Poemas neste tema
Vida e Existência
Sophia de Mello Breyner Andresen
As Minhas Mãos Mantêm As Estrelas
Seguro a minha alma para que se não quebre
A melodia que vai de flor em flor,
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas.
A melodia que vai de flor em flor,
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas.
1 931
Martha Medeiros
a força de um ato
a força de um ato
dura o tempo exato
para ser compreendida
depois disso é bobagem
vira longa-metragem
por acaso estendida
fora o essencial
nada mais é natural
vira apenas suporte
pena a vida não ter corte
dura o tempo exato
para ser compreendida
depois disso é bobagem
vira longa-metragem
por acaso estendida
fora o essencial
nada mais é natural
vira apenas suporte
pena a vida não ter corte
1 154
Martha Medeiros
a força de um ato
a força de um ato
dura o tempo exato
para ser compreendida
depois disso é bobagem
vira longa-metragem
por acaso estendida
fora o essencial
nada mais é natural
vira apenas suporte
pena a vida não ter corte
dura o tempo exato
para ser compreendida
depois disso é bobagem
vira longa-metragem
por acaso estendida
fora o essencial
nada mais é natural
vira apenas suporte
pena a vida não ter corte
1 154
Sophia de Mello Breyner Andresen
Aqui As Sombras Se Misturam Com As Luzes
Cavas roucas recônditas as vozes
Do interior do tempo os rostos surgem
1 Dezembro 1991
Do interior do tempo os rostos surgem
1 Dezembro 1991
1 161
Sophia de Mello Breyner Andresen
Aqui As Sombras Se Misturam Com As Luzes
Cavas roucas recônditas as vozes
Do interior do tempo os rostos surgem
1 Dezembro 1991
Do interior do tempo os rostos surgem
1 Dezembro 1991
1 161
Sophia de Mello Breyner Andresen
Aqui As Sombras Se Misturam Com As Luzes
Cavas roucas recônditas as vozes
Do interior do tempo os rostos surgem
1 Dezembro 1991
Do interior do tempo os rostos surgem
1 Dezembro 1991
1 161
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Manhã Estática Parada
Entre o Tejo azul e a Torre branca
Que branca e barroca sobe das águas
Manhã acesa de silêncio e louvor
Na breve primavera violenta
Assim a minha vida que era calma
De repente se tornou ânsia e saudade
Mas a brisa da varanda é doce e suave
Um pássaro canta porque alguém regou
Maio de 2000
Que branca e barroca sobe das águas
Manhã acesa de silêncio e louvor
Na breve primavera violenta
Assim a minha vida que era calma
De repente se tornou ânsia e saudade
Mas a brisa da varanda é doce e suave
Um pássaro canta porque alguém regou
Maio de 2000
1 307
Martha Medeiros
o mistério me fascina
o mistério me fascina
porque não me explica nada
não me dá satisfação
tá pouco ligando
pro meu cárcere
e eu fico imaginando uma resposta
uma invenção
para tirar sua força
qualquer coisa como ser um morcego
que não voa
e é um pássaro
porque não me explica nada
não me dá satisfação
tá pouco ligando
pro meu cárcere
e eu fico imaginando uma resposta
uma invenção
para tirar sua força
qualquer coisa como ser um morcego
que não voa
e é um pássaro
1 185
Martha Medeiros
o mistério me fascina
o mistério me fascina
porque não me explica nada
não me dá satisfação
tá pouco ligando
pro meu cárcere
e eu fico imaginando uma resposta
uma invenção
para tirar sua força
qualquer coisa como ser um morcego
que não voa
e é um pássaro
porque não me explica nada
não me dá satisfação
tá pouco ligando
pro meu cárcere
e eu fico imaginando uma resposta
uma invenção
para tirar sua força
qualquer coisa como ser um morcego
que não voa
e é um pássaro
1 185
Sophia de Mello Breyner Andresen
As Mortas
Tudo foi breve e apenas começado.
Era grande demais para vir inteiro
Nos dias apressados e medidos
E adormeceram mal adormecidas.
Quem as via não via que eram elas
E elas não sabiam que era o tempo
Esse tocar ausente e inseguro
Por onde a sua vida lhes fugia.
Atentamente como se voltassem
Para ouvir as palavras nunca ouvidas
Encostam-se ao rumor familiar
Do vento nas janelas e das chuvas.
Nas suas campas cresce mais a erva
E as roseiras dão flor antes do tempo.
A brisa que partiu inquieta volta
E as ramagens no céu pairam, alheias.
Era grande demais para vir inteiro
Nos dias apressados e medidos
E adormeceram mal adormecidas.
Quem as via não via que eram elas
E elas não sabiam que era o tempo
Esse tocar ausente e inseguro
Por onde a sua vida lhes fugia.
Atentamente como se voltassem
Para ouvir as palavras nunca ouvidas
Encostam-se ao rumor familiar
Do vento nas janelas e das chuvas.
Nas suas campas cresce mais a erva
E as roseiras dão flor antes do tempo.
A brisa que partiu inquieta volta
E as ramagens no céu pairam, alheias.
1 603
Sophia de Mello Breyner Andresen
As Mortas
Tudo foi breve e apenas começado.
Era grande demais para vir inteiro
Nos dias apressados e medidos
E adormeceram mal adormecidas.
Quem as via não via que eram elas
E elas não sabiam que era o tempo
Esse tocar ausente e inseguro
Por onde a sua vida lhes fugia.
Atentamente como se voltassem
Para ouvir as palavras nunca ouvidas
Encostam-se ao rumor familiar
Do vento nas janelas e das chuvas.
Nas suas campas cresce mais a erva
E as roseiras dão flor antes do tempo.
A brisa que partiu inquieta volta
E as ramagens no céu pairam, alheias.
Era grande demais para vir inteiro
Nos dias apressados e medidos
E adormeceram mal adormecidas.
Quem as via não via que eram elas
E elas não sabiam que era o tempo
Esse tocar ausente e inseguro
Por onde a sua vida lhes fugia.
Atentamente como se voltassem
Para ouvir as palavras nunca ouvidas
Encostam-se ao rumor familiar
Do vento nas janelas e das chuvas.
Nas suas campas cresce mais a erva
E as roseiras dão flor antes do tempo.
A brisa que partiu inquieta volta
E as ramagens no céu pairam, alheias.
1 603
Sophia de Mello Breyner Andresen
As Mortas
Tudo foi breve e apenas começado.
Era grande demais para vir inteiro
Nos dias apressados e medidos
E adormeceram mal adormecidas.
Quem as via não via que eram elas
E elas não sabiam que era o tempo
Esse tocar ausente e inseguro
Por onde a sua vida lhes fugia.
Atentamente como se voltassem
Para ouvir as palavras nunca ouvidas
Encostam-se ao rumor familiar
Do vento nas janelas e das chuvas.
Nas suas campas cresce mais a erva
E as roseiras dão flor antes do tempo.
A brisa que partiu inquieta volta
E as ramagens no céu pairam, alheias.
Era grande demais para vir inteiro
Nos dias apressados e medidos
E adormeceram mal adormecidas.
Quem as via não via que eram elas
E elas não sabiam que era o tempo
Esse tocar ausente e inseguro
Por onde a sua vida lhes fugia.
Atentamente como se voltassem
Para ouvir as palavras nunca ouvidas
Encostam-se ao rumor familiar
Do vento nas janelas e das chuvas.
Nas suas campas cresce mais a erva
E as roseiras dão flor antes do tempo.
A brisa que partiu inquieta volta
E as ramagens no céu pairam, alheias.
1 603
Sophia de Mello Breyner Andresen
Como Esquecida Voz de Um Amor Muito Antigo
Desgarram-se no ar as pancadas de um sino
A casa onde moro não fica rente às águas da laguna
Mas a parede é branca e vê-se o rio
E embora hydras e fúrias nos desfiem
A diversidade das coisas como Ponge diz
Nos constrói
A casa onde moro não fica rente às águas da laguna
Mas a parede é branca e vê-se o rio
E embora hydras e fúrias nos desfiem
A diversidade das coisas como Ponge diz
Nos constrói
1 215
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Casa de Deus
A casa de Deus está assente no chão
Os seus alicerces mergulham na terra
A casa de Deus está na terra onde os homens estão
Sujeita como os homens à lei da gravidade
Porém como a alma dos homens trespassada
Pelo mistério e a palavra da leveza
Os homens a constroem com materiais
Que vão buscar à terra
Pedra vidro metal madeira cimento cal
Com suas mãos e pensamento a constroem
Mãos certeiras do pedreiro
Mãos hábeis do carpinteiro
Mão exacta do pintor
Cálculo do engenheiro
Desenho e cálculo do arquitecto
Com matéria e luz e espaço a constroem
Com atenção e engenho e esforço e paixão a constroem
Esta casa é feita de matéria para habitação do espírito
Como o corpo do homem é feito de matéria e manifesta o espírito
A casa é construída no tempo
Mas aqui os homens se reúnem em nome do Eterno
Em nome da promessa antiquíssima feita por Deus a Abraão
A Moisés a David e a todos os profetas
Em nome da vida que dada por nós nos é dada
É uma casa que se situa na imanência
Atenta à beleza e à diversidade da imanência
Erguida no mundo que nos foi dado
Para nossa habitação nossa invenção nosso conhecimento
Os homens a constroem na terra
Situada no tempo
Para habitação da eternidade
Aqui procuramos pensar reconhecer
Sem máscara ilusão ou disfarce
E procuramos manter nosso espírito atento
Liso como a página em branco
Aqui para além da morte da lacuna da perca e do desastre
Celebramos a Páscoa
Aqui celebramos a claridade
Porque Deus nos criou para a alegria
Páscoa de 1990
Os seus alicerces mergulham na terra
A casa de Deus está na terra onde os homens estão
Sujeita como os homens à lei da gravidade
Porém como a alma dos homens trespassada
Pelo mistério e a palavra da leveza
Os homens a constroem com materiais
Que vão buscar à terra
Pedra vidro metal madeira cimento cal
Com suas mãos e pensamento a constroem
Mãos certeiras do pedreiro
Mãos hábeis do carpinteiro
Mão exacta do pintor
Cálculo do engenheiro
Desenho e cálculo do arquitecto
Com matéria e luz e espaço a constroem
Com atenção e engenho e esforço e paixão a constroem
Esta casa é feita de matéria para habitação do espírito
Como o corpo do homem é feito de matéria e manifesta o espírito
A casa é construída no tempo
Mas aqui os homens se reúnem em nome do Eterno
Em nome da promessa antiquíssima feita por Deus a Abraão
A Moisés a David e a todos os profetas
Em nome da vida que dada por nós nos é dada
É uma casa que se situa na imanência
Atenta à beleza e à diversidade da imanência
Erguida no mundo que nos foi dado
Para nossa habitação nossa invenção nosso conhecimento
Os homens a constroem na terra
Situada no tempo
Para habitação da eternidade
Aqui procuramos pensar reconhecer
Sem máscara ilusão ou disfarce
E procuramos manter nosso espírito atento
Liso como a página em branco
Aqui para além da morte da lacuna da perca e do desastre
Celebramos a Páscoa
Aqui celebramos a claridade
Porque Deus nos criou para a alegria
Páscoa de 1990
2 332
Sophia de Mello Breyner Andresen
Navegações Descobrimento-Encobrimento
Pecados cupidez crua violência
Inaceitáveis memórias ensombrando
O puro emergir e a flor da transparência
Inaceitáveis memórias ensombrando
O puro emergir e a flor da transparência
1 214
Martha Medeiros
era uma vez uma foto em preto e branco
era uma vez uma foto em preto e branco
em que eu me via fumando um charo
com o olho vidrado em você
minhas mãos tinham algo de estátua
mas a cabeça vibrava que eu via
a boca entreaberta pedia
um beijo pra me tatuar
em que eu me via fumando um charo
com o olho vidrado em você
minhas mãos tinham algo de estátua
mas a cabeça vibrava que eu via
a boca entreaberta pedia
um beijo pra me tatuar
1 064
Martha Medeiros
o caminho é este
o caminho é este
tem pedra, tem sol
tem bandido, mocinho
tem você amando
tem você sozinho
é só escolher
ou vai, ou fica.
fui.
tem pedra, tem sol
tem bandido, mocinho
tem você amando
tem você sozinho
é só escolher
ou vai, ou fica.
fui.
1 155
Martha Medeiros
o caminho é este
o caminho é este
tem pedra, tem sol
tem bandido, mocinho
tem você amando
tem você sozinho
é só escolher
ou vai, ou fica.
fui.
tem pedra, tem sol
tem bandido, mocinho
tem você amando
tem você sozinho
é só escolher
ou vai, ou fica.
fui.
1 155
Martha Medeiros
eu mesma
eu mesma
não passo de uma pessoa apenas
e apenas quero ser uma pessoa sensata
mesmo com as trapaças das outras pessoas
ora,
eu mesma
me passo pra trás
não passo de uma pessoa apenas
e apenas quero ser uma pessoa sensata
mesmo com as trapaças das outras pessoas
ora,
eu mesma
me passo pra trás
1 245
Martha Medeiros
quero um homem quente
quero um homem quente
que me queira beijar fundo e único
que me queira cheirar
mundo e tímido
que me queira beijar fundo e único
que me queira cheirar
mundo e tímido
1 090
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Minha Vida Está Vivida
Já minha morte prepara
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível
Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga
Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida
Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível
Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga
Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida
Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras
1 359
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Minha Vida Está Vivida
Já minha morte prepara
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível
Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga
Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida
Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível
Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga
Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida
Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras
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Sophia de Mello Breyner Andresen
A Minha Vida Está Vivida
Já minha morte prepara
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível
Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga
Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida
Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível
Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga
Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida
Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras
1 359
Martha Medeiros
nanci num dia diana
nanci num dia diana
a ana me ama, me norma, me helena
serena, me ensinou a ver a verdade, vera
que dói menos que uma ilusão fausta
de tarde eu tenho tereza
e vivo uma magda magia
alegria, maria, calor de suor
de se ficar eduarda
quem dera denise
eu poder ser suzana
e ler lia muitas laudas
lauras
olga tem lindos olhos
olhe
e luiza tem luz
e alice tem paz
na cara karin eu quero
uma risada rosaura
um sono soninha de outrora
isadora, que namora isabel
neca de amor, ane versando a razão
coração, corália de canções
a musa musical de soraia
a saia de zélia
acabo de lena notícia letícia
caio de katia no chão
choro, clara
tetê temia meus medos
tenho medo da morte
tenho medo do mar
tenho medo de amar
tenho medo de marta
a ana me ama, me norma, me helena
serena, me ensinou a ver a verdade, vera
que dói menos que uma ilusão fausta
de tarde eu tenho tereza
e vivo uma magda magia
alegria, maria, calor de suor
de se ficar eduarda
quem dera denise
eu poder ser suzana
e ler lia muitas laudas
lauras
olga tem lindos olhos
olhe
e luiza tem luz
e alice tem paz
na cara karin eu quero
uma risada rosaura
um sono soninha de outrora
isadora, que namora isabel
neca de amor, ane versando a razão
coração, corália de canções
a musa musical de soraia
a saia de zélia
acabo de lena notícia letícia
caio de katia no chão
choro, clara
tetê temia meus medos
tenho medo da morte
tenho medo do mar
tenho medo de amar
tenho medo de marta
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