Orgulho
Confúcio
Não te preocupes com os que não te conhecem, mas esforça-te por ser digno de ser conhecido.
William Shakespeare
O amor é teu senhor, pois ele te domina; e aquele que é tão preso por um tolo não deve, creio eu, ser chamado de sábio.
William Shakespeare
Se tu desejas que eu te ame, modera tua cólera. Se não por respeito a mim, ao menos por amor a ti mesmo, doma esse orgulho indomável.
William Shakespeare
Quem me rouba a honra priva-me daquilo que não o enriquece e faz-me verdadeiramente pobre.
William Shakespeare
Bom nome em homem e mulher, meu caro senhor, é a joia imediata de suas almas: quem me rouba a bolsa rouba nada; foi meu, agora é dele, e já serviu a milhares, mas quem me tira o bom nome rouba-me algo que não o enriquece e me empobrece de verdade.
William Shakespeare
A boa reputação de um homem e de uma mulher, meu caro senhor, é a joia imediata de suas almas.
William Shakespeare
Quão amarga é a condição do homem pobre, que aqui é elogiado pelas suas virtudes, mas não tem nada de que se orgulhar além da sua própria consciência.
William Shakespeare
As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos. Eu sou um homem de aparência humilde, mas a ambição me torna grande.
William Shakespeare
Amar a si mesmo é mais fácil do que amar os outros, pois o amor-próprio é a base de todo o resto.
Karl Kraus
Eles ficaram-me devendo a mais autêntica e mais profunda prova da sua veneração: reconhecer a própria superfluidade e aposentar-se, pelo menos literariamente, durante a minha vida. Enquanto não tiver obtido esse efeito, não acredito na durabilidade da minha influência. Oderint, dum metuant. Que amem, desde que não escrevam!
Karl Kraus
Uma das mais surpreendentes descobertas que o novo século nos trouxe é sem dúvida o facto de que em Die Fackel falo muitas vezes de mim mesmo, e ela é esfregada no meu nariz com um dos conhecimentos mais profundos que a sabedoria das almas contemplativas alguma vez alcançou, a saber, que o homem deve ser modesto. Alguns afirmam inclusive ter descoberto que publiquei o ensaio de S. sobre os dez anos de Die Fackel “no meu próprio jornal”. Tendo sido chamada a minha atenção, preciso confessar que é verdade. Não há dúvida de que jamais um escritor tornou a descoberta da vaidade mais fácil ao seu leitor. Pois se ele não percebeu por conta própria que sou vaidoso, ficou sabendo disso pelas minhas repetidas confissões de vaidade e pelas glorificações que fiz desse vício. O ridículo estar-por-dentro que descobre um calcanhar de Aquiles é, portanto, frustrado por uma intencionalidade que ele desnudou voluntariamente antes. Mas eu capitulo. Se a mais estéril objeção contra mim é levantada mesmo durante o décimo ano da minha incorrigibilidade, então réplicas não adiantam. Não posso infundir em corações de pergaminho a sensibilidade para a situação de legítima defesa em que vivo, para o privilégio de uma nova forma jornalística e para a coincidência desse aparente interesse próprio com os fins universais da minha atuação. Eles não são capazes de compreender que se alguém se confunde com uma causa sempre falará dela, sobretudo quando falar de si. Eles não são capazes de compreender que aquilo que chamam de vaidade é aquela modéstia que nunca se tranquiliza, que se mede segundo a sua própria medida e a possui em si, aquela vontade humilde de ascensão que se submete ao julgamento mais implacável, que é sempre o seu próprio. Vaidoso é o contentamento que jamais retorna à obra. Vaidosa é a mulher que nunca se olha no espelho. Ver-se no espelho é imprescindível à beleza e ao espírito. O mundo, porém, possui uma só norma psicológica para os dois sexos e confunde a vaidade de uma cabeça que se excita e se satisfaz na criação artística com o cuidado presunçoso que trabalha num penteado. Mas esse penteado não é mudo no convívio social? Ele é incapaz de enervar o próximo da maneira como faz a modéstia dos espíritos reprodutores.
Karl Kraus
Comparada ao sabe-tudo, a enciclopédia tem uma vantagem: o orgulho. Ela comporta-se com reserva, fica à espera e nunca dá mais do que se quer. Ela contenta-se em responder quando Amenófis nasceu. O sabe-tudo folheia a si mesmo e logo informa também sobre as amebas, sobre o amperímetro, os anfictiões, a anfoterodiplopia, a amrita, que é a bebida dos deuses da doutrina hindu, os amschaspands, que são os sete espíritos de luz supremos da religião persa, o amschir, que como se sabe é o sexto mês do calendário turco, sobre o amuleto (do árabe hamala), sobre a amigdalina, a peculiar substância encontrada nas amêndoas amargas, que, misturada em solução aquosa com a emulsina (cf.), fornece ácido cianídrico, essência de amêndoas amargas e açúcar, e sobre a conhecida vela de acetato de amila, e é capaz de se interromper quando chega a Anaxágoras, justamente onde as coisas se tornam mais interessantes. E então ficamos insatisfeitos.
Karl Kraus
Megalomania não é considerarmos-nos mais do que somos, mas considerarmos-nos aquilo que somos.
Karl Kraus
O imbecil que não pode passar diante de nenhum enigma do universo sem observar, desculpando-se, que se trata da sua humilde opinião, embolsa o elogio da modéstia. O artista que se deleita com os seus pensamentos junto a um bueiro, ufana-se.
Karl Kraus
Numa festa a fantasia, cada um espera ser o mais chamativo, mas apenas chama atenção aquele que não está fantasiado. Será que isso não daria uma comparação?