Poemas neste tema
Outros
António Ramos Rosa
44. Permanecer Aqui (E Quando?)
44
Permanecer aqui (e quando?)
iniciará o quando que não se sabe
e adoraremos o sol do corpo breve.
No percurso ou no aspecto da sombra
abriremos um veio de felicidade límpida
e seremos os que não sabem e salvam
a brevidade do não viver sem sol.
Animais e barcos cintilações e sombras
pureza das pernas sem adornos nobres
pedra da permanência e do percurso límpido.
Permanecer aqui (e quando?)
iniciará o quando que não se sabe
e adoraremos o sol do corpo breve.
No percurso ou no aspecto da sombra
abriremos um veio de felicidade límpida
e seremos os que não sabem e salvam
a brevidade do não viver sem sol.
Animais e barcos cintilações e sombras
pureza das pernas sem adornos nobres
pedra da permanência e do percurso límpido.
922
António Ramos Rosa
33. o Pensamento Será o Fruto E a Forma
33
O pensamento será o fruto e a forma
do próprio jeito do ser a imagem nula.
Os dedos dirão terra folha feliz terra.
Não grave nem límpida duplo encontro
na brisa neblina duplicada imagem
na água reflectindo o corpo e sua sombra.
Dupla imagem na simplicidade pura
da casa inabitada, verde espaço
de não pensar de não ser do duplo ser.
O pensamento será o fruto e a forma
do próprio jeito do ser a imagem nula.
Os dedos dirão terra folha feliz terra.
Não grave nem límpida duplo encontro
na brisa neblina duplicada imagem
na água reflectindo o corpo e sua sombra.
Dupla imagem na simplicidade pura
da casa inabitada, verde espaço
de não pensar de não ser do duplo ser.
515
António Ramos Rosa
31. É Uma Mulher Inequívoca Oscilante
31
É uma mulher inequívoca oscilante
com a lâmpada entre os espinhos e fugindo
sob as folhas dos plátanos sob as ondas
dos animais que crescem sob a lua
e em que as moedas brancas se iluminam
revelando a ligeireza das sandálias.
Os seus seios irrigam os quadris
e os seus lábios são de terra azul.
Ela é abelha é lâmpada é uma vértebra
é um canto uma árvore
um ramo do ar.
É uma mulher inequívoca oscilante
com a lâmpada entre os espinhos e fugindo
sob as folhas dos plátanos sob as ondas
dos animais que crescem sob a lua
e em que as moedas brancas se iluminam
revelando a ligeireza das sandálias.
Os seus seios irrigam os quadris
e os seus lábios são de terra azul.
Ela é abelha é lâmpada é uma vértebra
é um canto uma árvore
um ramo do ar.
592
António Ramos Rosa
55. Terra Não Só do Olhar Mas da Boca Límpida
55
Terra não só do olhar mas da boca límpida
e grafia do pulso língua absoluta
com uma perspectiva perene e sempre verde
tapeçaria subjacente e os socalcos da encosta.
Entusiasmo quase sem cor às vezes
no sem-cor da língua na escrita viva
ó terra do pulso e sexo secreto
macieza maternal do pai na escrita.
Tu dirás sempre e nunca a terra
tu serás não formosa mas terrestre bela
com um vasto conjunto dos aspectos
com um conjunto negro e amoroso.
Terra não só do olhar mas da boca límpida
e grafia do pulso língua absoluta
com uma perspectiva perene e sempre verde
tapeçaria subjacente e os socalcos da encosta.
Entusiasmo quase sem cor às vezes
no sem-cor da língua na escrita viva
ó terra do pulso e sexo secreto
macieza maternal do pai na escrita.
Tu dirás sempre e nunca a terra
tu serás não formosa mas terrestre bela
com um vasto conjunto dos aspectos
com um conjunto negro e amoroso.
1 154
António Ramos Rosa
55. Terra Não Só do Olhar Mas da Boca Límpida
55
Terra não só do olhar mas da boca límpida
e grafia do pulso língua absoluta
com uma perspectiva perene e sempre verde
tapeçaria subjacente e os socalcos da encosta.
Entusiasmo quase sem cor às vezes
no sem-cor da língua na escrita viva
ó terra do pulso e sexo secreto
macieza maternal do pai na escrita.
Tu dirás sempre e nunca a terra
tu serás não formosa mas terrestre bela
com um vasto conjunto dos aspectos
com um conjunto negro e amoroso.
Terra não só do olhar mas da boca límpida
e grafia do pulso língua absoluta
com uma perspectiva perene e sempre verde
tapeçaria subjacente e os socalcos da encosta.
Entusiasmo quase sem cor às vezes
no sem-cor da língua na escrita viva
ó terra do pulso e sexo secreto
macieza maternal do pai na escrita.
Tu dirás sempre e nunca a terra
tu serás não formosa mas terrestre bela
com um vasto conjunto dos aspectos
com um conjunto negro e amoroso.
1 154
António Ramos Rosa
59. Consoladora (Como) Considerando Estrelas
59
Consoladora (como) considerando estrelas
imprevistas aqui a mão mantendo a mão
como parte inerente a outro corpo escrito
inversão não ou vida, inclusão no viver.
Perante um tu que não se evoca aqui
perante um tu que é desejo de
invocação e terra, negação do sangue,
ou inscrição do sangue na madeira negra.
Tudo o que consome o sabor da terra
será a consumação do culto desta terra
que não é jardim mas cujo espaço é o espaço
e um jardim que se ama: o jardim do espaço.
Consoladora (como) considerando estrelas
imprevistas aqui a mão mantendo a mão
como parte inerente a outro corpo escrito
inversão não ou vida, inclusão no viver.
Perante um tu que não se evoca aqui
perante um tu que é desejo de
invocação e terra, negação do sangue,
ou inscrição do sangue na madeira negra.
Tudo o que consome o sabor da terra
será a consumação do culto desta terra
que não é jardim mas cujo espaço é o espaço
e um jardim que se ama: o jardim do espaço.
982
António Ramos Rosa
19. o Desenlace (Aqui) Petrificado
19
O desenlace (aqui) petrificado
isto de istmo, era de hera
a qualidade em resultado absoluto
aqui reverdecendo — o jorro e a perna
na só imagem que unifica a frase
no extremo sopro da velocidade.
— Verbo de pedra em profecia, sem
a pedra — substância, no não do sopro
que ilumina a terra no interior da terra.
O desenlace (aqui) petrificado
isto de istmo, era de hera
a qualidade em resultado absoluto
aqui reverdecendo — o jorro e a perna
na só imagem que unifica a frase
no extremo sopro da velocidade.
— Verbo de pedra em profecia, sem
a pedra — substância, no não do sopro
que ilumina a terra no interior da terra.
1 134
António Ramos Rosa
19. o Desenlace (Aqui) Petrificado
19
O desenlace (aqui) petrificado
isto de istmo, era de hera
a qualidade em resultado absoluto
aqui reverdecendo — o jorro e a perna
na só imagem que unifica a frase
no extremo sopro da velocidade.
— Verbo de pedra em profecia, sem
a pedra — substância, no não do sopro
que ilumina a terra no interior da terra.
O desenlace (aqui) petrificado
isto de istmo, era de hera
a qualidade em resultado absoluto
aqui reverdecendo — o jorro e a perna
na só imagem que unifica a frase
no extremo sopro da velocidade.
— Verbo de pedra em profecia, sem
a pedra — substância, no não do sopro
que ilumina a terra no interior da terra.
1 134
António Ramos Rosa
19. o Desenlace (Aqui) Petrificado
19
O desenlace (aqui) petrificado
isto de istmo, era de hera
a qualidade em resultado absoluto
aqui reverdecendo — o jorro e a perna
na só imagem que unifica a frase
no extremo sopro da velocidade.
— Verbo de pedra em profecia, sem
a pedra — substância, no não do sopro
que ilumina a terra no interior da terra.
O desenlace (aqui) petrificado
isto de istmo, era de hera
a qualidade em resultado absoluto
aqui reverdecendo — o jorro e a perna
na só imagem que unifica a frase
no extremo sopro da velocidade.
— Verbo de pedra em profecia, sem
a pedra — substância, no não do sopro
que ilumina a terra no interior da terra.
1 134
António Ramos Rosa
17. Purificada Pela Paz Dos Olhos Lindos
17
Purificada pela paz dos olhos lindos
sob o arbusto frio
ilimitada a pobreza a amêndoa incorruptível.
Filha de quem dormindo sob
a ameaça da sílaba sinistra
filha de nada e da noite da árvore.
Por quem a sílaba formada
por quem ou pela nuvem enublada
armada pela mão da morte armada.
Purificada pela paz dos olhos lindos
sob o arbusto frio
ilimitada a pobreza a amêndoa incorruptível.
Filha de quem dormindo sob
a ameaça da sílaba sinistra
filha de nada e da noite da árvore.
Por quem a sílaba formada
por quem ou pela nuvem enublada
armada pela mão da morte armada.
1 101
António Ramos Rosa
47. Trata-Se da Escrita E do Objecto, a Coisa
47
Trata-se da escrita e do objecto, a coisa
táctil ansiosa busca no amor da mesa
dom de incandescência a que se chama lâmpada
e contra a exuberância da tirania idêntica.
Ferida amorosa na obscuridade verde
folhagem na parede reflexos na lâmina
donde emerge o sem-sentido da quimera terrestre.
Ó eternidade efémera da palavra terra
mão da sombra e pedra e fogo impuro
bronze do seio istmo dos instantes.
Trata-se da escrita e do objecto, a coisa
táctil ansiosa busca no amor da mesa
dom de incandescência a que se chama lâmpada
e contra a exuberância da tirania idêntica.
Ferida amorosa na obscuridade verde
folhagem na parede reflexos na lâmina
donde emerge o sem-sentido da quimera terrestre.
Ó eternidade efémera da palavra terra
mão da sombra e pedra e fogo impuro
bronze do seio istmo dos instantes.
979
António Ramos Rosa
47. Trata-Se da Escrita E do Objecto, a Coisa
47
Trata-se da escrita e do objecto, a coisa
táctil ansiosa busca no amor da mesa
dom de incandescência a que se chama lâmpada
e contra a exuberância da tirania idêntica.
Ferida amorosa na obscuridade verde
folhagem na parede reflexos na lâmina
donde emerge o sem-sentido da quimera terrestre.
Ó eternidade efémera da palavra terra
mão da sombra e pedra e fogo impuro
bronze do seio istmo dos instantes.
Trata-se da escrita e do objecto, a coisa
táctil ansiosa busca no amor da mesa
dom de incandescência a que se chama lâmpada
e contra a exuberância da tirania idêntica.
Ferida amorosa na obscuridade verde
folhagem na parede reflexos na lâmina
donde emerge o sem-sentido da quimera terrestre.
Ó eternidade efémera da palavra terra
mão da sombra e pedra e fogo impuro
bronze do seio istmo dos instantes.
979
António Ramos Rosa
41. Este (Adormecido) Na Substância do Sopro
41
Este (adormecido) na substância do sopro
triste na rua triste
entristecendo a rua na sua estreita altura.
Este (o outro) o nome que passeia
de árvore em árvore e não pergunta
conhece o quê e os seus telhados e os seus trapos.
Conhece o quê? desconhece a rosa
ele adormecido na multidão de pedra
conhece algum recurso que é o seu próprio curso.
Este (adormecido) na substância do sopro
triste na rua triste
entristecendo a rua na sua estreita altura.
Este (o outro) o nome que passeia
de árvore em árvore e não pergunta
conhece o quê e os seus telhados e os seus trapos.
Conhece o quê? desconhece a rosa
ele adormecido na multidão de pedra
conhece algum recurso que é o seu próprio curso.
981
António Ramos Rosa
24. Alguém o Disse — o Jorro
24
Alguém o disse — o jorro
das pernas brancas e as jarras azuis
exuberância imprópria de ser pobre.
Mas há uma florescência vivaz e límpida
na pobreza essencial contra o sentido
da autoridade — isto é
uma arbitrária terra que é a terra
invisível visível pobre e rica.
Terra serás salva serás terra
e se não o fores aqui se nunca fores
que sejas negação e negação
e tristeza e pobreza e nunca aberta.
Alguém o disse — o jorro
das pernas brancas e as jarras azuis
exuberância imprópria de ser pobre.
Mas há uma florescência vivaz e límpida
na pobreza essencial contra o sentido
da autoridade — isto é
uma arbitrária terra que é a terra
invisível visível pobre e rica.
Terra serás salva serás terra
e se não o fores aqui se nunca fores
que sejas negação e negação
e tristeza e pobreza e nunca aberta.
1 120
António Ramos Rosa
28. Trémulas — de Quê — Ó Trémulas
28
Trémulas — de quê — ó trémulas.
Os raios imperceptíveis mas
cobrindo o aspecto da sombra e o seio da pomba.
Abrem-se e não cintilam pobres de
pobreza da terra não dita ou impossível
ou ainda e sempre e sempre oculta
o não da terra sendo a terra única.
Trémulas e pobres, pobres trémulas
vamos, abram-se aqui sem nenhuma
poesia na não terra mas terra pobre terra.
Trémulas — de quê — ó trémulas.
Os raios imperceptíveis mas
cobrindo o aspecto da sombra e o seio da pomba.
Abrem-se e não cintilam pobres de
pobreza da terra não dita ou impossível
ou ainda e sempre e sempre oculta
o não da terra sendo a terra única.
Trémulas e pobres, pobres trémulas
vamos, abram-se aqui sem nenhuma
poesia na não terra mas terra pobre terra.
1 069
António Ramos Rosa
28. Trémulas — de Quê — Ó Trémulas
28
Trémulas — de quê — ó trémulas.
Os raios imperceptíveis mas
cobrindo o aspecto da sombra e o seio da pomba.
Abrem-se e não cintilam pobres de
pobreza da terra não dita ou impossível
ou ainda e sempre e sempre oculta
o não da terra sendo a terra única.
Trémulas e pobres, pobres trémulas
vamos, abram-se aqui sem nenhuma
poesia na não terra mas terra pobre terra.
Trémulas — de quê — ó trémulas.
Os raios imperceptíveis mas
cobrindo o aspecto da sombra e o seio da pomba.
Abrem-se e não cintilam pobres de
pobreza da terra não dita ou impossível
ou ainda e sempre e sempre oculta
o não da terra sendo a terra única.
Trémulas e pobres, pobres trémulas
vamos, abram-se aqui sem nenhuma
poesia na não terra mas terra pobre terra.
1 069
António Ramos Rosa
40. o Cão Sem Sombra E a Face Oblíqua
40
O cão sem sombra e a face oblíqua
na infância azul da face
uma janela alta o vazio os astros.
Um gesto da matéria amorosa negra
a flecha do não ser na ferrugem do muro
a questão interrompida o sexo nu.
Quando no opaco a oblíqua ferida
rasga as paralelas do ser e a flecha fere
a outra flecha vermelha na ferrugem.
O cão sem sombra e a face oblíqua
na infância azul da face
uma janela alta o vazio os astros.
Um gesto da matéria amorosa negra
a flecha do não ser na ferrugem do muro
a questão interrompida o sexo nu.
Quando no opaco a oblíqua ferida
rasga as paralelas do ser e a flecha fere
a outra flecha vermelha na ferrugem.
1 081
António Ramos Rosa
43. Definição do Dia Pela Palavra do Corpo
43
Definição do dia pela palavra do corpo
aceso: cintilação das imagens sob
a escrita não límpida e escrita impura
da negra verdura do não saber exacto.
A aranha verde da folhagem verde
tece as linhas de linguagem e sombra
ardente e esquece o que tece esquece a arma
o corpo do desejo armas discretas.
Quem saberá do silêncio das folhas
e da perspectiva incendiada sob
a não verdade a confusão o medo.
Definição do dia pela palavra do corpo
aceso: cintilação das imagens sob
a escrita não límpida e escrita impura
da negra verdura do não saber exacto.
A aranha verde da folhagem verde
tece as linhas de linguagem e sombra
ardente e esquece o que tece esquece a arma
o corpo do desejo armas discretas.
Quem saberá do silêncio das folhas
e da perspectiva incendiada sob
a não verdade a confusão o medo.
1 073
António Ramos Rosa
43. Definição do Dia Pela Palavra do Corpo
43
Definição do dia pela palavra do corpo
aceso: cintilação das imagens sob
a escrita não límpida e escrita impura
da negra verdura do não saber exacto.
A aranha verde da folhagem verde
tece as linhas de linguagem e sombra
ardente e esquece o que tece esquece a arma
o corpo do desejo armas discretas.
Quem saberá do silêncio das folhas
e da perspectiva incendiada sob
a não verdade a confusão o medo.
Definição do dia pela palavra do corpo
aceso: cintilação das imagens sob
a escrita não límpida e escrita impura
da negra verdura do não saber exacto.
A aranha verde da folhagem verde
tece as linhas de linguagem e sombra
ardente e esquece o que tece esquece a arma
o corpo do desejo armas discretas.
Quem saberá do silêncio das folhas
e da perspectiva incendiada sob
a não verdade a confusão o medo.
1 073
António Ramos Rosa
43. Definição do Dia Pela Palavra do Corpo
43
Definição do dia pela palavra do corpo
aceso: cintilação das imagens sob
a escrita não límpida e escrita impura
da negra verdura do não saber exacto.
A aranha verde da folhagem verde
tece as linhas de linguagem e sombra
ardente e esquece o que tece esquece a arma
o corpo do desejo armas discretas.
Quem saberá do silêncio das folhas
e da perspectiva incendiada sob
a não verdade a confusão o medo.
Definição do dia pela palavra do corpo
aceso: cintilação das imagens sob
a escrita não límpida e escrita impura
da negra verdura do não saber exacto.
A aranha verde da folhagem verde
tece as linhas de linguagem e sombra
ardente e esquece o que tece esquece a arma
o corpo do desejo armas discretas.
Quem saberá do silêncio das folhas
e da perspectiva incendiada sob
a não verdade a confusão o medo.
1 073
António Ramos Rosa
57. a Tentação do Não Dito Na Folha Branca
57
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
1 042
António Ramos Rosa
57. a Tentação do Não Dito Na Folha Branca
57
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
1 042
António Ramos Rosa
57. a Tentação do Não Dito Na Folha Branca
57
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
1 042
António Ramos Rosa
57. a Tentação do Não Dito Na Folha Branca
57
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
A tentação do não dito na folha branca
no intervalo de
pequena boca de pedra ao rés da terra
pulso impermanente obstinadamente.
Poderia ser: és: esta
pequena forma de não saber
murmúrio não essencial
que pode ser a árvore pedra a mão da pedra.
E tentação da terra (sempre)
com o pulso indelicado duro
na sua recente pressão sobre o papel.
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