Poemas neste tema
Outros
António Ramos Rosa
A Mão Silenciosa Percorre o Dorso Cálido
A mão silenciosa percorre o dorso cálido
que é um adormecer contínuo nos limites.
Nada mais que terra e solidão solar.
Nada treme e tudo está suspenso no vazio.
Nada se diz. É o silêncio da palavra.
que é um adormecer contínuo nos limites.
Nada mais que terra e solidão solar.
Nada treme e tudo está suspenso no vazio.
Nada se diz. É o silêncio da palavra.
1 124
António Ramos Rosa
Gravitação Total Em Torno
Gravitação total em torno
de um contorno adormecido, forma ausente
de uma dança germinal que se retrai,
carícia de um sono imaculado.
de um contorno adormecido, forma ausente
de uma dança germinal que se retrai,
carícia de um sono imaculado.
1 022
António Ramos Rosa
Amar Esta Sombra Que Desliza
Amar esta sombra que desliza
e que é talvez já a presença que nos foge.
e que é talvez já a presença que nos foge.
1 192
António Ramos Rosa
Sem Desígnios Sem Pedir Transparências
Sem desígnios sem pedir transparências
procurar a estância nula.
Onde a afirmação sem fundo
onde secreta continua a linha
cuja vibração se esvai
até ao princípio onde se respira sem desígnios.
procurar a estância nula.
Onde a afirmação sem fundo
onde secreta continua a linha
cuja vibração se esvai
até ao princípio onde se respira sem desígnios.
1 082
António Ramos Rosa
Sem Desígnios Sem Pedir Transparências
Sem desígnios sem pedir transparências
procurar a estância nula.
Onde a afirmação sem fundo
onde secreta continua a linha
cuja vibração se esvai
até ao princípio onde se respira sem desígnios.
procurar a estância nula.
Onde a afirmação sem fundo
onde secreta continua a linha
cuja vibração se esvai
até ao princípio onde se respira sem desígnios.
1 082
António Ramos Rosa
Onde o Pulso Descaminha
Onde o pulso descaminha
por vezes num campo abandonado
é mais perto a terra mais solitária a sombra.
por vezes num campo abandonado
é mais perto a terra mais solitária a sombra.
1 137
António Ramos Rosa
Saborear a Lenta Emanação
Saborear a lenta emanação
do limiar. Sorver a alteridade.
Abrir a luz com deslumbradas mãos.
Traçar a fugidia figura da origem.
do limiar. Sorver a alteridade.
Abrir a luz com deslumbradas mãos.
Traçar a fugidia figura da origem.
1 083
António Ramos Rosa
Dispersa Sede
Dispersa sede
a partir do fundo que não se oculta
nem é abismo
abrindo-se numa afirmação que ondula
em cadência que parece eterna
numa demora que é permanência clara.
a partir do fundo que não se oculta
nem é abismo
abrindo-se numa afirmação que ondula
em cadência que parece eterna
numa demora que é permanência clara.
605
António Ramos Rosa
É Um Rumor Apagado Talvez
É um rumor apagado talvez
a esquiva expansão de um corpo.
Viver seguindo este impulso ténue
através do esquecimento.
a esquiva expansão de um corpo.
Viver seguindo este impulso ténue
através do esquecimento.
632
António Ramos Rosa
Saborear a Alteridade Na Múltipla
Saborear a alteridade na múltipla
divagação de formas silenciosas.
Textura plural a partir da ruptura
donde nasce o movimento inicial.
divagação de formas silenciosas.
Textura plural a partir da ruptura
donde nasce o movimento inicial.
635
António Ramos Rosa
Saborear a Alteridade Na Múltipla
Saborear a alteridade na múltipla
divagação de formas silenciosas.
Textura plural a partir da ruptura
donde nasce o movimento inicial.
divagação de formas silenciosas.
Textura plural a partir da ruptura
donde nasce o movimento inicial.
635
António Ramos Rosa
Num Ponto Qualquer
Num ponto qualquer
sensualmente subtil
algo que antes não servia para nada
irradia agora habitada surpresa.
sensualmente subtil
algo que antes não servia para nada
irradia agora habitada surpresa.
1 129
António Ramos Rosa
Num Ponto Qualquer
Num ponto qualquer
sensualmente subtil
algo que antes não servia para nada
irradia agora habitada surpresa.
sensualmente subtil
algo que antes não servia para nada
irradia agora habitada surpresa.
1 129
António Ramos Rosa
A Distância Que Nasce Na Frescura
A distância que nasce na frescura
da distorção fluida
todos os sinais são pontes para
o implantado segredo da espessura.
da distorção fluida
todos os sinais são pontes para
o implantado segredo da espessura.
1 098
António Ramos Rosa
A Brecha Aberta Pelo Gesto
A brecha aberta pelo gesto
apaga todas as fórmulas. Do rio
nasce a palavra que corre para o fogo.
Outra boca se abre inicial, perdida.
apaga todas as fórmulas. Do rio
nasce a palavra que corre para o fogo.
Outra boca se abre inicial, perdida.
958
António Ramos Rosa
A Brecha Aberta Pelo Gesto
A brecha aberta pelo gesto
apaga todas as fórmulas. Do rio
nasce a palavra que corre para o fogo.
Outra boca se abre inicial, perdida.
apaga todas as fórmulas. Do rio
nasce a palavra que corre para o fogo.
Outra boca se abre inicial, perdida.
958
António Ramos Rosa
A Brecha Aberta Pelo Gesto
A brecha aberta pelo gesto
apaga todas as fórmulas. Do rio
nasce a palavra que corre para o fogo.
Outra boca se abre inicial, perdida.
apaga todas as fórmulas. Do rio
nasce a palavra que corre para o fogo.
Outra boca se abre inicial, perdida.
958
António Ramos Rosa
É o Lugar. As Cores Rodam
É o lugar. As cores rodam
no silêncio, um leque branco.
Não mais nomes que não se reinventem,
sentindo a delicadeza do ar,
o dorso fascinante tão próximo e longínquo.
no silêncio, um leque branco.
Não mais nomes que não se reinventem,
sentindo a delicadeza do ar,
o dorso fascinante tão próximo e longínquo.
1 067
António Ramos Rosa
É o Lugar. As Cores Rodam
É o lugar. As cores rodam
no silêncio, um leque branco.
Não mais nomes que não se reinventem,
sentindo a delicadeza do ar,
o dorso fascinante tão próximo e longínquo.
no silêncio, um leque branco.
Não mais nomes que não se reinventem,
sentindo a delicadeza do ar,
o dorso fascinante tão próximo e longínquo.
1 067
António Ramos Rosa
É o Lugar. As Cores Rodam
É o lugar. As cores rodam
no silêncio, um leque branco.
Não mais nomes que não se reinventem,
sentindo a delicadeza do ar,
o dorso fascinante tão próximo e longínquo.
no silêncio, um leque branco.
Não mais nomes que não se reinventem,
sentindo a delicadeza do ar,
o dorso fascinante tão próximo e longínquo.
1 067
António Ramos Rosa
Meditar a Pausa do Acaso Feliz
Meditar a pausa do acaso feliz.
Uma ordem dócil, subterrânea, fiel.
As formas ondulam na morada simples.
Uma efusão nasce do emergir de um mundo.
Uma ordem dócil, subterrânea, fiel.
As formas ondulam na morada simples.
Uma efusão nasce do emergir de um mundo.
985
António Ramos Rosa
A Partir do Deserto
Abre-se o espaço uma corola se abre
a partir do deserto
um silêncio se apaga outro silêncio de água
Desce a dançarina exacta
até ao extremo da brancura
A noite é verde
na distância dos cabelos
Nenhuma imagem subsiste
Nenhuma gota de sangue
O sol repousa numa obscura nuvem
Absoluta a suavidade sem espera
um aroma sem aroma
o silêncio entre os corpos
a partir do deserto
um silêncio se apaga outro silêncio de água
Desce a dançarina exacta
até ao extremo da brancura
A noite é verde
na distância dos cabelos
Nenhuma imagem subsiste
Nenhuma gota de sangue
O sol repousa numa obscura nuvem
Absoluta a suavidade sem espera
um aroma sem aroma
o silêncio entre os corpos
1 097
António Ramos Rosa
A Partir do Deserto
Abre-se o espaço uma corola se abre
a partir do deserto
um silêncio se apaga outro silêncio de água
Desce a dançarina exacta
até ao extremo da brancura
A noite é verde
na distância dos cabelos
Nenhuma imagem subsiste
Nenhuma gota de sangue
O sol repousa numa obscura nuvem
Absoluta a suavidade sem espera
um aroma sem aroma
o silêncio entre os corpos
a partir do deserto
um silêncio se apaga outro silêncio de água
Desce a dançarina exacta
até ao extremo da brancura
A noite é verde
na distância dos cabelos
Nenhuma imagem subsiste
Nenhuma gota de sangue
O sol repousa numa obscura nuvem
Absoluta a suavidade sem espera
um aroma sem aroma
o silêncio entre os corpos
1 097
António Ramos Rosa
No Limiar
Uma qualidade nocturna e quase amante
talvez violenta e no entanto branca
desperta uma abóbada de arvoredo
um rumor lento uma nudez de sono
e grandes tufos de contornos negros
É um domínio aqui uma convergência de fluxos
Nenhuma imagem se abre na clareira igual
Uma palavra ou o silêncio a ligeireza do ar.
talvez violenta e no entanto branca
desperta uma abóbada de arvoredo
um rumor lento uma nudez de sono
e grandes tufos de contornos negros
É um domínio aqui uma convergência de fluxos
Nenhuma imagem se abre na clareira igual
Uma palavra ou o silêncio a ligeireza do ar.
1 000