Citações neste tema
Vida e Existência
Mário Quintana
Ah! Aquela confiança que tem uma criança rezando... Inocente confiança. Alegria. Quem é de nós que reza com alegria? Parece que só existe mesmo o Deus das crianças... Deus é impróprio para adultos.
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Mário Quintana
Ah! Aquela confiança que tem uma criança rezando... Inocente confiança. Alegria. Quem é de nós que reza com alegria? Parece que só existe mesmo o Deus das crianças... Deus é impróprio para adultos.
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Mário Quintana
Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto e vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida...
39
Mário Quintana
Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto e vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida...
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Mário Quintana
Triste de quem não teve um cachorro na infância! Para uma criança, criatura tão necessitada de todos, tão frágil e sozinha, um cachorro é um teste de amor desinteressado da parte dela... é ter uma outra criatura que dependa, enfim, dos seus cuidados.
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Mário Quintana
Tenho pena da morte — cadela faminta — a que deixamos a carne doente e finalmente os ossos, miseráveis que somos... O resto é indevorável.
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Mário Quintana
Para algo existir mesmo — um deus, um bicho, um universo, um anjo... — é preciso que alguém tenha consciência dele. Ou simplesmente que o tenha inventado.
42
Mário Quintana
Para algo existir mesmo — um deus, um bicho, um universo, um anjo... — é preciso que alguém tenha consciência dele. Ou simplesmente que o tenha inventado.
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Mário Quintana
As ilusões perdidas é o título de um romance de Balzac. Um belo título. Luciano, o herói da história, as foi perdendo pouco a pouco. Por quê? Ele queria a glória... E, no fim de muitas páginas, não lhe sobrou coisa alguma. Bem feito! Quem pretende apenas a glória não a merece.
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Mário Quintana
A vida brota. E é toda olhos. Cada gota contém a luz do mundo. E cada cálice é uma boca ávida. A tua mão — fechada em maldição — abre-se em concha, agora...
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Mário Quintana
Os velhos espelhos adoram ficar no escuro das salas desertas. Porque todo o seu problema, que até parece humano, é apenas o seguinte: — reflexos? ou reflexões?
41
Mário Quintana
Os velhos espelhos adoram ficar no escuro das salas desertas. Porque todo o seu problema, que até parece humano, é apenas o seguinte: — reflexos? ou reflexões?
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Mário Quintana
Um trouxe a mirra, o outro o incenso, o terceiro o ouro. Incenso e mirra evaporaram-se... Mas e o ouro? Os textos nada dizem quanto à aplicação do ouro!
47
Mário Quintana
Naquele seu ímpeto ascendente e embora retombe a cada instante, ninguém, nem ele mesmo o sabe: o repuxo é o eterno recém-nascido.
47
Mário Quintana
Naquele seu ímpeto ascendente e embora retombe a cada instante, ninguém, nem ele mesmo o sabe: o repuxo é o eterno recém-nascido.
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Mário Quintana
Mera ilusão auditiva graças à qual a gente ouve sempre “tic-tac” e nunca “tac-tic”... Depois disso, como acreditar nos relógios? Ou na gente?
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Mário Quintana
Resmungam os velhos: — “Não há nada de novo debaixo do sol” — e nem se lembram dos que, neste momento, estão recriando o mundo: os poetas, os artistas, os recém-nascidos.
51
Mário Quintana
— Mas por que falas tanto da infância em teus poemas? — Porque eu nunca tive infância.
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Mário Quintana
Ah, meu pobre Coronel Emerenciano, quem sois vós? Quem sois vós, Dona Maurília, Fernando Ivo? Altamirando Barbosa da Silva? Quem sois vós, com todos esses inúteis cartões de visita deixados teimosamente em cada esquina? Que vergonha, velhinhos... Essa coisa de a gente virar rua é uma forma pública de anonimato.
50
Mário Quintana
Ele chegou ao bar, pálido e trêmulo. Sentou-se. — Por enquanto, nada — desculpou-se ao garçom. — Estou esperando uma amiga. Dali a dois minutos, estava morto. Quanto ao garçom que o atendeu, esse adorava repetir a história, mas sempre acrescentava ingenuamente: — E, até hoje, a “grande amiga” não chegou!
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