por outros eu juro
que em breve retornarei mais forte;
mesmo que ainda me fira, ainda me corte,
deixar meu amor dormindo, no escuro,
depois de tudo...
Da esquina chegam notícias distantes,
do irmão que teve a paz tomada pela guerra;
que nem o silêncio nem a distância me deixem esquecer,
Mesmo depois de ser amado por ela,
muito perto agora, ouço você
me abre a porta e um sorriso
que me esquenta em paz e alegria;
a tempestade se vai salgada em teu colo;
agora sonho, sonho de seria, e será... um dia.
799
Marcelo Almeida de Oliveira
Natureza morta (still life with death)
É no negro completo das noites
que moram todos os mundos.
Preta é a tinta de todas as cores
já pintadas em telas imundas.
Triste melancolia?
Não...
O que seria a alva castidade
senão limitação?
O que seria o profundo silêncio
Senão todos os sons?
O que seria o abismo da noite
Senão o berço dos sonhos?
O que seria a morte
Senão o tudo inevitável?
que moram todos os mundos.
Preta é a tinta de todas as cores
já pintadas em telas imundas.
Triste melancolia?
Não...
O que seria a alva castidade
senão limitação?
O que seria o profundo silêncio
Senão todos os sons?
O que seria o abismo da noite
Senão o berço dos sonhos?
O que seria a morte
Senão o tudo inevitável?
828
Marcelo Almeida de Oliveira
Natureza morta (still life with death)
É no negro completo das noites
que moram todos os mundos.
Preta é a tinta de todas as cores
já pintadas em telas imundas.
Triste melancolia?
Não...
O que seria a alva castidade
senão limitação?
O que seria o profundo silêncio
Senão todos os sons?
O que seria o abismo da noite
Senão o berço dos sonhos?
O que seria a morte
Senão o tudo inevitável?
que moram todos os mundos.
Preta é a tinta de todas as cores
já pintadas em telas imundas.
Triste melancolia?
Não...
O que seria a alva castidade
senão limitação?
O que seria o profundo silêncio
Senão todos os sons?
O que seria o abismo da noite
Senão o berço dos sonhos?
O que seria a morte
Senão o tudo inevitável?
828
Mário Hélio
35-V-(Esparsa)
desculpa meu edgar poe
mas talvez a tua dor
não tenha sensibilizado os nossos corações
meu caro edgar
mas ensinam muito
a quem tem mente e a quem não tem também
é pela sede de alguma coisa a mais
que buscamos refúgio no verso
só por isso
meu raro edgar
é para regar as nossas almas
para preencher velhos esparsos
somos os que pintam a morte
o medo de muitos
a dor de muitos
tamanhos
confusos horários
daqui à tua terra
à eternidade
até a eternidade
espero que não haja barreiras
desculpe meu claro edgar
mas esqueci que se eu errasse o caminho
só ouviria um longínquo pavoroso
silêncio
não despertem quem pensa
mas talvez a tua dor
não tenha sensibilizado os nossos corações
meu caro edgar
mas ensinam muito
a quem tem mente e a quem não tem também
é pela sede de alguma coisa a mais
que buscamos refúgio no verso
só por isso
meu raro edgar
é para regar as nossas almas
para preencher velhos esparsos
somos os que pintam a morte
o medo de muitos
a dor de muitos
tamanhos
confusos horários
daqui à tua terra
à eternidade
até a eternidade
espero que não haja barreiras
desculpe meu claro edgar
mas esqueci que se eu errasse o caminho
só ouviria um longínquo pavoroso
silêncio
não despertem quem pensa
793