Poemas neste tema
Outros
António Ramos Rosa
Mediadora do Opaco
Para o mínimo olhar a terra negativa,
os poços infantis,
lanças, palmas, dentes,
concavidades, placas, declives.
Não já a flor nem a folha soberana
mas os impulsos negros, a incoerência viva
do informulado: algo entre
vermes e excrementos explode
no opaco. Onde as palavras
circulares, concêntricas
se apagam.
os poços infantis,
lanças, palmas, dentes,
concavidades, placas, declives.
Não já a flor nem a folha soberana
mas os impulsos negros, a incoerência viva
do informulado: algo entre
vermes e excrementos explode
no opaco. Onde as palavras
circulares, concêntricas
se apagam.
1 047
António Ramos Rosa
Mediadora Dos Frutos Nocturnos
Estão acesos os obscuros
frutos. É o espaço da noite.
As ruas ascendem por escadas verdes.
O viajante viu de longe cintilar um dorso.
Rede cinzenta e ainda azul
como se fosse a casa em oscilação tranquila.
Entre lâmpadas e sombras
respira-se o unânime.
Os ombros pulsam. O corpo confia
na música nocturna. Plenitude
de uma esfera de água. Opulência
suave. Cresce o fulgor dos frutos.
frutos. É o espaço da noite.
As ruas ascendem por escadas verdes.
O viajante viu de longe cintilar um dorso.
Rede cinzenta e ainda azul
como se fosse a casa em oscilação tranquila.
Entre lâmpadas e sombras
respira-se o unânime.
Os ombros pulsam. O corpo confia
na música nocturna. Plenitude
de uma esfera de água. Opulência
suave. Cresce o fulgor dos frutos.
1 092
António Ramos Rosa
Mediadora Dos Frutos Nocturnos
Estão acesos os obscuros
frutos. É o espaço da noite.
As ruas ascendem por escadas verdes.
O viajante viu de longe cintilar um dorso.
Rede cinzenta e ainda azul
como se fosse a casa em oscilação tranquila.
Entre lâmpadas e sombras
respira-se o unânime.
Os ombros pulsam. O corpo confia
na música nocturna. Plenitude
de uma esfera de água. Opulência
suave. Cresce o fulgor dos frutos.
frutos. É o espaço da noite.
As ruas ascendem por escadas verdes.
O viajante viu de longe cintilar um dorso.
Rede cinzenta e ainda azul
como se fosse a casa em oscilação tranquila.
Entre lâmpadas e sombras
respira-se o unânime.
Os ombros pulsam. O corpo confia
na música nocturna. Plenitude
de uma esfera de água. Opulência
suave. Cresce o fulgor dos frutos.
1 092
António Ramos Rosa
Mediadora da Água
Cúmplice da água
num caminho que envolve e não domina,
ágil, tácito, na demora plena
segredo em dócil fluência.
Suspendem-se os nomes. E na sombra
adormecem as coisas. Um latido fulgurante
cria a imprevista ressonância
de um encontro.
As armas de uma aliança resguardam o silêncio.
A mão segreda e aproxima-se
de um pequeno país de música.
A água desliza para dentro da sombra.
num caminho que envolve e não domina,
ágil, tácito, na demora plena
segredo em dócil fluência.
Suspendem-se os nomes. E na sombra
adormecem as coisas. Um latido fulgurante
cria a imprevista ressonância
de um encontro.
As armas de uma aliança resguardam o silêncio.
A mão segreda e aproxima-se
de um pequeno país de música.
A água desliza para dentro da sombra.
1 055
António Ramos Rosa
Mediadora da Água
Cúmplice da água
num caminho que envolve e não domina,
ágil, tácito, na demora plena
segredo em dócil fluência.
Suspendem-se os nomes. E na sombra
adormecem as coisas. Um latido fulgurante
cria a imprevista ressonância
de um encontro.
As armas de uma aliança resguardam o silêncio.
A mão segreda e aproxima-se
de um pequeno país de música.
A água desliza para dentro da sombra.
num caminho que envolve e não domina,
ágil, tácito, na demora plena
segredo em dócil fluência.
Suspendem-se os nomes. E na sombra
adormecem as coisas. Um latido fulgurante
cria a imprevista ressonância
de um encontro.
As armas de uma aliança resguardam o silêncio.
A mão segreda e aproxima-se
de um pequeno país de música.
A água desliza para dentro da sombra.
1 055
António Ramos Rosa
Mediadora da Água
Cúmplice da água
num caminho que envolve e não domina,
ágil, tácito, na demora plena
segredo em dócil fluência.
Suspendem-se os nomes. E na sombra
adormecem as coisas. Um latido fulgurante
cria a imprevista ressonância
de um encontro.
As armas de uma aliança resguardam o silêncio.
A mão segreda e aproxima-se
de um pequeno país de música.
A água desliza para dentro da sombra.
num caminho que envolve e não domina,
ágil, tácito, na demora plena
segredo em dócil fluência.
Suspendem-se os nomes. E na sombra
adormecem as coisas. Um latido fulgurante
cria a imprevista ressonância
de um encontro.
As armas de uma aliança resguardam o silêncio.
A mão segreda e aproxima-se
de um pequeno país de música.
A água desliza para dentro da sombra.
1 055
António Ramos Rosa
Unidade do Silêncio
Unidade do silêncio com o corpo da água
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
1 094
António Ramos Rosa
Unidade do Silêncio
Unidade do silêncio com o corpo da água
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
1 094
António Ramos Rosa
Jardim Sol
A lucidez é uma música da água
a respiração compreende sem imagens
Estamos dentro do incessante enigma
Somos a claridade do enigma
A facilidade é um rio
e um silêncio animal
Luz fácil
luz feliz
sol sem ruído jardim
sol
O caminho é uma pausa
o silêncio sem caminho
a respiração compreende sem imagens
Estamos dentro do incessante enigma
Somos a claridade do enigma
A facilidade é um rio
e um silêncio animal
Luz fácil
luz feliz
sol sem ruído jardim
sol
O caminho é uma pausa
o silêncio sem caminho
1 135
António Ramos Rosa
Jardim Sol
A lucidez é uma música da água
a respiração compreende sem imagens
Estamos dentro do incessante enigma
Somos a claridade do enigma
A facilidade é um rio
e um silêncio animal
Luz fácil
luz feliz
sol sem ruído jardim
sol
O caminho é uma pausa
o silêncio sem caminho
a respiração compreende sem imagens
Estamos dentro do incessante enigma
Somos a claridade do enigma
A facilidade é um rio
e um silêncio animal
Luz fácil
luz feliz
sol sem ruído jardim
sol
O caminho é uma pausa
o silêncio sem caminho
1 135
António Ramos Rosa
Uma Delícia Intacta É o Seu Corpo
Uma delícia intacta é o seu corpo
numa irradiante atmosfera luminosa.
Gracioso repouso de irredutível sentido
e de enigma suave. Nudez de água
intensa
sobre areias verdes.
Um sopro grácil conduz o seu trabalho.
numa irradiante atmosfera luminosa.
Gracioso repouso de irredutível sentido
e de enigma suave. Nudez de água
intensa
sobre areias verdes.
Um sopro grácil conduz o seu trabalho.
1 078
António Ramos Rosa
Uma Delícia Intacta É o Seu Corpo
Uma delícia intacta é o seu corpo
numa irradiante atmosfera luminosa.
Gracioso repouso de irredutível sentido
e de enigma suave. Nudez de água
intensa
sobre areias verdes.
Um sopro grácil conduz o seu trabalho.
numa irradiante atmosfera luminosa.
Gracioso repouso de irredutível sentido
e de enigma suave. Nudez de água
intensa
sobre areias verdes.
Um sopro grácil conduz o seu trabalho.
1 078
António Ramos Rosa
Deixar Sem Caminho Até Ao Alcance
Deixar sem caminho até ao alcance
de não querer possuir
à deriva do silêncio
na súbita tranquilidade do vazio
em que a abertura nos abre e nos sustém.
de não querer possuir
à deriva do silêncio
na súbita tranquilidade do vazio
em que a abertura nos abre e nos sustém.
966
António Ramos Rosa
Deixar Sem Caminho Até Ao Alcance
Deixar sem caminho até ao alcance
de não querer possuir
à deriva do silêncio
na súbita tranquilidade do vazio
em que a abertura nos abre e nos sustém.
de não querer possuir
à deriva do silêncio
na súbita tranquilidade do vazio
em que a abertura nos abre e nos sustém.
966
António Ramos Rosa
Igualando-Me Ao Fundo Sem Saber
Igualando-me ao fundo sem saber
num acorde último, insondável,
vejo um muro e o nada em que ele se ergue
no excesso de uma evidência inicial.
num acorde último, insondável,
vejo um muro e o nada em que ele se ergue
no excesso de uma evidência inicial.
1 137
António Ramos Rosa
Estrias de Ignorância Para Enunciar
Estrias de ignorância para enunciar
o canto material.
o canto material.
988
António Ramos Rosa
Estrias de Ignorância Para Enunciar
Estrias de ignorância para enunciar
o canto material.
o canto material.
988
António Ramos Rosa
Estrias de Ignorância Para Enunciar
Estrias de ignorância para enunciar
o canto material.
o canto material.
988
António Ramos Rosa
Generosidade Nos Flancos Lisos
Generosidade nos flancos lisos
do que dura num voo firme.
Sinuosidades de um insondável estar
na contínua corrente iniciando
o sabor de um abrigo imponderável.
do que dura num voo firme.
Sinuosidades de um insondável estar
na contínua corrente iniciando
o sabor de um abrigo imponderável.
1 087
António Ramos Rosa
Generosidade Nos Flancos Lisos
Generosidade nos flancos lisos
do que dura num voo firme.
Sinuosidades de um insondável estar
na contínua corrente iniciando
o sabor de um abrigo imponderável.
do que dura num voo firme.
Sinuosidades de um insondável estar
na contínua corrente iniciando
o sabor de um abrigo imponderável.
1 087
António Ramos Rosa
Mediadora do Não Lugar
Múltiplas vozes anulam-se
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas
invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.
De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.
Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.
A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
no branco. A visão não é
da vibração dos actos
mas de máscaras brancas
invioláveis. A perspectiva
muda por momentos. Súbitas
muralhas fulgurantes,
uma mão tão antiga como a terra.
De súbito enegrece
a paisagem do mar. Nenhum rosto
ou palavra
ascende da terra.
Apenas uma árvore solitária
e um fogo negro na espuma
enevoada. É o lugar da
disparidade e da cegueira.
A opressão é permanente,
as relações indiscerníveis.
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