Poemas neste tema
Outros
Maurício Batarce
A Sombra de Meu Viver
Penso em você nesse momento...
Seus olhos iluminam minhas noites,
Seus cabelos esvoaçam ao vento
E sua voz me chama a todo momento.
Meu mundo está a seus pés
E navego em lago dourado...
Seus olhos superam o poder das marés
E carregam meus versos minguados.
Você é tão bela quanto a natureza
E tem sonhos tão leves quanto a bruma.
Foi feita com extrema beleza
E tem a maciez da pluma.
Não existem palavras para você
Que é a essência de meu ser;
Não existem formas para me expressar
Porque você é a sombra de meu viver...
Seus olhos iluminam minhas noites,
Seus cabelos esvoaçam ao vento
E sua voz me chama a todo momento.
Meu mundo está a seus pés
E navego em lago dourado...
Seus olhos superam o poder das marés
E carregam meus versos minguados.
Você é tão bela quanto a natureza
E tem sonhos tão leves quanto a bruma.
Foi feita com extrema beleza
E tem a maciez da pluma.
Não existem palavras para você
Que é a essência de meu ser;
Não existem formas para me expressar
Porque você é a sombra de meu viver...
808
Maurício Batarce
A Sombra de Meu Viver
Penso em você nesse momento...
Seus olhos iluminam minhas noites,
Seus cabelos esvoaçam ao vento
E sua voz me chama a todo momento.
Meu mundo está a seus pés
E navego em lago dourado...
Seus olhos superam o poder das marés
E carregam meus versos minguados.
Você é tão bela quanto a natureza
E tem sonhos tão leves quanto a bruma.
Foi feita com extrema beleza
E tem a maciez da pluma.
Não existem palavras para você
Que é a essência de meu ser;
Não existem formas para me expressar
Porque você é a sombra de meu viver...
Seus olhos iluminam minhas noites,
Seus cabelos esvoaçam ao vento
E sua voz me chama a todo momento.
Meu mundo está a seus pés
E navego em lago dourado...
Seus olhos superam o poder das marés
E carregam meus versos minguados.
Você é tão bela quanto a natureza
E tem sonhos tão leves quanto a bruma.
Foi feita com extrema beleza
E tem a maciez da pluma.
Não existem palavras para você
Que é a essência de meu ser;
Não existem formas para me expressar
Porque você é a sombra de meu viver...
808
Maurício Batarce
Uma História de Amor
A brisa gloriosa da noite
Tocava o rosto daquele que,
Olhando para o céu,
Desmitificava as estrelas...
Uma sensação prazerosa o envolvia
E seus braços em forma de cruz
Determinavam seu estado de vida.
Ao seu lado, a mais bela,
A mais linda estrela da noite...
Cantavam as vozes dos vaga-lumes
E uma idéia em versos
Ia se formando na inspiração oculta...
Tudo era milagrosamente harmônico.
Uma face iluminou a noite
No auge de seu romantismo:
Semblante, rugas, experiência...
Humildade, carinho, amizades...
A peça teatral da vida
Se dividia em infinitos atos
E as cortinas se abriam
Para um público tão amplo
Quanto o amor dos personagens...
A atriz encenava carícias
Tão graciosas quanto a bruma noturna.
Com passos de bailarina,
Seu rosto continha uma expressão
De dó e compaixão que consumiam o ator...
No envolvimento do minuando,
Duas pombas pousaram
E captaram os pensamentos
Do ator no infinito...
Ator...Atriz...Silêncio...
As cortinas se fecham...
Tocava o rosto daquele que,
Olhando para o céu,
Desmitificava as estrelas...
Uma sensação prazerosa o envolvia
E seus braços em forma de cruz
Determinavam seu estado de vida.
Ao seu lado, a mais bela,
A mais linda estrela da noite...
Cantavam as vozes dos vaga-lumes
E uma idéia em versos
Ia se formando na inspiração oculta...
Tudo era milagrosamente harmônico.
Uma face iluminou a noite
No auge de seu romantismo:
Semblante, rugas, experiência...
Humildade, carinho, amizades...
A peça teatral da vida
Se dividia em infinitos atos
E as cortinas se abriam
Para um público tão amplo
Quanto o amor dos personagens...
A atriz encenava carícias
Tão graciosas quanto a bruma noturna.
Com passos de bailarina,
Seu rosto continha uma expressão
De dó e compaixão que consumiam o ator...
No envolvimento do minuando,
Duas pombas pousaram
E captaram os pensamentos
Do ator no infinito...
Ator...Atriz...Silêncio...
As cortinas se fecham...
1 016
Maurício Batarce
Uma História de Amor
A brisa gloriosa da noite
Tocava o rosto daquele que,
Olhando para o céu,
Desmitificava as estrelas...
Uma sensação prazerosa o envolvia
E seus braços em forma de cruz
Determinavam seu estado de vida.
Ao seu lado, a mais bela,
A mais linda estrela da noite...
Cantavam as vozes dos vaga-lumes
E uma idéia em versos
Ia se formando na inspiração oculta...
Tudo era milagrosamente harmônico.
Uma face iluminou a noite
No auge de seu romantismo:
Semblante, rugas, experiência...
Humildade, carinho, amizades...
A peça teatral da vida
Se dividia em infinitos atos
E as cortinas se abriam
Para um público tão amplo
Quanto o amor dos personagens...
A atriz encenava carícias
Tão graciosas quanto a bruma noturna.
Com passos de bailarina,
Seu rosto continha uma expressão
De dó e compaixão que consumiam o ator...
No envolvimento do minuando,
Duas pombas pousaram
E captaram os pensamentos
Do ator no infinito...
Ator...Atriz...Silêncio...
As cortinas se fecham...
Tocava o rosto daquele que,
Olhando para o céu,
Desmitificava as estrelas...
Uma sensação prazerosa o envolvia
E seus braços em forma de cruz
Determinavam seu estado de vida.
Ao seu lado, a mais bela,
A mais linda estrela da noite...
Cantavam as vozes dos vaga-lumes
E uma idéia em versos
Ia se formando na inspiração oculta...
Tudo era milagrosamente harmônico.
Uma face iluminou a noite
No auge de seu romantismo:
Semblante, rugas, experiência...
Humildade, carinho, amizades...
A peça teatral da vida
Se dividia em infinitos atos
E as cortinas se abriam
Para um público tão amplo
Quanto o amor dos personagens...
A atriz encenava carícias
Tão graciosas quanto a bruma noturna.
Com passos de bailarina,
Seu rosto continha uma expressão
De dó e compaixão que consumiam o ator...
No envolvimento do minuando,
Duas pombas pousaram
E captaram os pensamentos
Do ator no infinito...
Ator...Atriz...Silêncio...
As cortinas se fecham...
1 016
Maurício Batarce
Uma História de Amor
A brisa gloriosa da noite
Tocava o rosto daquele que,
Olhando para o céu,
Desmitificava as estrelas...
Uma sensação prazerosa o envolvia
E seus braços em forma de cruz
Determinavam seu estado de vida.
Ao seu lado, a mais bela,
A mais linda estrela da noite...
Cantavam as vozes dos vaga-lumes
E uma idéia em versos
Ia se formando na inspiração oculta...
Tudo era milagrosamente harmônico.
Uma face iluminou a noite
No auge de seu romantismo:
Semblante, rugas, experiência...
Humildade, carinho, amizades...
A peça teatral da vida
Se dividia em infinitos atos
E as cortinas se abriam
Para um público tão amplo
Quanto o amor dos personagens...
A atriz encenava carícias
Tão graciosas quanto a bruma noturna.
Com passos de bailarina,
Seu rosto continha uma expressão
De dó e compaixão que consumiam o ator...
No envolvimento do minuando,
Duas pombas pousaram
E captaram os pensamentos
Do ator no infinito...
Ator...Atriz...Silêncio...
As cortinas se fecham...
Tocava o rosto daquele que,
Olhando para o céu,
Desmitificava as estrelas...
Uma sensação prazerosa o envolvia
E seus braços em forma de cruz
Determinavam seu estado de vida.
Ao seu lado, a mais bela,
A mais linda estrela da noite...
Cantavam as vozes dos vaga-lumes
E uma idéia em versos
Ia se formando na inspiração oculta...
Tudo era milagrosamente harmônico.
Uma face iluminou a noite
No auge de seu romantismo:
Semblante, rugas, experiência...
Humildade, carinho, amizades...
A peça teatral da vida
Se dividia em infinitos atos
E as cortinas se abriam
Para um público tão amplo
Quanto o amor dos personagens...
A atriz encenava carícias
Tão graciosas quanto a bruma noturna.
Com passos de bailarina,
Seu rosto continha uma expressão
De dó e compaixão que consumiam o ator...
No envolvimento do minuando,
Duas pombas pousaram
E captaram os pensamentos
Do ator no infinito...
Ator...Atriz...Silêncio...
As cortinas se fecham...
1 016
Marta Gonçalves
Homens de Lã
Todos os limites planaram
na linha do infinito. Descobrirei
o segredo das sementes, a calma
de suas raízes. O peixe, o barco
no mar. Anjos mergulhando sorrisos
no rosto. Terra orvalhada de chuva.
Montanhas vasando imagens do vento.
Antes da queda do poeta,
carneiros não deixarão os homens
roubar a lã.
na linha do infinito. Descobrirei
o segredo das sementes, a calma
de suas raízes. O peixe, o barco
no mar. Anjos mergulhando sorrisos
no rosto. Terra orvalhada de chuva.
Montanhas vasando imagens do vento.
Antes da queda do poeta,
carneiros não deixarão os homens
roubar a lã.
755
Maurício Batarce
Homenagem ao Poeta
Nos dias em que o pensamento inexiste
E que a Natureza é triste,
Precisamos do imaginário...
O poeta, através de pequenos grãos de sentimento,
Envolvidos por sons que se dissipam ao vento,
Saúda a vida, brindando-a
Com o vinho das palavras...
Consegue decifrar a mensagem divina dos versos
Através da inspiração
E floresce os campos estéreis da tristeza...
Obrigado poeta por nos apresentar
Sua contribuição valorosa,
Obrigado por nos perfumar com suas rosas.
Obrigado poeta...
E que a Natureza é triste,
Precisamos do imaginário...
O poeta, através de pequenos grãos de sentimento,
Envolvidos por sons que se dissipam ao vento,
Saúda a vida, brindando-a
Com o vinho das palavras...
Consegue decifrar a mensagem divina dos versos
Através da inspiração
E floresce os campos estéreis da tristeza...
Obrigado poeta por nos apresentar
Sua contribuição valorosa,
Obrigado por nos perfumar com suas rosas.
Obrigado poeta...
775
Maurício Batarce
Homenagem ao Poeta
Nos dias em que o pensamento inexiste
E que a Natureza é triste,
Precisamos do imaginário...
O poeta, através de pequenos grãos de sentimento,
Envolvidos por sons que se dissipam ao vento,
Saúda a vida, brindando-a
Com o vinho das palavras...
Consegue decifrar a mensagem divina dos versos
Através da inspiração
E floresce os campos estéreis da tristeza...
Obrigado poeta por nos apresentar
Sua contribuição valorosa,
Obrigado por nos perfumar com suas rosas.
Obrigado poeta...
E que a Natureza é triste,
Precisamos do imaginário...
O poeta, através de pequenos grãos de sentimento,
Envolvidos por sons que se dissipam ao vento,
Saúda a vida, brindando-a
Com o vinho das palavras...
Consegue decifrar a mensagem divina dos versos
Através da inspiração
E floresce os campos estéreis da tristeza...
Obrigado poeta por nos apresentar
Sua contribuição valorosa,
Obrigado por nos perfumar com suas rosas.
Obrigado poeta...
775
Maurício Batarce
Homenagem ao Poeta
Nos dias em que o pensamento inexiste
E que a Natureza é triste,
Precisamos do imaginário...
O poeta, através de pequenos grãos de sentimento,
Envolvidos por sons que se dissipam ao vento,
Saúda a vida, brindando-a
Com o vinho das palavras...
Consegue decifrar a mensagem divina dos versos
Através da inspiração
E floresce os campos estéreis da tristeza...
Obrigado poeta por nos apresentar
Sua contribuição valorosa,
Obrigado por nos perfumar com suas rosas.
Obrigado poeta...
E que a Natureza é triste,
Precisamos do imaginário...
O poeta, através de pequenos grãos de sentimento,
Envolvidos por sons que se dissipam ao vento,
Saúda a vida, brindando-a
Com o vinho das palavras...
Consegue decifrar a mensagem divina dos versos
Através da inspiração
E floresce os campos estéreis da tristeza...
Obrigado poeta por nos apresentar
Sua contribuição valorosa,
Obrigado por nos perfumar com suas rosas.
Obrigado poeta...
775
Marta Gonçalves
O Retrato
(Em memória de Teresinha, minha irmã, em seu aniversário).
Na tarde o perfume da gardênia
os sóis entrando na vidraça.
O retrato navega no oceano
com olhos de tempestade.
Nasce uma rosa em março
nascem passos de ausência
na alma.
Na cristaleira o licor
o licor guardado
na interminável partida.
Vieste alimentar os pássaros
no alpendre
vieste guarnecer de lágrima os olhos.
Há dias preparo as paredes
preparo a cadeira marrom
preparo a carcaça.
Tua figura traz uma mensagem
que se desfaz no espaço
no vento.
O afeto o afeto
devassa os elementos do ser.
Resta o verão o jardim os violinos
o desespero do rosto
que jamais veremos.
Na tarde o perfume da gardênia
os sóis entrando na vidraça.
O retrato navega no oceano
com olhos de tempestade.
Nasce uma rosa em março
nascem passos de ausência
na alma.
Na cristaleira o licor
o licor guardado
na interminável partida.
Vieste alimentar os pássaros
no alpendre
vieste guarnecer de lágrima os olhos.
Há dias preparo as paredes
preparo a cadeira marrom
preparo a carcaça.
Tua figura traz uma mensagem
que se desfaz no espaço
no vento.
O afeto o afeto
devassa os elementos do ser.
Resta o verão o jardim os violinos
o desespero do rosto
que jamais veremos.
1 050
Maurício Uzêda
Sonho
Sentado na cama
Eu te vejo dormir
No teu sono largado
Sono de criança
Meu sonho
Encolhida sob o lençol
Eu não te vejo.
Escondida, eu penso.
Sonho feito carne
É meu sonho de criança
Feito vida enquanto durmo
Pedaço de mim
Materializou-se
Minha doce expiração
Minha doce concepção
Teu corpo
Teus dois braços
Onde moro
Onde vivo
Onde sonho
Onde sou feliz
Eu te vejo dormir
No teu sono largado
Sono de criança
Meu sonho
Encolhida sob o lençol
Eu não te vejo.
Escondida, eu penso.
Sonho feito carne
É meu sonho de criança
Feito vida enquanto durmo
Pedaço de mim
Materializou-se
Minha doce expiração
Minha doce concepção
Teu corpo
Teus dois braços
Onde moro
Onde vivo
Onde sonho
Onde sou feliz
825
Marta Gonçalves
O Vento no Rosto
Descalços, andávamos no campo,
molhávamos os pés na relva verde.
Íamos atrás do vento.
Sentávamos, todas as tardes, no alpendre,
a olhar os passarinhos
apanhando migalhas.
- Esperando encontrar o que nos resta
do corpo.
molhávamos os pés na relva verde.
Íamos atrás do vento.
Sentávamos, todas as tardes, no alpendre,
a olhar os passarinhos
apanhando migalhas.
- Esperando encontrar o que nos resta
do corpo.
1 061
Sérgio Mattos
Registro
Criamos um momento
de calma e esperança,
quando, sem enganos
nos olhamos e ganhamos tempo.
Senti a ternura e tua mão
e o destino nosso encontro marcou,
abrindo, docemente, uma página da vida
onde nossas mãos se cruzam
e o amor floresce.
de calma e esperança,
quando, sem enganos
nos olhamos e ganhamos tempo.
Senti a ternura e tua mão
e o destino nosso encontro marcou,
abrindo, docemente, uma página da vida
onde nossas mãos se cruzam
e o amor floresce.
970
Maurício Uzêda
Domínio
Domínio
Exercício de poder
Tirania absoluta
Do teu corpo sobre o meu.
Escravizado
Subjugado
Ao senhorio deste teu amor.
Assim vivi
Cativo
Prisioneiro.
Fui martirizado
Amarrado pelos teus cabelos
Amordaçado pela tua pele
Os olhos vendados sob os teus
Asfixiado por esse teu cheiro
Esmagado sob o peso de tuas formas.
O que restou de mim
Incinerado pelo teu calor.
Tive as cinzas lançadas ao vento
Só então me veio a paz.
Exercício de poder
Tirania absoluta
Do teu corpo sobre o meu.
Escravizado
Subjugado
Ao senhorio deste teu amor.
Assim vivi
Cativo
Prisioneiro.
Fui martirizado
Amarrado pelos teus cabelos
Amordaçado pela tua pele
Os olhos vendados sob os teus
Asfixiado por esse teu cheiro
Esmagado sob o peso de tuas formas.
O que restou de mim
Incinerado pelo teu calor.
Tive as cinzas lançadas ao vento
Só então me veio a paz.
954
Marta Gonçalves
Somos Poucos no Mar
Estamos apanhando mariscos nas pedras
água verde vai e vem jogando espuma.
Gaivotas voam, bicam peixes.
Somos poucos, quase nada na imensidão
humana.
Nossos corpos vestem roupas diferentes.
Enfeitamos os pêlos e músculos.
O choro sai das unhas
mas temos asas para fugir dos abismos.
água verde vai e vem jogando espuma.
Gaivotas voam, bicam peixes.
Somos poucos, quase nada na imensidão
humana.
Nossos corpos vestem roupas diferentes.
Enfeitamos os pêlos e músculos.
O choro sai das unhas
mas temos asas para fugir dos abismos.
972
Sérgio Mattos
Caminho da Esperança
No simétrico caminho da esperança
meu barco rodeia o espaço
e quando a luz escassa
atrai um tempo frio,
meu sonho se acende,
alheio à própria vida,
e me impele sem artifícios,
para teu braços.
Minha dor se dilui
e, enquanto teus dedos deslizam
em meus cabelos,
renasce mais uma estrela infinita.
meu barco rodeia o espaço
e quando a luz escassa
atrai um tempo frio,
meu sonho se acende,
alheio à própria vida,
e me impele sem artifícios,
para teu braços.
Minha dor se dilui
e, enquanto teus dedos deslizam
em meus cabelos,
renasce mais uma estrela infinita.
937
Maurício Batarce
Prazer
Gostos se misturam com sabores
E uma sensação de prazer invade meu ser.
Uma visão inconfundível de cores
Demonstram meu renascer.
Uma nuvem,
Com as formas circulares da Terra,
Encontra a Liberdade
E ao fundo um céu se abre...
Passo a sentir o topo das montanhas
E capto os caminhos do Horizonte.
O mar invade a areia
E as curvas do arco-íris se cruzam.
A floresta do conhecer
Abre passagem e a vida de muitos seres
Transmite força ao meu viver...
Em sonho o frescor de uma brisa
Toca minha face
E ao fundo um som se amplifica,
Demonstrando a energia cósmica...
Capacidade eterna de viver...
Prazer...
E uma sensação de prazer invade meu ser.
Uma visão inconfundível de cores
Demonstram meu renascer.
Uma nuvem,
Com as formas circulares da Terra,
Encontra a Liberdade
E ao fundo um céu se abre...
Passo a sentir o topo das montanhas
E capto os caminhos do Horizonte.
O mar invade a areia
E as curvas do arco-íris se cruzam.
A floresta do conhecer
Abre passagem e a vida de muitos seres
Transmite força ao meu viver...
Em sonho o frescor de uma brisa
Toca minha face
E ao fundo um som se amplifica,
Demonstrando a energia cósmica...
Capacidade eterna de viver...
Prazer...
1 025
Maurício Uzêda
Terra Mulher
Vejo a terra em fruto e flor
Qual menina sempre virgem
A se entregar por amor
Deixando-se tocar e marcar
Tudo enchendo de vida e de cor
Se abrindo num abraço fecundo
Vertendo sua dor e sua alegria
Na lágrima corrente dos rios
No suor que encontro no orvalho
Assim ela vive
Mulher
Qual menina sempre virgem
A se entregar por amor
Deixando-se tocar e marcar
Tudo enchendo de vida e de cor
Se abrindo num abraço fecundo
Vertendo sua dor e sua alegria
Na lágrima corrente dos rios
No suor que encontro no orvalho
Assim ela vive
Mulher
946
Marta Gonçalves
Chuva na Quilha
A chuva vem de longe, abriga
o fim do ano. No arroio,
memórias memórias
trituradas nas tardes outonais.
Vem chuva na campina da alma.
Guardamos os anéis usados nos dias
do calendário. A água repõe salivas
e lembramos as flores idas na maré.
Esperamos os sóis que virão marcados
de cruzes. A madeira pesa o corpo
e levará o corpo. Somos sobreviventes
do oceano. Sua água chega na porta da casa
mesmo que se faça distante.
A chuva cinza os olhos.
O canto é anterior aos que sobrevivem.
Ainda que se conte o tempo.
Ainda que nas mãos o adeus.
Os mortos virão para o Ano Novo.
Estão sentados à mesa,
vestem linho.
Descerão na aurora
e quando o dia nascer
ficaremos só com a túnica
e a tempestade na quilha.
E o vento o vento presságios
nos olhos
trazendo cardumes. Trazendo a ferrugem
dos números.
o fim do ano. No arroio,
memórias memórias
trituradas nas tardes outonais.
Vem chuva na campina da alma.
Guardamos os anéis usados nos dias
do calendário. A água repõe salivas
e lembramos as flores idas na maré.
Esperamos os sóis que virão marcados
de cruzes. A madeira pesa o corpo
e levará o corpo. Somos sobreviventes
do oceano. Sua água chega na porta da casa
mesmo que se faça distante.
A chuva cinza os olhos.
O canto é anterior aos que sobrevivem.
Ainda que se conte o tempo.
Ainda que nas mãos o adeus.
Os mortos virão para o Ano Novo.
Estão sentados à mesa,
vestem linho.
Descerão na aurora
e quando o dia nascer
ficaremos só com a túnica
e a tempestade na quilha.
E o vento o vento presságios
nos olhos
trazendo cardumes. Trazendo a ferrugem
dos números.
1 141
Sérgio Mattos
Pancada Grande
Refúgio de andorinhas,
a cachoeira da Pancada Grande,
como um véu sagrado,
protegeu o casal enamorado,
selando um compromisso
mágico, colorido e acalorado.
Sob a força da água corrente
ouvi as três pancadas
da cachoeira, marcando o compasso
das batidas dos corações.
Batidas aceleradas,
cheias de vida e ação,
buscando preencher os espaços,
físico e espiritual,
num verdadeiro ritual,
criando elos de aço
que não podem ser rompidos
nem corrompidos.
— O elo une amizade, sentimentos,
alegrias, sofrimentos
e experiências de vidas passadas.
a cachoeira da Pancada Grande,
como um véu sagrado,
protegeu o casal enamorado,
selando um compromisso
mágico, colorido e acalorado.
Sob a força da água corrente
ouvi as três pancadas
da cachoeira, marcando o compasso
das batidas dos corações.
Batidas aceleradas,
cheias de vida e ação,
buscando preencher os espaços,
físico e espiritual,
num verdadeiro ritual,
criando elos de aço
que não podem ser rompidos
nem corrompidos.
— O elo une amizade, sentimentos,
alegrias, sofrimentos
e experiências de vidas passadas.
859
Mário António
Poema
Quando li Jubiabá
me cri Antônio Balduíno.
Meu Primo, que nunca o leu
ficou Zeca Camarão.
Eh Zeca!
Vamos os dois numa chunga
Vamos farrar toda a noite
Vamos levar duas moças
para a praia da Rotunda!
Zeca me ensina o caminho:
Sou Antônio Balduíno.
E fomos farrar por aí,
Camarão na minha frente,
Nem verdiano se mete:
Na frente Zé Camarão,
Balduíno vai no trás.
Que moça levou meu primo!
Vai remexendo no samba
que nem a negra Rosenda;
Eu praqui olhando só!
Que moça que ele levou!
Cabrita que vira os olhos.
Meu Primo, rei do musseque:
Eu praqui olhando só!
Meu primo tá segredando:
Nossa Senhora da Ilha
ou que outra feiticeira?
A moça o acompanhando.
Zé Camarão a levou:
E eu para aqui a secar.
Eu eu para aqui a secar.
me cri Antônio Balduíno.
Meu Primo, que nunca o leu
ficou Zeca Camarão.
Eh Zeca!
Vamos os dois numa chunga
Vamos farrar toda a noite
Vamos levar duas moças
para a praia da Rotunda!
Zeca me ensina o caminho:
Sou Antônio Balduíno.
E fomos farrar por aí,
Camarão na minha frente,
Nem verdiano se mete:
Na frente Zé Camarão,
Balduíno vai no trás.
Que moça levou meu primo!
Vai remexendo no samba
que nem a negra Rosenda;
Eu praqui olhando só!
Que moça que ele levou!
Cabrita que vira os olhos.
Meu Primo, rei do musseque:
Eu praqui olhando só!
Meu primo tá segredando:
Nossa Senhora da Ilha
ou que outra feiticeira?
A moça o acompanhando.
Zé Camarão a levou:
E eu para aqui a secar.
Eu eu para aqui a secar.
1 506
Marta Gonçalves
O Casaco de Murilo Mendes
São dez horas e este relógio eterno,
vindo de meus avós, bate o mofo do tempo.
O cristal enfeita a mesa e quadros vestem
de linho as paredes. São dez horas de continuidade
de vida. Respiro a alfazema das magnólias. É julho.
Nada importa se dormes em porto distante.
Quero revelar a rotação da alma. Esta alma
aguarda o perfume, a visitação azul da poesia.
Será o relógio que desfaz o silêncio na noite?
Um vulto longo, com brancura nas mãos, veste um casaco
europeu. Me olha como um rebanho de carneiros.
As camélias estão amarelas. Foram meus dedos.
A libertação está na palavra. Elas apartam
a forma que fui. Liberto as tâmaras do tempo.
O vulto me olha e põe poesia solferina em meus dedos.
A sala fica iluminada. O vulto de casaco europeu coloca
o Cometa de Halley em cima da cristaleira. Sorri:
- Escuta, no fim da tarde, o piano de Mariinha.
A poesia chega no vento.
Ela é como o Cometa de Halley.
vindo de meus avós, bate o mofo do tempo.
O cristal enfeita a mesa e quadros vestem
de linho as paredes. São dez horas de continuidade
de vida. Respiro a alfazema das magnólias. É julho.
Nada importa se dormes em porto distante.
Quero revelar a rotação da alma. Esta alma
aguarda o perfume, a visitação azul da poesia.
Será o relógio que desfaz o silêncio na noite?
Um vulto longo, com brancura nas mãos, veste um casaco
europeu. Me olha como um rebanho de carneiros.
As camélias estão amarelas. Foram meus dedos.
A libertação está na palavra. Elas apartam
a forma que fui. Liberto as tâmaras do tempo.
O vulto me olha e põe poesia solferina em meus dedos.
A sala fica iluminada. O vulto de casaco europeu coloca
o Cometa de Halley em cima da cristaleira. Sorri:
- Escuta, no fim da tarde, o piano de Mariinha.
A poesia chega no vento.
Ela é como o Cometa de Halley.
1 059
Marta Gonçalves
O Casaco de Murilo Mendes
São dez horas e este relógio eterno,
vindo de meus avós, bate o mofo do tempo.
O cristal enfeita a mesa e quadros vestem
de linho as paredes. São dez horas de continuidade
de vida. Respiro a alfazema das magnólias. É julho.
Nada importa se dormes em porto distante.
Quero revelar a rotação da alma. Esta alma
aguarda o perfume, a visitação azul da poesia.
Será o relógio que desfaz o silêncio na noite?
Um vulto longo, com brancura nas mãos, veste um casaco
europeu. Me olha como um rebanho de carneiros.
As camélias estão amarelas. Foram meus dedos.
A libertação está na palavra. Elas apartam
a forma que fui. Liberto as tâmaras do tempo.
O vulto me olha e põe poesia solferina em meus dedos.
A sala fica iluminada. O vulto de casaco europeu coloca
o Cometa de Halley em cima da cristaleira. Sorri:
- Escuta, no fim da tarde, o piano de Mariinha.
A poesia chega no vento.
Ela é como o Cometa de Halley.
vindo de meus avós, bate o mofo do tempo.
O cristal enfeita a mesa e quadros vestem
de linho as paredes. São dez horas de continuidade
de vida. Respiro a alfazema das magnólias. É julho.
Nada importa se dormes em porto distante.
Quero revelar a rotação da alma. Esta alma
aguarda o perfume, a visitação azul da poesia.
Será o relógio que desfaz o silêncio na noite?
Um vulto longo, com brancura nas mãos, veste um casaco
europeu. Me olha como um rebanho de carneiros.
As camélias estão amarelas. Foram meus dedos.
A libertação está na palavra. Elas apartam
a forma que fui. Liberto as tâmaras do tempo.
O vulto me olha e põe poesia solferina em meus dedos.
A sala fica iluminada. O vulto de casaco europeu coloca
o Cometa de Halley em cima da cristaleira. Sorri:
- Escuta, no fim da tarde, o piano de Mariinha.
A poesia chega no vento.
Ela é como o Cometa de Halley.
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Marta Gonçalves
O Casaco de Murilo Mendes
São dez horas e este relógio eterno,
vindo de meus avós, bate o mofo do tempo.
O cristal enfeita a mesa e quadros vestem
de linho as paredes. São dez horas de continuidade
de vida. Respiro a alfazema das magnólias. É julho.
Nada importa se dormes em porto distante.
Quero revelar a rotação da alma. Esta alma
aguarda o perfume, a visitação azul da poesia.
Será o relógio que desfaz o silêncio na noite?
Um vulto longo, com brancura nas mãos, veste um casaco
europeu. Me olha como um rebanho de carneiros.
As camélias estão amarelas. Foram meus dedos.
A libertação está na palavra. Elas apartam
a forma que fui. Liberto as tâmaras do tempo.
O vulto me olha e põe poesia solferina em meus dedos.
A sala fica iluminada. O vulto de casaco europeu coloca
o Cometa de Halley em cima da cristaleira. Sorri:
- Escuta, no fim da tarde, o piano de Mariinha.
A poesia chega no vento.
Ela é como o Cometa de Halley.
vindo de meus avós, bate o mofo do tempo.
O cristal enfeita a mesa e quadros vestem
de linho as paredes. São dez horas de continuidade
de vida. Respiro a alfazema das magnólias. É julho.
Nada importa se dormes em porto distante.
Quero revelar a rotação da alma. Esta alma
aguarda o perfume, a visitação azul da poesia.
Será o relógio que desfaz o silêncio na noite?
Um vulto longo, com brancura nas mãos, veste um casaco
europeu. Me olha como um rebanho de carneiros.
As camélias estão amarelas. Foram meus dedos.
A libertação está na palavra. Elas apartam
a forma que fui. Liberto as tâmaras do tempo.
O vulto me olha e põe poesia solferina em meus dedos.
A sala fica iluminada. O vulto de casaco europeu coloca
o Cometa de Halley em cima da cristaleira. Sorri:
- Escuta, no fim da tarde, o piano de Mariinha.
A poesia chega no vento.
Ela é como o Cometa de Halley.
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