Citações neste tema
Emoções e Sentimentos
Karl Kraus
O ciúme é sempre injustificado, acham as mulheres. Pois ou ele é justificado ou injustificado. Se for injustificado, logo ele não se justifica. Mas se for justificado, ele não se justifica. Pois bem. E assim nada resta a não ser o desejo de alguma vez surpreender o instante em que ele seja justificado!
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Karl Kraus
O ciúme é sempre injustificado, acham as mulheres. Pois ou ele é justificado ou injustificado. Se for injustificado, logo ele não se justifica. Mas se for justificado, ele não se justifica. Pois bem. E assim nada resta a não ser o desejo de alguma vez surpreender o instante em que ele seja justificado!
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Karl Kraus
O verdadeiro ciúme não quer apenas fidelidade, mas a prova da fidelidade como um estado imaginável. Não basta ao ciumento que a amada não seja infiel. Justamente aquilo que ela não faz é o que não lhe deixa sossegar. Porém, como não há provas daquilo que não se fez e o ciumento insiste numa prova, ele termina por se contentar com a prova da infidelidade.
62
Karl Kraus
O verdadeiro ciúme não quer apenas fidelidade, mas a prova da fidelidade como um estado imaginável. Não basta ao ciumento que a amada não seja infiel. Justamente aquilo que ela não faz é o que não lhe deixa sossegar. Porém, como não há provas daquilo que não se fez e o ciumento insiste numa prova, ele termina por se contentar com a prova da infidelidade.
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Karl Kraus
Uma mulher deve parecer tão inteligente que a sua estupidez signifique uma surpresa agradável.
57
Karl Kraus
Quando chamaram a atenção desse presente que ronca para o facto de alguém ter ficado dez anos sem dormir, virou-se para o outro lado e continuou a dormir.
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Karl Kraus
Sonhei que não acreditavam que eu tinha razão. Eu dizia que eles eram dez. Não, doze, disseram. Tantos dedos quanto há nas duas mãos, eu disse. Então um deles levantou a mão, e veja só, ela tinha seis dedos. Onze, portanto, eu disse, e apelei à outra mão. E veja só, ela tinha seis dedos. Soluçando, corri para a floresta.
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Karl Kraus
Sonhei que não acreditavam que eu tinha razão. Eu dizia que eles eram dez. Não, doze, disseram. Tantos dedos quanto há nas duas mãos, eu disse. Então um deles levantou a mão, e veja só, ela tinha seis dedos. Onze, portanto, eu disse, e apelei à outra mão. E veja só, ela tinha seis dedos. Soluçando, corri para a floresta.
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Karl Kraus
Anseio ardentemente por aquela condição psíquica em que, livre de toda responsabilidade, sentirei a estupidez do mundo como um destino.
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Karl Kraus
O prazer do homem seria apenas um ímpio passatempo e jamais teria sido criado se não fosse o acessório do prazer feminino. A inversão dessa relação, transformada numa ordem em que um mísero clímax se arvora de essencial e, depois de deflagrado, interrompe tiranicamente a rica epopeia da natureza, significa o fim do mundo: mesmo que o mundo, com a compensação técnica, intelectual e desportiva, não o perceba por algumas gerações e não tenha mais fantasia suficiente para o imaginar.
62
Karl Kraus
Eles ficaram-me devendo a mais autêntica e mais profunda prova da sua veneração: reconhecer a própria superfluidade e aposentar-se, pelo menos literariamente, durante a minha vida. Enquanto não tiver obtido esse efeito, não acredito na durabilidade da minha influência. Oderint, dum metuant. Que amem, desde que não escrevam!
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Karl Kraus
A sua criação artística oferecia um aspecto centauro: em baixo havia o desejo próprio de um garanhão, que se prolongava em cima no espírito de um homem.
75
Karl Kraus
Ele foi muito imprudente ao tirar as pedras do caminho dela a cada passo. Levou um pontapé.
68
Karl Kraus
Rubor, palpitações do coração, uma consciência pesada — isso acontece quando não se pecou.
78
Karl Kraus
Rubor, palpitações do coração, uma consciência pesada — isso acontece quando não se pecou.
78
Karl Kraus
Quem agora exagera, pode facilmente tornar-se suspeito de dizer a verdade. Quem inventa, de estar informado.
71
Karl Kraus
Posso precisar de objetos femininos no máximo nas minhas leituras públicas. Lá eles apoiam o efeito e remedeiam nos meus nervos aquilo que contra eles pecaram na literatura. Mãos devem ser usadas para aplaudir e não para escrever. Com as minhas, eu preferiria esbofetear a escrever caso não existisse o risco de que isso fosse considerado como aprovação e uma voz meiga sussurrasse trémula: “De novo!”.
71
Karl Kraus
Para saber se o homem tem talento para o palco é preciso submetê-lo a um teste. A mulher está sempre em teste e é apta para o palco por natureza. Ela vive diante de espectadores. Ela sente que é o centro das atenções quando atravessa a rua, ainda que os figurantes saúdem a entrada de Napoleão. E ela relaciona todos os olhares com o centro.
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