Citações neste tema
Sociedade e Mundo
Padre António Vieira
O morrer na guerra pode ser e comummente é honra, mas o fugir sempre é afronta.
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Padre António Vieira
Com as armas se sustentam os reinos, mas sem pão não se sustentam as armas; porque melhor pelejam os soldados mantidos do que guerreiam armados; e mal pode sustentar com armas um reino quem não pode sustentar nas mãos as armas.
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Padre António Vieira
A enfermidade mais geral de que adoecem as cortes, e a dor ou o achaque de que todos comummente se queixam, é de mal despachados. Em alguns se queixa o merecimento, em outros a necessidade, em muitos a própria estimação e em todos o costume. O benemérito chama-lhe sem-razão, o necessitado diz que é crueldade, o presumido toma-o por agravo e o mais modesto dá-lhe o nome de desgraça e pouca ventura.
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Padre António Vieira
Quem pode mostrar na sua mão os despojos sempre tem por si a presunção da vitória.
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Padre António Vieira
A natureza a todos os homens fez iguais; a fortuna é que fez os altos, os baixos e os baixíssimos.
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Padre António Vieira
A peste do governo é a irresolução. Está parado o que havia de correr, está suspenso o que havia de voar, porque não atamos nem desatamos.
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Padre António Vieira
Não há votos mais perniciosos na paz e na guerra, nem mais bem aceites comummente aos que governam o leme, que os que por poupar a fazenda impossibilitam as acções, com o que o que havia de ser trabalho é ociosidade, e o que havia de importar muito se resolve em nada.
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Padre António Vieira
As feridas são a gala e glória dos soldados como dos mártires: quanto mais feridos, mais retalhados e mais espedaçados, tanto mais valentes, mais honrados, mais famosos.
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Padre António Vieira
Esta é a injustiça da fama, que tanto desacredita com o presumido, como ofende com o verdadeiro.
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Padre António Vieira
Nos pecados de ministros, se o poder se ajunta com a ambição, com a soberba, com o ódio, com a vingança, com a inveja, com o respeito, com a adulação, não há lei humana nem divina que se não atropele, não há merecimento que se não aniquile, não há incapacidade que se não levante, não há pobreza, nem miséria, nem lágrimas que se não acrescentem, não há injustiça que se não aprove, não há violência, não há crueldade, não há tirania que se não execute.
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Padre António Vieira
Nos pecados de ministros, se o poder se ajunta com a ambição, com a soberba, com o ódio, com a vingança, com a inveja, com o respeito, com a adulação, não há lei humana nem divina que se não atropele, não há merecimento que se não aniquile, não há incapacidade que se não levante, não há pobreza, nem miséria, nem lágrimas que se não acrescentem, não há injustiça que se não aprove, não há violência, não há crueldade, não há tirania que se não execute.
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Padre António Vieira
A geografia do mundo melhor se aprende vista no mesmo mundo que pintada no mapa.
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Padre António Vieira
Cuidam os ministros que feitos os conselhos, feitas as consultas, feitos os decretos, está feito tudo; e ainda não se começou a fazer nada. O princípio dos negócios é a execução: enquanto se não dão à execução não se lhes tem dado princípio.
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Padre António Vieira
Os modos de guerrear são tantos quantos tem inventado o amor para a defesa própria, e o ódio para a ruína do inimigo.
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Padre António Vieira
Como pode ser lícito nos grandes o que nos pequenos é delito? Bem mais depressa se mancha o puro do cristal que o grosseiro do barro.
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Padre António Vieira
Em poucos, há ordem, há união, há conselho; na multidão, nem ordem, porque será perturbação; nem união, porque será discórdia; nem conselho, porque será tumulto. Os ministros hão-de ser como as leis: as leis hão-de ser poucas e bem guardadas; e os ministros poucos e escolhidos.
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Padre António Vieira
Três mais há neste mundo pelos quais suspiram, pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais se matam os homens: mais fazenda, mais honra, mais vida.
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Padre António Vieira
Só a necessidade há-de obrigar à guerra, mas a vontade sempre há-de desejar a paz.
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Padre António Vieira
Dizem que os que governam são espelho da república: não é assim, senão ao contrário. A república é o espelho dos que a governam. Porque assim como o espelho não tem acção própria, e não é mais que uma indiferença de vidro, que está sempre exposta a retratar em si os movimentos de quem tem diante, assim o povo, ou república sujeita, se se move, ou não se move, é pelo movimento ou sossego de quem a governa.
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