Poemas neste tema
Vida e Existência
Mário Donizete Massari
Genética II
"ALERTA"
OS JORNAIS AVISAM
"cientista renomado
conseguiu incrível feito
unindo genes preciosos
à evolução física do homem"
NOTIFICAÇÃO
Está aberto o caminho
para quem quiser aperfeiçoar
a mentalidade e a vida.
OS JORNAIS AVISAM
"cientista renomado
conseguiu incrível feito
unindo genes preciosos
à evolução física do homem"
NOTIFICAÇÃO
Está aberto o caminho
para quem quiser aperfeiçoar
a mentalidade e a vida.
702
Mário Donizete Massari
Quadrante
casa
pirâmide embalsamada
de cimento e cal
guardas o segredo
—de viver ao relento
Solidão
Nas ruínas de um templo
Nos becos e labirintos
No coração dos ateus
imagem
— mora a solidão
Um rosto pálido
se reflete
nesse espelho
refletindo a minha
transfigurada imagem
— o tempo passou e eu
nem percebi
face
tece na face
a outra face
não a quente
nem ardente
— a face fria
pirâmide embalsamada
de cimento e cal
guardas o segredo
—de viver ao relento
Solidão
Nas ruínas de um templo
Nos becos e labirintos
No coração dos ateus
imagem
— mora a solidão
Um rosto pálido
se reflete
nesse espelho
refletindo a minha
transfigurada imagem
— o tempo passou e eu
nem percebi
face
tece na face
a outra face
não a quente
nem ardente
— a face fria
898
Mário Donizete Massari
Quadrante
casa
pirâmide embalsamada
de cimento e cal
guardas o segredo
—de viver ao relento
Solidão
Nas ruínas de um templo
Nos becos e labirintos
No coração dos ateus
imagem
— mora a solidão
Um rosto pálido
se reflete
nesse espelho
refletindo a minha
transfigurada imagem
— o tempo passou e eu
nem percebi
face
tece na face
a outra face
não a quente
nem ardente
— a face fria
pirâmide embalsamada
de cimento e cal
guardas o segredo
—de viver ao relento
Solidão
Nas ruínas de um templo
Nos becos e labirintos
No coração dos ateus
imagem
— mora a solidão
Um rosto pálido
se reflete
nesse espelho
refletindo a minha
transfigurada imagem
— o tempo passou e eu
nem percebi
face
tece na face
a outra face
não a quente
nem ardente
— a face fria
898
Mário Donizete Massari
Dos caminhos
Dos caminhos nada sei
a não ser os passos incertos que dei
vez ou outra sem saber os achei
e me perdi ao encontrar você
Dos caminhos nada sei
a não ser o brilho dos olhos
a construir o trajeto e as
mãos vazias a tatear um verso
Os caminhos me são estranhos
assim como o são esses seres
que nada dizem, apenas me vêem
como um entre tantos
Os caminhos me fogem às mãos
e persigo-os de fato
itinerário incerto
pés descalços . . .
a não ser os passos incertos que dei
vez ou outra sem saber os achei
e me perdi ao encontrar você
Dos caminhos nada sei
a não ser o brilho dos olhos
a construir o trajeto e as
mãos vazias a tatear um verso
Os caminhos me são estranhos
assim como o são esses seres
que nada dizem, apenas me vêem
como um entre tantos
Os caminhos me fogem às mãos
e persigo-os de fato
itinerário incerto
pés descalços . . .
756
Mário Donizete Massari
A voz do louco II
Não sou louco não,
mas assumo
o gosto amargo da vida.
Não sou louco não,
mas do dia a dia
construo versos,
venço a fadiga,
e faço do cais
sempre um porto
seguro,
um ponto de partida
para galgar muros.
Não sou louco não,
ou melhor,
sou louco pela vida.
mas assumo
o gosto amargo da vida.
Não sou louco não,
mas do dia a dia
construo versos,
venço a fadiga,
e faço do cais
sempre um porto
seguro,
um ponto de partida
para galgar muros.
Não sou louco não,
ou melhor,
sou louco pela vida.
905
Mário Donizete Massari
A voz do louco II
Não sou louco não,
mas assumo
o gosto amargo da vida.
Não sou louco não,
mas do dia a dia
construo versos,
venço a fadiga,
e faço do cais
sempre um porto
seguro,
um ponto de partida
para galgar muros.
Não sou louco não,
ou melhor,
sou louco pela vida.
mas assumo
o gosto amargo da vida.
Não sou louco não,
mas do dia a dia
construo versos,
venço a fadiga,
e faço do cais
sempre um porto
seguro,
um ponto de partida
para galgar muros.
Não sou louco não,
ou melhor,
sou louco pela vida.
905
Mário Donizete Massari
A menina do lago azul
Clarice morava
perto de um lago azul
como seus sonhos de menina.
Trazia nos lábios um sorriso
que era a própria vida
formosa cantiga.
Teve uma irmã, Maria
que cedo partira
sempre dizia:
"— quero ir onde está Maria".
Agora mora perto do céu
onde somente os anjos vivem.
perto de um lago azul
como seus sonhos de menina.
Trazia nos lábios um sorriso
que era a própria vida
formosa cantiga.
Teve uma irmã, Maria
que cedo partira
sempre dizia:
"— quero ir onde está Maria".
Agora mora perto do céu
onde somente os anjos vivem.
1 345
Mário Donizete Massari
brasil
Seu nome era Raimundo
mas como é de praxe
apelidaram-no de mundo
Mas acharam tão
vasto, que resolveram
chamá-lo de
brasil
Ele tinha uma infância comum
num contexto relativo
Vivia às expensas dos outros
vez ou outra se nutria,
mas almejava um promissor
futuro.
Queria ser grande logo,
para desenvolver suas idéias,
já que possuía um potencial
significativo.
Corria atrás de bola
e sonhava conquistar o mundo
sendo um grande jogador
de futebol.
Enfim, teve brasil
uma infância comum,
num contexto relativo.
Perdi-os nos caminhos da vida
mas espero ainda revê-lo grande,
no futuro.
mas como é de praxe
apelidaram-no de mundo
Mas acharam tão
vasto, que resolveram
chamá-lo de
brasil
Ele tinha uma infância comum
num contexto relativo
Vivia às expensas dos outros
vez ou outra se nutria,
mas almejava um promissor
futuro.
Queria ser grande logo,
para desenvolver suas idéias,
já que possuía um potencial
significativo.
Corria atrás de bola
e sonhava conquistar o mundo
sendo um grande jogador
de futebol.
Enfim, teve brasil
uma infância comum,
num contexto relativo.
Perdi-os nos caminhos da vida
mas espero ainda revê-lo grande,
no futuro.
608
Mário Donizete Massari
brasil
Seu nome era Raimundo
mas como é de praxe
apelidaram-no de mundo
Mas acharam tão
vasto, que resolveram
chamá-lo de
brasil
Ele tinha uma infância comum
num contexto relativo
Vivia às expensas dos outros
vez ou outra se nutria,
mas almejava um promissor
futuro.
Queria ser grande logo,
para desenvolver suas idéias,
já que possuía um potencial
significativo.
Corria atrás de bola
e sonhava conquistar o mundo
sendo um grande jogador
de futebol.
Enfim, teve brasil
uma infância comum,
num contexto relativo.
Perdi-os nos caminhos da vida
mas espero ainda revê-lo grande,
no futuro.
mas como é de praxe
apelidaram-no de mundo
Mas acharam tão
vasto, que resolveram
chamá-lo de
brasil
Ele tinha uma infância comum
num contexto relativo
Vivia às expensas dos outros
vez ou outra se nutria,
mas almejava um promissor
futuro.
Queria ser grande logo,
para desenvolver suas idéias,
já que possuía um potencial
significativo.
Corria atrás de bola
e sonhava conquistar o mundo
sendo um grande jogador
de futebol.
Enfim, teve brasil
uma infância comum,
num contexto relativo.
Perdi-os nos caminhos da vida
mas espero ainda revê-lo grande,
no futuro.
608
Mário Donizete Massari
Velório
Sinto-me só neste velório
As pessoas estão distantes, alheias
o que farão aqui?
Sussurram problemas diários
preço do arroz, sindicato
sucessão presidencial, sucessos do
[rádio . . .
Estou só, na minha lucidez
E embora seja o morto
Me sinto vivo mais do que nunca.
As pessoas estão distantes, alheias
o que farão aqui?
Sussurram problemas diários
preço do arroz, sindicato
sucessão presidencial, sucessos do
[rádio . . .
Estou só, na minha lucidez
E embora seja o morto
Me sinto vivo mais do que nunca.
975
Mário Donizete Massari
Velório
Sinto-me só neste velório
As pessoas estão distantes, alheias
o que farão aqui?
Sussurram problemas diários
preço do arroz, sindicato
sucessão presidencial, sucessos do
[rádio . . .
Estou só, na minha lucidez
E embora seja o morto
Me sinto vivo mais do que nunca.
As pessoas estão distantes, alheias
o que farão aqui?
Sussurram problemas diários
preço do arroz, sindicato
sucessão presidencial, sucessos do
[rádio . . .
Estou só, na minha lucidez
E embora seja o morto
Me sinto vivo mais do que nunca.
975
Maria da Costa Lage
Haicai
A chuva a descer,
como tristeza fininha,
vai filtrando o ser.
A bola batida
no pingue-pongue estonteia,
assim como a vida.
como tristeza fininha,
vai filtrando o ser.
A bola batida
no pingue-pongue estonteia,
assim como a vida.
921
Mário Donizete Massari
Alma de menino
Luzes brilham nesse labirinto
dizia o menino:
— Vês as estrelas?
E a noite sorria
vendo a alegria
Dizia o menino:
— Vês as estrelas?
Sim, eu via
dizia o menino
(eu não via)
logo é dia.
Vês as estrelas
e eu sorria
enquanto esperava
chegar outro dia.
dizia o menino:
— Vês as estrelas?
E a noite sorria
vendo a alegria
Dizia o menino:
— Vês as estrelas?
Sim, eu via
dizia o menino
(eu não via)
logo é dia.
Vês as estrelas
e eu sorria
enquanto esperava
chegar outro dia.
922
Maurício Batarce
Prazer
Gostos se misturam com sabores
E uma sensação de prazer invade meu ser.
Uma visão inconfundível de cores
Demonstram meu renascer.
Uma nuvem,
Com as formas circulares da Terra,
Encontra a Liberdade
E ao fundo um céu se abre...
Passo a sentir o topo das montanhas
E capto os caminhos do Horizonte.
O mar invade a areia
E as curvas do arco-íris se cruzam.
A floresta do conhecer
Abre passagem e a vida de muitos seres
Transmite força ao meu viver...
Em sonho o frescor de uma brisa
Toca minha face
E ao fundo um som se amplifica,
Demonstrando a energia cósmica...
Capacidade eterna de viver...
Prazer...
E uma sensação de prazer invade meu ser.
Uma visão inconfundível de cores
Demonstram meu renascer.
Uma nuvem,
Com as formas circulares da Terra,
Encontra a Liberdade
E ao fundo um céu se abre...
Passo a sentir o topo das montanhas
E capto os caminhos do Horizonte.
O mar invade a areia
E as curvas do arco-íris se cruzam.
A floresta do conhecer
Abre passagem e a vida de muitos seres
Transmite força ao meu viver...
Em sonho o frescor de uma brisa
Toca minha face
E ao fundo um som se amplifica,
Demonstrando a energia cósmica...
Capacidade eterna de viver...
Prazer...
1 025
Maurício Batarce
Prazer
Gostos se misturam com sabores
E uma sensação de prazer invade meu ser.
Uma visão inconfundível de cores
Demonstram meu renascer.
Uma nuvem,
Com as formas circulares da Terra,
Encontra a Liberdade
E ao fundo um céu se abre...
Passo a sentir o topo das montanhas
E capto os caminhos do Horizonte.
O mar invade a areia
E as curvas do arco-íris se cruzam.
A floresta do conhecer
Abre passagem e a vida de muitos seres
Transmite força ao meu viver...
Em sonho o frescor de uma brisa
Toca minha face
E ao fundo um som se amplifica,
Demonstrando a energia cósmica...
Capacidade eterna de viver...
Prazer...
E uma sensação de prazer invade meu ser.
Uma visão inconfundível de cores
Demonstram meu renascer.
Uma nuvem,
Com as formas circulares da Terra,
Encontra a Liberdade
E ao fundo um céu se abre...
Passo a sentir o topo das montanhas
E capto os caminhos do Horizonte.
O mar invade a areia
E as curvas do arco-íris se cruzam.
A floresta do conhecer
Abre passagem e a vida de muitos seres
Transmite força ao meu viver...
Em sonho o frescor de uma brisa
Toca minha face
E ao fundo um som se amplifica,
Demonstrando a energia cósmica...
Capacidade eterna de viver...
Prazer...
1 025
Maurício Batarce
Um Rumar
Com pés descalços, olhos de luz
E um sorriso estampado no rosto,
O menino caminhava
Por entre estrepes no solo.
Como querendo chegar
Ao fim do arco-íris,
Mesmo sabendo que não conseguiria,
Andava a passos firmes e cautelosos.
Olhar voltado para o infinito,
O menino ouvia o rumor da brisa
Em sua face rósea.
Mandava beijos para o sol
E prosseguia em sua jornada...
Pouco-a-pouco
Seus pés deixaram de tocar o solo
E milhões de cores
Iluminaram seu voar-andando.
Depois pisou na relva macia,
Ganhou um pote-de-ouro,
Encontrou gnomos
E conviveu com várias fadas.
Nadou no espelho de sua vida
E acabou se encontrando...
A luz de seu olhar
Iluminou o mundo
E com passos de sonho,
Acordou no mundo real.
Sua jornada acabou
E ele chegou em seu fim...
E um sorriso estampado no rosto,
O menino caminhava
Por entre estrepes no solo.
Como querendo chegar
Ao fim do arco-íris,
Mesmo sabendo que não conseguiria,
Andava a passos firmes e cautelosos.
Olhar voltado para o infinito,
O menino ouvia o rumor da brisa
Em sua face rósea.
Mandava beijos para o sol
E prosseguia em sua jornada...
Pouco-a-pouco
Seus pés deixaram de tocar o solo
E milhões de cores
Iluminaram seu voar-andando.
Depois pisou na relva macia,
Ganhou um pote-de-ouro,
Encontrou gnomos
E conviveu com várias fadas.
Nadou no espelho de sua vida
E acabou se encontrando...
A luz de seu olhar
Iluminou o mundo
E com passos de sonho,
Acordou no mundo real.
Sua jornada acabou
E ele chegou em seu fim...
754
Maurício Batarce
Um Rumar
Com pés descalços, olhos de luz
E um sorriso estampado no rosto,
O menino caminhava
Por entre estrepes no solo.
Como querendo chegar
Ao fim do arco-íris,
Mesmo sabendo que não conseguiria,
Andava a passos firmes e cautelosos.
Olhar voltado para o infinito,
O menino ouvia o rumor da brisa
Em sua face rósea.
Mandava beijos para o sol
E prosseguia em sua jornada...
Pouco-a-pouco
Seus pés deixaram de tocar o solo
E milhões de cores
Iluminaram seu voar-andando.
Depois pisou na relva macia,
Ganhou um pote-de-ouro,
Encontrou gnomos
E conviveu com várias fadas.
Nadou no espelho de sua vida
E acabou se encontrando...
A luz de seu olhar
Iluminou o mundo
E com passos de sonho,
Acordou no mundo real.
Sua jornada acabou
E ele chegou em seu fim...
E um sorriso estampado no rosto,
O menino caminhava
Por entre estrepes no solo.
Como querendo chegar
Ao fim do arco-íris,
Mesmo sabendo que não conseguiria,
Andava a passos firmes e cautelosos.
Olhar voltado para o infinito,
O menino ouvia o rumor da brisa
Em sua face rósea.
Mandava beijos para o sol
E prosseguia em sua jornada...
Pouco-a-pouco
Seus pés deixaram de tocar o solo
E milhões de cores
Iluminaram seu voar-andando.
Depois pisou na relva macia,
Ganhou um pote-de-ouro,
Encontrou gnomos
E conviveu com várias fadas.
Nadou no espelho de sua vida
E acabou se encontrando...
A luz de seu olhar
Iluminou o mundo
E com passos de sonho,
Acordou no mundo real.
Sua jornada acabou
E ele chegou em seu fim...
754
Mário Donizete Massari
Meninos
Meninos do morro
descem do morro
não pedem socorro
se pegam a socos
defendem o osso
da carne em ruínas
emudecem como sopro
do trem da Central que avisa . . .
No céu dos brasis
há meninos louros
negrinhos, caboclos
meninos moços, heróis
do sem fim
Meninos do morro
também há meninas
franzinas, despidas
Tentativa de ser
sopro de vida
descem do morro
não pedem socorro
se pegam a socos
defendem o osso
da carne em ruínas
emudecem como sopro
do trem da Central que avisa . . .
No céu dos brasis
há meninos louros
negrinhos, caboclos
meninos moços, heróis
do sem fim
Meninos do morro
também há meninas
franzinas, despidas
Tentativa de ser
sopro de vida
970
Mário Donizete Massari
Menino de favela
Na favela
à favela
uma vela
vela o menino
pálido
frágil
sem vida
à favela
uma vela
vela o menino
pálido
frágil
sem vida
1 170
Mário Donizete Massari
Menino de favela
Na favela
à favela
uma vela
vela o menino
pálido
frágil
sem vida
à favela
uma vela
vela o menino
pálido
frágil
sem vida
1 170
Mário Donizete Massari
Rotina
Amanheceu
O orvalho molhou a flor
O passarinho cantou
Clareou
A sirene de uma fábrica
O empregado sai correndo
Tumulto
Houve atropelamento
A rádio anuncia
Nota de falecimento
Mais uma alma que vai
Para onde?
O orvalho molhou a flor
O passarinho cantou
Clareou
A sirene de uma fábrica
O empregado sai correndo
Tumulto
Houve atropelamento
A rádio anuncia
Nota de falecimento
Mais uma alma que vai
Para onde?
892
Mário Donizete Massari
Rotina
Amanheceu
O orvalho molhou a flor
O passarinho cantou
Clareou
A sirene de uma fábrica
O empregado sai correndo
Tumulto
Houve atropelamento
A rádio anuncia
Nota de falecimento
Mais uma alma que vai
Para onde?
O orvalho molhou a flor
O passarinho cantou
Clareou
A sirene de uma fábrica
O empregado sai correndo
Tumulto
Houve atropelamento
A rádio anuncia
Nota de falecimento
Mais uma alma que vai
Para onde?
892
Maurício B. Moisés
Fotografia
A natureza sendo uma fotografia viva
Torna a fotografia uma natureza morta.
Mesmo assim ambas são belas,
Pois uma é a nossa vida,
E a outra a lembrança dela.
Torna a fotografia uma natureza morta.
Mesmo assim ambas são belas,
Pois uma é a nossa vida,
E a outra a lembrança dela.
571
Mário Donizete Massari
Ruínas
Nos escombros
que se alargam à visão
o pássaro refaz
o vôo da liberdade
Sua missão é importantíssima
pois dela depende
a sua própria
reconstrução
As ruínas são evidentes
e o pássaro se agarra
às forças que ainda lhe
restam
Chega-lhe ao aparelho
auditivo
o badalar de um sino
anunciação do novo pássaro
a surgir
Não de um lugar distante
mas de dentro de si
Não há monumentos
nem templos gigantes
apenas o elo
pássaro-descobrir-se
e num dia qualquer, um cidadão comum
retirou de suas ruínas a importância
de ser livre. Enfim . . .
que se alargam à visão
o pássaro refaz
o vôo da liberdade
Sua missão é importantíssima
pois dela depende
a sua própria
reconstrução
As ruínas são evidentes
e o pássaro se agarra
às forças que ainda lhe
restam
Chega-lhe ao aparelho
auditivo
o badalar de um sino
anunciação do novo pássaro
a surgir
Não de um lugar distante
mas de dentro de si
Não há monumentos
nem templos gigantes
apenas o elo
pássaro-descobrir-se
e num dia qualquer, um cidadão comum
retirou de suas ruínas a importância
de ser livre. Enfim . . .
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