Poemas neste tema
Natureza e Elementos
António Ramos Rosa
Mediadora Negra Ii
Cresce num turbilhão de areia
e vidro. É uma evidência negra.
Entre oblíquas aves gira.
Dorme nas gargantas da sombra.
O centro cintila? Relâmpagos
rápidos não arredondam o campo.
Como unir a terra à estrela?
Seu ardor negro separa.
Vibra a língua, vibra o corpo
da água cega que a nutre,
sem esplendor de inteligência.
Muralhas, muralhas densas.
Não perfaz, não principia
por terras, máquinas, sombras.
Gritos vãos e nenhum canto.
Sangue frio do movimento.
e vidro. É uma evidência negra.
Entre oblíquas aves gira.
Dorme nas gargantas da sombra.
O centro cintila? Relâmpagos
rápidos não arredondam o campo.
Como unir a terra à estrela?
Seu ardor negro separa.
Vibra a língua, vibra o corpo
da água cega que a nutre,
sem esplendor de inteligência.
Muralhas, muralhas densas.
Não perfaz, não principia
por terras, máquinas, sombras.
Gritos vãos e nenhum canto.
Sangue frio do movimento.
1 161
António Ramos Rosa
Unidade do Silêncio
Unidade do silêncio com o corpo da água
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
1 094
António Ramos Rosa
Unidade do Silêncio
Unidade do silêncio com o corpo da água
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
1 094
António Ramos Rosa
Unidade do Silêncio
Unidade do silêncio com o corpo da água
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
1 094
António Ramos Rosa
Mediadora de Estar
A paz é de sombra. Imóvel
a torrente da pedra abandonada.
Ressonância da luz, do bulício
longínquo do sangue. As armas nuas.
Áreas cintilantes das gramíneas
nocturnas. O veludo de um pássaro
na folhagem. O longo mutismo
das cores. Ritmo, repouso,
espaços limpos. Lucidez
de vidro. Densidade branca
do silêncio. Nomes, dedos,
clareira do sossego sem miragem.
Imóvel o poder que não cintila
no ar depurado: ócio, princípio puro,
murmúrios de arvoredos e águas vivas,
lúcida nudez de embriagada vida.
a torrente da pedra abandonada.
Ressonância da luz, do bulício
longínquo do sangue. As armas nuas.
Áreas cintilantes das gramíneas
nocturnas. O veludo de um pássaro
na folhagem. O longo mutismo
das cores. Ritmo, repouso,
espaços limpos. Lucidez
de vidro. Densidade branca
do silêncio. Nomes, dedos,
clareira do sossego sem miragem.
Imóvel o poder que não cintila
no ar depurado: ócio, princípio puro,
murmúrios de arvoredos e águas vivas,
lúcida nudez de embriagada vida.
1 201
António Ramos Rosa
Mediadora do Não Lugar
Múltiplas vozes anulam-se
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas
invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.
De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.
Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.
A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas
invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.
De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.
Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.
A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
715
António Ramos Rosa
Mediadora do Não Lugar
Múltiplas vozes anulam-se
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas
invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.
De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.
Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.
A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas
invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.
De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.
Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.
A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
715
António Ramos Rosa
Mediadora do Sono
É uma nuvem que repousa? Um barco
no jardim?
A sombra da música resplandece.
O centro do mundo dorme num rumor de sossego.
Há um lado do silêncio iluminado,
há um sol das folhas nas veias do jardim.
Que ócio e que segredo nas corolas de água!
Leves densidades de um incêndio branco.
Adormeceu a voz. O encanto é sossego.
Amorosa lentidão de uma infinita espera.
A nuvem repousa. A sombra da música resplandece.
O centro do mundo dorme num rumor de sossego.
no jardim?
A sombra da música resplandece.
O centro do mundo dorme num rumor de sossego.
Há um lado do silêncio iluminado,
há um sol das folhas nas veias do jardim.
Que ócio e que segredo nas corolas de água!
Leves densidades de um incêndio branco.
Adormeceu a voz. O encanto é sossego.
Amorosa lentidão de uma infinita espera.
A nuvem repousa. A sombra da música resplandece.
O centro do mundo dorme num rumor de sossego.
1 146
António Ramos Rosa
Mediadora da Lacuna
Diz-se a transparência elementar.
É um objecto que quer ser amado com o nome.
Algo azul flutua entre volutas
verdes.
Florações de imagens libertinas,
voláteis. Imprevistas, inexplicáveis.
Ou as brancas lâmpadas monótonas.
A figura escurece no papel
onde o corpo se enterra. O diamante
ou a gota minúscula do sol?
De uma lacuna os lúcidos contornos
separam-nos do jardim.
É um objecto que quer ser amado com o nome.
Algo azul flutua entre volutas
verdes.
Florações de imagens libertinas,
voláteis. Imprevistas, inexplicáveis.
Ou as brancas lâmpadas monótonas.
A figura escurece no papel
onde o corpo se enterra. O diamante
ou a gota minúscula do sol?
De uma lacuna os lúcidos contornos
separam-nos do jardim.
1 035
António Ramos Rosa
Na Cavidade da Simplicidade
Na cavidade da simplicidade
deslizando no imóvel
somos animais marinhos de uma delícia verde.
deslizando no imóvel
somos animais marinhos de uma delícia verde.
593
António Ramos Rosa
Entre Mar E Sombra a Delícia
Entre mar e sombra a delícia
de um vento que abre um espaço original.
de um vento que abre um espaço original.
529
António Ramos Rosa
Entre Mar E Sombra a Delícia
Entre mar e sombra a delícia
de um vento que abre um espaço original.
de um vento que abre um espaço original.
529
António Ramos Rosa
Por Encanto de Nuvem
Por encanto de nuvem
no favorável silêncio voluptuoso
a forma afluiu com as cabeças
rompendo a água do azul.
no favorável silêncio voluptuoso
a forma afluiu com as cabeças
rompendo a água do azul.
625
António Ramos Rosa
Num Repouso de Fundura Agreste
Num repouso de fundura agreste
na ressonância suave da folhagem
encontrar as mais simples palavras
entreabrir as portas mais serenas.
na ressonância suave da folhagem
encontrar as mais simples palavras
entreabrir as portas mais serenas.
1 154
António Ramos Rosa
Sentindo o Liso da Madeira, o Bosque
Sentindo o liso da madeira, o bosque
submerso, tranquilamente acesos,
continuando na corrente verde e côncava
outra forma do silêncio na morada
com o silêncio denso sobre as pálpebras.
submerso, tranquilamente acesos,
continuando na corrente verde e côncava
outra forma do silêncio na morada
com o silêncio denso sobre as pálpebras.
1 163
António Ramos Rosa
A Folhagem Abre-Se Entre As Mãos
A folhagem abre-se entre as mãos
como um centro solto onde se afunda
o que nunca surge
e surge então numa segunda origem.
como um centro solto onde se afunda
o que nunca surge
e surge então numa segunda origem.
1 080
António Ramos Rosa
Habitando a Paciência da Ondulada
Habitando a paciência da ondulada
sombra vibramos numa rede
de veemências suaves de sabores secretos
e sentimos a terra deslizando connosco.
sombra vibramos numa rede
de veemências suaves de sabores secretos
e sentimos a terra deslizando connosco.
995
António Ramos Rosa
Não Já Sinais Nem Tropos Nem Imagens
Não já sinais nem tropos nem imagens
mas só o corpo na noite do contacto
o interior obscuro mas sem lugar
o espaço em que os traçados
se desfazem.
mas só o corpo na noite do contacto
o interior obscuro mas sem lugar
o espaço em que os traçados
se desfazem.
1 089
António Ramos Rosa
Na Conjunção Radiosa do Habitar
Na conjunção radiosa do habitar
as distâncias fluem
no nunca afirmado esplendor
de rajadas sedentas e solares.
as distâncias fluem
no nunca afirmado esplendor
de rajadas sedentas e solares.
1 116
António Ramos Rosa
Ao Vento Leve do Sol
Ao vento leve do sol
num verde e fresco entusiasmo
propagando o antes em nova agilidade
no esplendor da espiral levíssima.
num verde e fresco entusiasmo
propagando o antes em nova agilidade
no esplendor da espiral levíssima.
1 067
António Ramos Rosa
Ao Vento Leve do Sol
Ao vento leve do sol
num verde e fresco entusiasmo
propagando o antes em nova agilidade
no esplendor da espiral levíssima.
num verde e fresco entusiasmo
propagando o antes em nova agilidade
no esplendor da espiral levíssima.
1 067
António Ramos Rosa
Generosa É a Lentidão Que Rasga
Generosa é a lentidão que rasga
o gesto que suporta de frente
a dimensão propícia do vazio.
O fundo pronuncia um animal de ternura.
o gesto que suporta de frente
a dimensão propícia do vazio.
O fundo pronuncia um animal de ternura.
975
António Ramos Rosa
Caos Aberto
Para aquém dos sinais definidos para aquém do silêncio
o fundo à superfície o furor formidável
turbilhão da génese turbulência marinha
multiplicidade sem soma dança flutuações
Marinho deus ou deusa marginal
deus original do clamor ódio primeiro
ódio verde ódio da treva
que ruído pode impor silêncio ao ruído
que furor pode ordenar este furor
…………………………………………….
Detonações sílabas oscilações
Algo começa começa como começa o tempo
Rumor rumor incessante
oiço pelos ouvidos pelas papilas por toda a minha pele
estou mergulhado no som no ar na luz
ó alimento perene vivacidade do rumor
oiço e compreendo cegamente as evidências
O ruído e o furor incessante é quase a deusa branca
sobre o marulho negro
Não não fales a linguagem do rigor
o canal está cheio de ruídos de rumor de imagens
Ao alto o silêncio branco das nuvens silenciosas
O animal ou deus é pouco mais do que água
A crepitação longa do rumor fragmenta-se
flutuações flutuações a língua dança
tudo recomeça tudo cresce tudo morre
O rumor não cessa rumor quase de dança
quase a luz de um corpo e cinza resplandecente
nenhum alvor nenhuma mensagem nenhuma palavra
o furor cresce continua verde e cinza
flutuações flutuações crepitação sem fim
o fundo à superfície o furor formidável
turbilhão da génese turbulência marinha
multiplicidade sem soma dança flutuações
Marinho deus ou deusa marginal
deus original do clamor ódio primeiro
ódio verde ódio da treva
que ruído pode impor silêncio ao ruído
que furor pode ordenar este furor
…………………………………………….
Detonações sílabas oscilações
Algo começa começa como começa o tempo
Rumor rumor incessante
oiço pelos ouvidos pelas papilas por toda a minha pele
estou mergulhado no som no ar na luz
ó alimento perene vivacidade do rumor
oiço e compreendo cegamente as evidências
O ruído e o furor incessante é quase a deusa branca
sobre o marulho negro
Não não fales a linguagem do rigor
o canal está cheio de ruídos de rumor de imagens
Ao alto o silêncio branco das nuvens silenciosas
O animal ou deus é pouco mais do que água
A crepitação longa do rumor fragmenta-se
flutuações flutuações a língua dança
tudo recomeça tudo cresce tudo morre
O rumor não cessa rumor quase de dança
quase a luz de um corpo e cinza resplandecente
nenhum alvor nenhuma mensagem nenhuma palavra
o furor cresce continua verde e cinza
flutuações flutuações crepitação sem fim
1 160
António Ramos Rosa
Caos Aberto
Para aquém dos sinais definidos para aquém do silêncio
o fundo à superfície o furor formidável
turbilhão da génese turbulência marinha
multiplicidade sem soma dança flutuações
Marinho deus ou deusa marginal
deus original do clamor ódio primeiro
ódio verde ódio da treva
que ruído pode impor silêncio ao ruído
que furor pode ordenar este furor
…………………………………………….
Detonações sílabas oscilações
Algo começa começa como começa o tempo
Rumor rumor incessante
oiço pelos ouvidos pelas papilas por toda a minha pele
estou mergulhado no som no ar na luz
ó alimento perene vivacidade do rumor
oiço e compreendo cegamente as evidências
O ruído e o furor incessante é quase a deusa branca
sobre o marulho negro
Não não fales a linguagem do rigor
o canal está cheio de ruídos de rumor de imagens
Ao alto o silêncio branco das nuvens silenciosas
O animal ou deus é pouco mais do que água
A crepitação longa do rumor fragmenta-se
flutuações flutuações a língua dança
tudo recomeça tudo cresce tudo morre
O rumor não cessa rumor quase de dança
quase a luz de um corpo e cinza resplandecente
nenhum alvor nenhuma mensagem nenhuma palavra
o furor cresce continua verde e cinza
flutuações flutuações crepitação sem fim
o fundo à superfície o furor formidável
turbilhão da génese turbulência marinha
multiplicidade sem soma dança flutuações
Marinho deus ou deusa marginal
deus original do clamor ódio primeiro
ódio verde ódio da treva
que ruído pode impor silêncio ao ruído
que furor pode ordenar este furor
…………………………………………….
Detonações sílabas oscilações
Algo começa começa como começa o tempo
Rumor rumor incessante
oiço pelos ouvidos pelas papilas por toda a minha pele
estou mergulhado no som no ar na luz
ó alimento perene vivacidade do rumor
oiço e compreendo cegamente as evidências
O ruído e o furor incessante é quase a deusa branca
sobre o marulho negro
Não não fales a linguagem do rigor
o canal está cheio de ruídos de rumor de imagens
Ao alto o silêncio branco das nuvens silenciosas
O animal ou deus é pouco mais do que água
A crepitação longa do rumor fragmenta-se
flutuações flutuações a língua dança
tudo recomeça tudo cresce tudo morre
O rumor não cessa rumor quase de dança
quase a luz de um corpo e cinza resplandecente
nenhum alvor nenhuma mensagem nenhuma palavra
o furor cresce continua verde e cinza
flutuações flutuações crepitação sem fim
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