Poemas neste tema
Vida e Existência
Mário Donizete Massari
Gravidade
A gravidez da menina
que um dia sonhava . . .
Na gravidade da terra
que gira, gira . . .
O homem grávido de idéias
e a menina sonhava . . .
Homem menina
na gravidade das horas
que giram.
Gravidade na palidez
do pai de família,
a censurar a gravidez
da menina.
que um dia sonhava . . .
Na gravidade da terra
que gira, gira . . .
O homem grávido de idéias
e a menina sonhava . . .
Homem menina
na gravidade das horas
que giram.
Gravidade na palidez
do pai de família,
a censurar a gravidez
da menina.
949
Mário Donizete Massari
Viver e morrer
Viver por viver,
não é viver.
Viver é viver
viver a vida
sem ver,
o que se pode ver.
Viver e morrer
que um dia há de ser,
— mas nunca morrer sem viver
não é viver.
Viver é viver
viver a vida
sem ver,
o que se pode ver.
Viver e morrer
que um dia há de ser,
— mas nunca morrer sem viver
555
Mário Donizete Massari
Viver e morrer
Viver por viver,
não é viver.
Viver é viver
viver a vida
sem ver,
o que se pode ver.
Viver e morrer
que um dia há de ser,
— mas nunca morrer sem viver
não é viver.
Viver é viver
viver a vida
sem ver,
o que se pode ver.
Viver e morrer
que um dia há de ser,
— mas nunca morrer sem viver
555
Mário Donizete Massari
Viver e morrer
Viver por viver,
não é viver.
Viver é viver
viver a vida
sem ver,
o que se pode ver.
Viver e morrer
que um dia há de ser,
— mas nunca morrer sem viver
não é viver.
Viver é viver
viver a vida
sem ver,
o que se pode ver.
Viver e morrer
que um dia há de ser,
— mas nunca morrer sem viver
555
Mário Donizete Massari
Memórias II
(à minha mãe)
O tempo passou
e eu nem percebi
Minha mãe rega o velho
jardim,
as flores se renovaram
e eu cresci.
É abril como tantos
outros abris de portas escancaradas
para o futuro
Futuro que neste instante
é o meu presente
Meu peito se agigantou
e guarda tudo o que vivi.
Minha mãe rega o jardim,
acompanho seus movimentos pela [vidraça,
e talvez nem perceba
que já brota do meu peito
uma saudade sem fim.
O tempo passou
e eu nem percebi
Minha mãe rega o velho
jardim,
as flores se renovaram
e eu cresci.
É abril como tantos
outros abris de portas escancaradas
para o futuro
Futuro que neste instante
é o meu presente
Meu peito se agigantou
e guarda tudo o que vivi.
Minha mãe rega o jardim,
acompanho seus movimentos pela [vidraça,
e talvez nem perceba
que já brota do meu peito
uma saudade sem fim.
804
Mário Donizete Massari
Memórias II
(à minha mãe)
O tempo passou
e eu nem percebi
Minha mãe rega o velho
jardim,
as flores se renovaram
e eu cresci.
É abril como tantos
outros abris de portas escancaradas
para o futuro
Futuro que neste instante
é o meu presente
Meu peito se agigantou
e guarda tudo o que vivi.
Minha mãe rega o jardim,
acompanho seus movimentos pela [vidraça,
e talvez nem perceba
que já brota do meu peito
uma saudade sem fim.
O tempo passou
e eu nem percebi
Minha mãe rega o velho
jardim,
as flores se renovaram
e eu cresci.
É abril como tantos
outros abris de portas escancaradas
para o futuro
Futuro que neste instante
é o meu presente
Meu peito se agigantou
e guarda tudo o que vivi.
Minha mãe rega o jardim,
acompanho seus movimentos pela [vidraça,
e talvez nem perceba
que já brota do meu peito
uma saudade sem fim.
804
Mário Donizete Massari
Cais
O cais é o fim
e o início
chegada e ponto de partida.
Abraça as ondas,
recolhe navios
e retém vez ou outra
pedaços de vida
(uma saudade que fica)
Hoje o mar está calmo
E o cais medita
(penso na vida)
refaço os erros
do dia a dia.
Náufrago das horas
sou como o cais,
da eterna reconstrução
da vida.
Um bem estar me habita.
Sou no cais um
porto seguro
e me sinto forte e íntegro.
e o início
chegada e ponto de partida.
Abraça as ondas,
recolhe navios
e retém vez ou outra
pedaços de vida
(uma saudade que fica)
Hoje o mar está calmo
E o cais medita
(penso na vida)
refaço os erros
do dia a dia.
Náufrago das horas
sou como o cais,
da eterna reconstrução
da vida.
Um bem estar me habita.
Sou no cais um
porto seguro
e me sinto forte e íntegro.
966
Mário Donizete Massari
Cais
O cais é o fim
e o início
chegada e ponto de partida.
Abraça as ondas,
recolhe navios
e retém vez ou outra
pedaços de vida
(uma saudade que fica)
Hoje o mar está calmo
E o cais medita
(penso na vida)
refaço os erros
do dia a dia.
Náufrago das horas
sou como o cais,
da eterna reconstrução
da vida.
Um bem estar me habita.
Sou no cais um
porto seguro
e me sinto forte e íntegro.
e o início
chegada e ponto de partida.
Abraça as ondas,
recolhe navios
e retém vez ou outra
pedaços de vida
(uma saudade que fica)
Hoje o mar está calmo
E o cais medita
(penso na vida)
refaço os erros
do dia a dia.
Náufrago das horas
sou como o cais,
da eterna reconstrução
da vida.
Um bem estar me habita.
Sou no cais um
porto seguro
e me sinto forte e íntegro.
966
Mário Donizete Massari
Trilogia
nascimento
— nasceu nas horas
que precedem
a fome
vida
— cresceu com fome
morte
— morreu de fome
— nasceu nas horas
que precedem
a fome
vida
— cresceu com fome
morte
— morreu de fome
818
Mário Donizete Massari
Trilogia
nascimento
— nasceu nas horas
que precedem
a fome
vida
— cresceu com fome
morte
— morreu de fome
— nasceu nas horas
que precedem
a fome
vida
— cresceu com fome
morte
— morreu de fome
818
João José Menescal de O. Saldanha
Vento de Guaramiranga
Um vento leve,
A bramir as moléculas
Sobe a serra
E encerra.
Vento que a vida trará,
Do alto e do distante,
Pelo espaço,
Rompendo o aço,
Derrubando artes...
Pelo teu corpo sedento
O vento passa.
Alisa teus cabelos,
Acaricia as dobras
De tua orelha.
Onde está o vento ?!
Eis o vento,
Vento...
Vento...
Vento...
Invade em turbilhões
As mangas de tua camisa
Arrefecendo o calor
De teu busto,
Beijando teu rosto,
Desempoeirando tua
Alma...
...E de vento em vento,
Em vento,
Invento o vento
Que te recupera
Do esforço da subida.
Sois de vento,
Iremos todos no vento,
Pois somos o próprio invento
Dos ventos que fazem
O frio...
...Quem dera fosse
Eu o vento.
Na descida embalar
Teu corpo refeito,
Dar-te velocidade,
Carreira,
Rompendo limites,
Para que tu possas,
Como um vento,
Correr com os
Ventos de Guaramiranga.
A bramir as moléculas
Sobe a serra
E encerra.
Vento que a vida trará,
Do alto e do distante,
Pelo espaço,
Rompendo o aço,
Derrubando artes...
Pelo teu corpo sedento
O vento passa.
Alisa teus cabelos,
Acaricia as dobras
De tua orelha.
Onde está o vento ?!
Eis o vento,
Vento...
Vento...
Vento...
Invade em turbilhões
As mangas de tua camisa
Arrefecendo o calor
De teu busto,
Beijando teu rosto,
Desempoeirando tua
Alma...
...E de vento em vento,
Em vento,
Invento o vento
Que te recupera
Do esforço da subida.
Sois de vento,
Iremos todos no vento,
Pois somos o próprio invento
Dos ventos que fazem
O frio...
...Quem dera fosse
Eu o vento.
Na descida embalar
Teu corpo refeito,
Dar-te velocidade,
Carreira,
Rompendo limites,
Para que tu possas,
Como um vento,
Correr com os
Ventos de Guaramiranga.
1 391
Mário Donizete Massari
Estação
Perdi o trem,
mas encontrei alguém
que assim como eu,
esperava o trem.
O trem já se vai . . .
O trem lá se vai . . .
E ficamos nós;
no embarque da estação
passageiros do
tempo em vão
Adversos os caminhos,
distintas as classes sociais
Mas presos ao destino
de ver o trem partindo
sem qualquer[discriminação.
Pó da mesma estrada
cor da noite e cor do sal
ficamos nós
passageiros do dia a dia
presos à estação
Sem qualquer discriminação
mas encontrei alguém
que assim como eu,
esperava o trem.
O trem já se vai . . .
O trem lá se vai . . .
E ficamos nós;
no embarque da estação
passageiros do
tempo em vão
Adversos os caminhos,
distintas as classes sociais
Mas presos ao destino
de ver o trem partindo
sem qualquer[discriminação.
Pó da mesma estrada
cor da noite e cor do sal
ficamos nós
passageiros do dia a dia
presos à estação
Sem qualquer discriminação
1 005
Mário Donizete Massari
Poema do sol de amanhã
Um corpo magro
caminho lentamente
como soubesse ser a vida
um facho de luz.
Como soubesse que as palavras
encerram um sentido
às vezes incompreensíveis
a certos olhos.
O caminho contém pedregulhos
esparsas incertezas
momentâneas alegrias
de descobrir que algo está errado.
Quando a noite chegar
brincará de contar estrelas
e no berço de feno
sonhará com belezas.
Levantará cedo
quando o sol traçar seu primeiro perfil
como uma avenida iluminada
o mundo é uma grande avenida iluminada
que brilha para alguns
Então sua caminhada reiniciará
o longo caminho dos que não têm para [onde ir
caminho lentamente
como soubesse ser a vida
um facho de luz.
Como soubesse que as palavras
encerram um sentido
às vezes incompreensíveis
a certos olhos.
O caminho contém pedregulhos
esparsas incertezas
momentâneas alegrias
de descobrir que algo está errado.
Quando a noite chegar
brincará de contar estrelas
e no berço de feno
sonhará com belezas.
Levantará cedo
quando o sol traçar seu primeiro perfil
como uma avenida iluminada
o mundo é uma grande avenida iluminada
que brilha para alguns
Então sua caminhada reiniciará
o longo caminho dos que não têm para [onde ir
772
Mário Donizete Massari
Poema do sol de amanhã
Um corpo magro
caminho lentamente
como soubesse ser a vida
um facho de luz.
Como soubesse que as palavras
encerram um sentido
às vezes incompreensíveis
a certos olhos.
O caminho contém pedregulhos
esparsas incertezas
momentâneas alegrias
de descobrir que algo está errado.
Quando a noite chegar
brincará de contar estrelas
e no berço de feno
sonhará com belezas.
Levantará cedo
quando o sol traçar seu primeiro perfil
como uma avenida iluminada
o mundo é uma grande avenida iluminada
que brilha para alguns
Então sua caminhada reiniciará
o longo caminho dos que não têm para [onde ir
caminho lentamente
como soubesse ser a vida
um facho de luz.
Como soubesse que as palavras
encerram um sentido
às vezes incompreensíveis
a certos olhos.
O caminho contém pedregulhos
esparsas incertezas
momentâneas alegrias
de descobrir que algo está errado.
Quando a noite chegar
brincará de contar estrelas
e no berço de feno
sonhará com belezas.
Levantará cedo
quando o sol traçar seu primeiro perfil
como uma avenida iluminada
o mundo é uma grande avenida iluminada
que brilha para alguns
Então sua caminhada reiniciará
o longo caminho dos que não têm para [onde ir
772
Mário Donizete Massari
Sinos
Os sinos batem
e bate em meu peito
uma dor profunda
Outrora, este sinos
me pareciam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo
Mas hoje, eles batem
E a minha dor é profunda
a dor de perder,
parte do meu mundo.
e bate em meu peito
uma dor profunda
Outrora, este sinos
me pareciam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo
Mas hoje, eles batem
E a minha dor é profunda
a dor de perder,
parte do meu mundo.
946
Mário Donizete Massari
Sinos
Os sinos batem
e bate em meu peito
uma dor profunda
Outrora, este sinos
me pareciam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo
Mas hoje, eles batem
E a minha dor é profunda
a dor de perder,
parte do meu mundo.
e bate em meu peito
uma dor profunda
Outrora, este sinos
me pareciam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo
Mas hoje, eles batem
E a minha dor é profunda
a dor de perder,
parte do meu mundo.
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Carlos Anísio Melhor
Retorno
Amadurecendo estão os frutos no silêncio
Enquanto a vida é segredo no fundo do corpo.
Naquele poço dormem as aves e no fundo
Do silêncio a vida é um segredo.
Pelos portais da varanda estão as flores em botão
E o silêncio é já flor no coração do corpo
Enquanto no alto, as aves partem em vôo inesperado
Para uma estação sem tempo ou penitências.
Senhora:as flores estão florindo no silêncio do poço,
Enquanto a vida dorme no fundo do corpo.
O barco que vai por sobre o mar
Traz no bojo a esperança de voltar.
Enquanto a vida é segredo no fundo do corpo.
Naquele poço dormem as aves e no fundo
Do silêncio a vida é um segredo.
Pelos portais da varanda estão as flores em botão
E o silêncio é já flor no coração do corpo
Enquanto no alto, as aves partem em vôo inesperado
Para uma estação sem tempo ou penitências.
Senhora:as flores estão florindo no silêncio do poço,
Enquanto a vida dorme no fundo do corpo.
O barco que vai por sobre o mar
Traz no bojo a esperança de voltar.
1 174
Carlos Anísio Melhor
Retorno
Amadurecendo estão os frutos no silêncio
Enquanto a vida é segredo no fundo do corpo.
Naquele poço dormem as aves e no fundo
Do silêncio a vida é um segredo.
Pelos portais da varanda estão as flores em botão
E o silêncio é já flor no coração do corpo
Enquanto no alto, as aves partem em vôo inesperado
Para uma estação sem tempo ou penitências.
Senhora:as flores estão florindo no silêncio do poço,
Enquanto a vida dorme no fundo do corpo.
O barco que vai por sobre o mar
Traz no bojo a esperança de voltar.
Enquanto a vida é segredo no fundo do corpo.
Naquele poço dormem as aves e no fundo
Do silêncio a vida é um segredo.
Pelos portais da varanda estão as flores em botão
E o silêncio é já flor no coração do corpo
Enquanto no alto, as aves partem em vôo inesperado
Para uma estação sem tempo ou penitências.
Senhora:as flores estão florindo no silêncio do poço,
Enquanto a vida dorme no fundo do corpo.
O barco que vai por sobre o mar
Traz no bojo a esperança de voltar.
1 174
Marcelo Gama
Soneto de um Pai
Vê-la crescer, florir — viço e perfume;
Já sorri; quer falar; tartamudeia;
Diz "mamãe" e "papai" sufoca o ciúme.
Os dentinhos lhe vêm. Anda. Chilreia.
Traz a casa de risos sempre cheia.
Vai ao colégio, mas com azedume.
Aborrece as bonecas. Cresce alheia
À formosura e à graça que resume.
De moça tem cismas e alvoroços.
Põe vestidos compridos; fala pouco,
Suspira, sonha, anseia e pensa em moços.
Vê-la como fulgura numa sala...
Envaidecer-me e... chorar como um louco
Quando o noivo vier arrebatá-la!
Já sorri; quer falar; tartamudeia;
Diz "mamãe" e "papai" sufoca o ciúme.
Os dentinhos lhe vêm. Anda. Chilreia.
Traz a casa de risos sempre cheia.
Vai ao colégio, mas com azedume.
Aborrece as bonecas. Cresce alheia
À formosura e à graça que resume.
De moça tem cismas e alvoroços.
Põe vestidos compridos; fala pouco,
Suspira, sonha, anseia e pensa em moços.
Vê-la como fulgura numa sala...
Envaidecer-me e... chorar como um louco
Quando o noivo vier arrebatá-la!
1 627
Marcelo Gama
Soneto de um Pai
Vê-la crescer, florir — viço e perfume;
Já sorri; quer falar; tartamudeia;
Diz "mamãe" e "papai" sufoca o ciúme.
Os dentinhos lhe vêm. Anda. Chilreia.
Traz a casa de risos sempre cheia.
Vai ao colégio, mas com azedume.
Aborrece as bonecas. Cresce alheia
À formosura e à graça que resume.
De moça tem cismas e alvoroços.
Põe vestidos compridos; fala pouco,
Suspira, sonha, anseia e pensa em moços.
Vê-la como fulgura numa sala...
Envaidecer-me e... chorar como um louco
Quando o noivo vier arrebatá-la!
Já sorri; quer falar; tartamudeia;
Diz "mamãe" e "papai" sufoca o ciúme.
Os dentinhos lhe vêm. Anda. Chilreia.
Traz a casa de risos sempre cheia.
Vai ao colégio, mas com azedume.
Aborrece as bonecas. Cresce alheia
À formosura e à graça que resume.
De moça tem cismas e alvoroços.
Põe vestidos compridos; fala pouco,
Suspira, sonha, anseia e pensa em moços.
Vê-la como fulgura numa sala...
Envaidecer-me e... chorar como um louco
Quando o noivo vier arrebatá-la!
1 627
Mário Donizete Massari
Olhos
Pra que tentar com
palavras
dizer o que os olhos
vêem?
A menina passa
e joga graça na praça.
É virgem
(a manhã)
e a menina cresceu
fruta madura
no quintal do prazer.
Os olhos avançam
acompanham a silhueta
da virgem manhã,
a desnudar a menina.
É virgem ainda
a manhã.
palavras
dizer o que os olhos
vêem?
A menina passa
e joga graça na praça.
É virgem
(a manhã)
e a menina cresceu
fruta madura
no quintal do prazer.
Os olhos avançam
acompanham a silhueta
da virgem manhã,
a desnudar a menina.
É virgem ainda
a manhã.
967
Mário Donizete Massari
Nascente
O sol nascia
por detrás
da nascente das águas
dos olhos da menina.
Da nascente dos olhos da menina
jorra uma esperança antiga,
semente fértil,
olhar fecundo
a se derramar
sobre o mundo.
E a nascente fertiliza
As águas se juntam,
a menina se entrega
e assume o fruto.
O sol se põe
e à menina resta
o fruto;
E nos olhos da menina
ainda reside a esperança antiga.
por detrás
da nascente das águas
dos olhos da menina.
Da nascente dos olhos da menina
jorra uma esperança antiga,
semente fértil,
olhar fecundo
a se derramar
sobre o mundo.
E a nascente fertiliza
As águas se juntam,
a menina se entrega
e assume o fruto.
O sol se põe
e à menina resta
o fruto;
E nos olhos da menina
ainda reside a esperança antiga.
1 033
Mário Donizete Massari
Mãos
As mãos não falam
por si,
mas pelos gestos;
mãos que trabalham,
tecem sonhos,
acariciam,
se perdem na volúpia
de construir caminhos.
As mãos não falam
por si
e Porfírio assim o sabe;
suas mãos falam da seca
que enrustece a vida,
aridez de sentimentos
a povoar o mundo
Suas mãos desenham gestos,
perdidas na aridez do mundo.
por si,
mas pelos gestos;
mãos que trabalham,
tecem sonhos,
acariciam,
se perdem na volúpia
de construir caminhos.
As mãos não falam
por si
e Porfírio assim o sabe;
suas mãos falam da seca
que enrustece a vida,
aridez de sentimentos
a povoar o mundo
Suas mãos desenham gestos,
perdidas na aridez do mundo.
1 040
Mário Donizete Massari
Mãos
As mãos não falam
por si,
mas pelos gestos;
mãos que trabalham,
tecem sonhos,
acariciam,
se perdem na volúpia
de construir caminhos.
As mãos não falam
por si
e Porfírio assim o sabe;
suas mãos falam da seca
que enrustece a vida,
aridez de sentimentos
a povoar o mundo
Suas mãos desenham gestos,
perdidas na aridez do mundo.
por si,
mas pelos gestos;
mãos que trabalham,
tecem sonhos,
acariciam,
se perdem na volúpia
de construir caminhos.
As mãos não falam
por si
e Porfírio assim o sabe;
suas mãos falam da seca
que enrustece a vida,
aridez de sentimentos
a povoar o mundo
Suas mãos desenham gestos,
perdidas na aridez do mundo.
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