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Raposo Oliveira

Raposo Oliveira

1881–1933 · viveu 52 anos PT PT

n. 1881, Nordeste/São Miguel/Açores · m. 1933, Lisboa

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Biografia
Poeta e jornalista açoriano.Trabalhou no comércio, como caixeiro, em Ponta Delgada, onde começou também a vida literária e se estreou como jornalista, publicando aos 17 anos o primeiro livro de versos e aos 18 participando na redacção do semanário O Heraldo de Augusto Loureiro. Na mesma cidade fundou e dirigiu, com Francisco de Bettencourt, a «folha de notícia e crítica» A Nova (1902), um «jornal de novos» que se propunha pugnar pelo bem o pela justiça. Pouco depois começou a editar em Lisboa, com António Baptista e sob a direcção deste jornalista faialense, um memorável Álbum Açoriano, distribuído em fascículos (ed. Oliveira & Baptista, 1903-1909) e no fim reunido em volume com capa da antiga Casa Bertrand.Ao mesmo tempo e até ao fim da vida trabalhou na imprensa periódica de Lisboa, onde passou a viver a partir do 1904, sendo considerado, «como jornalista parlamentar, [...] dos melhores» da sua época (João Paulo Freire). O Jornal das Colónias, o Diário Ilustrado, o Diário Nacional, A Ordem, Portugal, A Capital, A Luta (de que foi chefe de redacção), etc., e, por fim, O Século contam-se entre os jornais onde deixou vasta colaboração anónima. Foi também oficial de seeretaria no Ministério do Trabalho.A sua obra literária inclui a poesia, a ficção em prosa e o teatro, mas o que nestes dois últimos géneros chegou a anunciar em preparação ou concluído (e mesmo «a sair do prelo») ficou inédito. Só de poesia é que publicou alguns livros e opúsculos: uma poesia com raízes no lirismo tradicional pós-romântico, de tom coloquial, à João de Deus, mas que depois se aproximou do parnasianismo (com vagas reminiscências de Cesário Verde) e, principalmente, do Junqueiro da última fase e de António Nobre. Este foi, de resto, o poeta da sua predilecção, a quem homenageou em verso (O Poeta do «Só», Lisboa, 1928) e em honra de quem chegou a usar o pseudónimo de João Só. Ocasionalmente, feriu a corda da poesia de apostolado social (Pão!, Lisboa, 1906).

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