Citações neste tema
Outros
Mário Quintana
E essas que enxugam as lágrimas em nossos poemas como defluxos em lenços... Oh! tenham paciência, velhinhas... A poesia não é uma coisa idiota: a poesia é uma coisa louca!
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Mário Quintana
O que mais enfurece o vento são esses poetas inveterados que o fazem rimar com lamento.
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Mário Quintana
Que importa a seca? Para o artista, o que importa é esse desenho belíssimo do solo gretado; é, agora, essa pausa das águas na paisagem morta, onde não fluem sequer as lágrimas... O artista é duro que nem Deus.
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Mário Quintana
... mas o que eles não sabem levar em conta é que o poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é, contraditória, isto é, verdadeira. E por isso é que o bom de escrever teatro é que se pode dizer, com toda a sinceridade, as coisas mais opostas. Sim, um autor que nunca se contradiz deve estar mentindo.
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Mário Quintana
... mas o que eles não sabem levar em conta é que o poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é, contraditória, isto é, verdadeira. E por isso é que o bom de escrever teatro é que se pode dizer, com toda a sinceridade, as coisas mais opostas. Sim, um autor que nunca se contradiz deve estar mentindo.
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Mário Quintana
Na volta da esquina encontrei um dragão. — Que belas escamas, senhor dragão! Que luminoso laquê! E as chamas que deitais por vossa goela têm o colorido e o movimento de um balé! E que padrão heráldico, Excelência, que... O dragão saiu se reboleando.
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Mário Quintana
Uma alma sem mistério nem seria alma... Da mesma forma que um Deus compreensível não seria Deus.
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Mário Quintana
E eis que ressurge agora o novo homem das Cruzadas, isto é, das palavras cruzadas.
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Mário Quintana
Resmungam os velhos: — “Não há nada de novo debaixo do sol” — e nem se lembram dos que, neste momento, estão recriando o mundo: os poetas, os artistas, os recém-nascidos.
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Mário Quintana
Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama: “Olha uma borboleta!” O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante de vida, murmura: — Ah! sim, um lepidóptero.
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Mário Quintana
Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama: “Olha uma borboleta!” O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante de vida, murmura: — Ah! sim, um lepidóptero.
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Mário Quintana
O que eles chamam de nossos defeitos é o que nós temos de diferente deles. Cultivemo-los pois, com o maior carinho — esses nossos benditos defeitos.
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