Poemas neste tema
Natureza e Elementos
Marina Colasanti
ORÁCULO E PRIMAVERA
Pessegueiros em flor, pessegueiros
que balançam cincerros no pescoço
entalhando a montanha
rumo ao mar.
Ou seriam as ovelhas que florescem
e balem estremecendo as folhas
dos seus olhos?
Pessegueiros em flor, pessegueiros
se chover hoje à noite
sobre Delfos
a chuva terá gosto de sal
e amanhã entre as flores
cintilarão escamas.
Delfos 1988
que balançam cincerros no pescoço
entalhando a montanha
rumo ao mar.
Ou seriam as ovelhas que florescem
e balem estremecendo as folhas
dos seus olhos?
Pessegueiros em flor, pessegueiros
se chover hoje à noite
sobre Delfos
a chuva terá gosto de sal
e amanhã entre as flores
cintilarão escamas.
Delfos 1988
1 268
Marina Colasanti
ORÁCULO E PRIMAVERA
Pessegueiros em flor, pessegueiros
que balançam cincerros no pescoço
entalhando a montanha
rumo ao mar.
Ou seriam as ovelhas que florescem
e balem estremecendo as folhas
dos seus olhos?
Pessegueiros em flor, pessegueiros
se chover hoje à noite
sobre Delfos
a chuva terá gosto de sal
e amanhã entre as flores
cintilarão escamas.
Delfos 1988
que balançam cincerros no pescoço
entalhando a montanha
rumo ao mar.
Ou seriam as ovelhas que florescem
e balem estremecendo as folhas
dos seus olhos?
Pessegueiros em flor, pessegueiros
se chover hoje à noite
sobre Delfos
a chuva terá gosto de sal
e amanhã entre as flores
cintilarão escamas.
Delfos 1988
1 268
Marina Colasanti
CLARO ESCURO
São as folhas da gardênia
mais escuras que outras folhas?
Ou mais escuras parecem
porque à escura folha escura
se sobrepõe como um grito
o branco
da branca flor?
mais escuras que outras folhas?
Ou mais escuras parecem
porque à escura folha escura
se sobrepõe como um grito
o branco
da branca flor?
1 204
Marina Colasanti
NO PARQUE HELLBRUNN AO ANOITECER
Para Gigi Reisner
Altos altos pinheiros
verdes falésias
e ao fundo
este caminho que escorre como água.
Um cisne ajeita penas sobre o gelo do lago
única mancha clara na neblina que vem
trazendo a noite.
Trancados na rija silhueta dos capotes
escuros troncos de perdidas folhas
apressamos o passo em busca de um portão
que já se fecha.
Ninguém passa por nós.
Longe
no teatro de pedra em meio ao bosque
uma coruja chama
sem resposta.
Salzburg 1995
Altos altos pinheiros
verdes falésias
e ao fundo
este caminho que escorre como água.
Um cisne ajeita penas sobre o gelo do lago
única mancha clara na neblina que vem
trazendo a noite.
Trancados na rija silhueta dos capotes
escuros troncos de perdidas folhas
apressamos o passo em busca de um portão
que já se fecha.
Ninguém passa por nós.
Longe
no teatro de pedra em meio ao bosque
uma coruja chama
sem resposta.
Salzburg 1995
896
Marina Colasanti
NO PARQUE HELLBRUNN AO ANOITECER
Para Gigi Reisner
Altos altos pinheiros
verdes falésias
e ao fundo
este caminho que escorre como água.
Um cisne ajeita penas sobre o gelo do lago
única mancha clara na neblina que vem
trazendo a noite.
Trancados na rija silhueta dos capotes
escuros troncos de perdidas folhas
apressamos o passo em busca de um portão
que já se fecha.
Ninguém passa por nós.
Longe
no teatro de pedra em meio ao bosque
uma coruja chama
sem resposta.
Salzburg 1995
Altos altos pinheiros
verdes falésias
e ao fundo
este caminho que escorre como água.
Um cisne ajeita penas sobre o gelo do lago
única mancha clara na neblina que vem
trazendo a noite.
Trancados na rija silhueta dos capotes
escuros troncos de perdidas folhas
apressamos o passo em busca de um portão
que já se fecha.
Ninguém passa por nós.
Longe
no teatro de pedra em meio ao bosque
uma coruja chama
sem resposta.
Salzburg 1995
896
Marina Colasanti
NO PARQUE HELLBRUNN AO ANOITECER
Para Gigi Reisner
Altos altos pinheiros
verdes falésias
e ao fundo
este caminho que escorre como água.
Um cisne ajeita penas sobre o gelo do lago
única mancha clara na neblina que vem
trazendo a noite.
Trancados na rija silhueta dos capotes
escuros troncos de perdidas folhas
apressamos o passo em busca de um portão
que já se fecha.
Ninguém passa por nós.
Longe
no teatro de pedra em meio ao bosque
uma coruja chama
sem resposta.
Salzburg 1995
Altos altos pinheiros
verdes falésias
e ao fundo
este caminho que escorre como água.
Um cisne ajeita penas sobre o gelo do lago
única mancha clara na neblina que vem
trazendo a noite.
Trancados na rija silhueta dos capotes
escuros troncos de perdidas folhas
apressamos o passo em busca de um portão
que já se fecha.
Ninguém passa por nós.
Longe
no teatro de pedra em meio ao bosque
uma coruja chama
sem resposta.
Salzburg 1995
896
Marina Colasanti
SOBRE FUNDO AZUL
O homem-asa brinca no sudoeste.
Incrédulo. Umm helicóptero
lhe inveja a cor e o silêncio.
Incrédulo. Umm helicóptero
lhe inveja a cor e o silêncio.
1 099
Marina Colasanti
À NOITE NO ESCORIAL
Os sinos do Escorial
chamam à noite.
Bronze
redonda lâmina
na nuca do silêncio.
Pedra
montanha recomposta
em duras quinas
sem volteios de aves
e sem ventos.
No jardim dorme
a geometria das sebes
verde água
vela.
Na torre
no mais alto
do alto
uma janela acesa
branca lua.
El Escorial 1995
chamam à noite.
Bronze
redonda lâmina
na nuca do silêncio.
Pedra
montanha recomposta
em duras quinas
sem volteios de aves
e sem ventos.
No jardim dorme
a geometria das sebes
verde água
vela.
Na torre
no mais alto
do alto
uma janela acesa
branca lua.
El Escorial 1995
772
Marina Colasanti
NO PARQUE DA FERTILIDADE
As macieiras estão carregadas
no parque Tiantan
os caquis pesam verdes
como pedras
os chorões se debruçam
nos caminhos.
Só os pessegueiros
nunca abriram flores.
Estéreis
negam frutos ao zumbido das abelhas
e se rebelam
à tirania reprodutora
dos deuses.
Beijing 1992
no parque Tiantan
os caquis pesam verdes
como pedras
os chorões se debruçam
nos caminhos.
Só os pessegueiros
nunca abriram flores.
Estéreis
negam frutos ao zumbido das abelhas
e se rebelam
à tirania reprodutora
dos deuses.
Beijing 1992
619
Marina Colasanti
VERDE, PORÉM
Por que será que
entre tantos arbustos
galhos
e árvores das praças
esse pássaro urbano
fez seu pouso
na viva aresta
de vidro verde
caco cravado
que ao alto do muro
defende propriedades
e fere consciências?
entre tantos arbustos
galhos
e árvores das praças
esse pássaro urbano
fez seu pouso
na viva aresta
de vidro verde
caco cravado
que ao alto do muro
defende propriedades
e fere consciências?
936
Marina Colasanti
SOBRE A ESTRADA
Pasta de pomba
esmagada no asfalto
penas prensadas em sangue.
Uma única asa
ainda aberta
ergue-se ao vento dos carros
último
desassombrado voo.
esmagada no asfalto
penas prensadas em sangue.
Uma única asa
ainda aberta
ergue-se ao vento dos carros
último
desassombrado voo.
1 161
Marina Colasanti
DEPOIS, A ATERRISSAGEM
À noite
em terras de Amsterdam
brilham acesas
as estufas de flores,
Piscinas de luz
recortadas no negro
fundas águas de vidro,
eu as vejo do alto
desse avião que desliza
como um fuso
trazendo a madrugada.
Flutuam lá embaixo
pálidos crisântemos
pétalas
e o lento desdobrar das brotações.
Navegamos acima
desfeitos rostos
olheiras
o sono confrontado
com a noturna bandeja
do breakfast.
A manhã chegará em silêncio
quando tivermos sacudido migalhas.
E então veremos o mar
atrás dos diques
escuro
à espreita.
em terras de Amsterdam
brilham acesas
as estufas de flores,
Piscinas de luz
recortadas no negro
fundas águas de vidro,
eu as vejo do alto
desse avião que desliza
como um fuso
trazendo a madrugada.
Flutuam lá embaixo
pálidos crisântemos
pétalas
e o lento desdobrar das brotações.
Navegamos acima
desfeitos rostos
olheiras
o sono confrontado
com a noturna bandeja
do breakfast.
A manhã chegará em silêncio
quando tivermos sacudido migalhas.
E então veremos o mar
atrás dos diques
escuro
à espreita.
938
Marina Colasanti
DEPOIS, A ATERRISSAGEM
À noite
em terras de Amsterdam
brilham acesas
as estufas de flores,
Piscinas de luz
recortadas no negro
fundas águas de vidro,
eu as vejo do alto
desse avião que desliza
como um fuso
trazendo a madrugada.
Flutuam lá embaixo
pálidos crisântemos
pétalas
e o lento desdobrar das brotações.
Navegamos acima
desfeitos rostos
olheiras
o sono confrontado
com a noturna bandeja
do breakfast.
A manhã chegará em silêncio
quando tivermos sacudido migalhas.
E então veremos o mar
atrás dos diques
escuro
à espreita.
em terras de Amsterdam
brilham acesas
as estufas de flores,
Piscinas de luz
recortadas no negro
fundas águas de vidro,
eu as vejo do alto
desse avião que desliza
como um fuso
trazendo a madrugada.
Flutuam lá embaixo
pálidos crisântemos
pétalas
e o lento desdobrar das brotações.
Navegamos acima
desfeitos rostos
olheiras
o sono confrontado
com a noturna bandeja
do breakfast.
A manhã chegará em silêncio
quando tivermos sacudido migalhas.
E então veremos o mar
atrás dos diques
escuro
à espreita.
938
Marina Colasanti
DEPOIS, A ATERRISSAGEM
À noite
em terras de Amsterdam
brilham acesas
as estufas de flores,
Piscinas de luz
recortadas no negro
fundas águas de vidro,
eu as vejo do alto
desse avião que desliza
como um fuso
trazendo a madrugada.
Flutuam lá embaixo
pálidos crisântemos
pétalas
e o lento desdobrar das brotações.
Navegamos acima
desfeitos rostos
olheiras
o sono confrontado
com a noturna bandeja
do breakfast.
A manhã chegará em silêncio
quando tivermos sacudido migalhas.
E então veremos o mar
atrás dos diques
escuro
à espreita.
em terras de Amsterdam
brilham acesas
as estufas de flores,
Piscinas de luz
recortadas no negro
fundas águas de vidro,
eu as vejo do alto
desse avião que desliza
como um fuso
trazendo a madrugada.
Flutuam lá embaixo
pálidos crisântemos
pétalas
e o lento desdobrar das brotações.
Navegamos acima
desfeitos rostos
olheiras
o sono confrontado
com a noturna bandeja
do breakfast.
A manhã chegará em silêncio
quando tivermos sacudido migalhas.
E então veremos o mar
atrás dos diques
escuro
à espreita.
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Marina Colasanti
CINCO DA TARDE E SUDOESTE
Logo virá a tempestade
trazendo a noite.
Mas por enquanto tudo
é doce mucosa
e o cinza e o rosa
se tocam no horizonte.
Sábias como aves de rocha
as traineiras se aninham
os recortes da costa.
Uma primeira luz se acende
junto à ilha.
E o grilo ainda canta
quando ao longe
o trovão escancara a garganta.
trazendo a noite.
Mas por enquanto tudo
é doce mucosa
e o cinza e o rosa
se tocam no horizonte.
Sábias como aves de rocha
as traineiras se aninham
os recortes da costa.
Uma primeira luz se acende
junto à ilha.
E o grilo ainda canta
quando ao longe
o trovão escancara a garganta.
1 059
Marina Colasanti
CINCO DA TARDE E SUDOESTE
Logo virá a tempestade
trazendo a noite.
Mas por enquanto tudo
é doce mucosa
e o cinza e o rosa
se tocam no horizonte.
Sábias como aves de rocha
as traineiras se aninham
os recortes da costa.
Uma primeira luz se acende
junto à ilha.
E o grilo ainda canta
quando ao longe
o trovão escancara a garganta.
trazendo a noite.
Mas por enquanto tudo
é doce mucosa
e o cinza e o rosa
se tocam no horizonte.
Sábias como aves de rocha
as traineiras se aninham
os recortes da costa.
Uma primeira luz se acende
junto à ilha.
E o grilo ainda canta
quando ao longe
o trovão escancara a garganta.
1 059
Marina Colasanti
CINCO DA TARDE E SUDOESTE
Logo virá a tempestade
trazendo a noite.
Mas por enquanto tudo
é doce mucosa
e o cinza e o rosa
se tocam no horizonte.
Sábias como aves de rocha
as traineiras se aninham
os recortes da costa.
Uma primeira luz se acende
junto à ilha.
E o grilo ainda canta
quando ao longe
o trovão escancara a garganta.
trazendo a noite.
Mas por enquanto tudo
é doce mucosa
e o cinza e o rosa
se tocam no horizonte.
Sábias como aves de rocha
as traineiras se aninham
os recortes da costa.
Uma primeira luz se acende
junto à ilha.
E o grilo ainda canta
quando ao longe
o trovão escancara a garganta.
1 059
Marina Colasanti
DEPOIS DA CHUVA E ANTES DA NOITE
Que doce é essa montanha
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
1 021
Marina Colasanti
DEPOIS DA CHUVA E ANTES DA NOITE
Que doce é essa montanha
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
1 021
Marina Colasanti
DEPOIS DA CHUVA E ANTES DA NOITE
Que doce é essa montanha
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
1 021
Marina Colasanti
DEPOIS DA CHUVA E ANTES DA NOITE
Que doce é essa montanha
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
após a chuva.
Pingos ainda escorrem folha a folha
mínimas águas
transbordando copas.
Na garganta do vale
pálida serpente
a neblina desponta
coleando espirais entre as encostas
e em algum ponto
um som de cachoeira se enovela.
A mata toda estala
de tantas leves patas
tantas asas
e o lento acomodar de terra e tocas.
Na moita de bambus
mais um broto se lança
agudo prumo procurando o alto.
A tarde deita em pregas as suas sombras.
E na distância
cães esparsos latem
escorraçando o escuro que se expande.
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Marina Colasanti
DÚVIDA POSTA À MESA
Li em algum lugar
que no Tour d'Argent
em Paris
a servir coxa de galinha
só à esquerda.
Com a direita a galinha esgravata
em busca de alimento
tornando-a musculosa
enquanto a esquerda
apoio inoperante
se conserva macia.
Desde então
toda vez que uma coxa de galinha
vem terminar sua vida
no meu prato
pergunto-me se
esquerda
se direita
ou se a galinha não seria canhota.
que no Tour d'Argent
em Paris
a servir coxa de galinha
só à esquerda.
Com a direita a galinha esgravata
em busca de alimento
tornando-a musculosa
enquanto a esquerda
apoio inoperante
se conserva macia.
Desde então
toda vez que uma coxa de galinha
vem terminar sua vida
no meu prato
pergunto-me se
esquerda
se direita
ou se a galinha não seria canhota.
1 113