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Rodrigo Ferreira da Costa

Rodrigo Ferreira da Costa

1776–1825 · viveu 49 anos PT PT

n. 1776-01-01, Setúbal · m. 1825-01-01, Lisboa

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Biografia
Poeta, musicólogo, filólogo e matemático. Licenciado em Leis (1800) e em Matemáticas (1804) pela Universidade de Coimbra. Estudioso de outras matérias, pode considerar-se como o primeiro musicólogo português, sendo também profundos os seus conhecimentos filológicos e linguísticos (dominava várias línguas, incluindo o grego e o latim). Posto isto, e talvez por destoar em seu saber e em suas ideias filosóficas, só em 1810 obteve colocação: oficial na secretaria do Comando Geral do Exército, qualidade em que acompanhou o Ajudante-General até ao final da Guerra Peninsular, em 1814. Em 1821 fizeram-no deputado às Cortes Constituintes e, em 1823, foi provido no lugar de Lente da Academia Real de Marinha. Era talvez para si o lugar mais adequado, mas durou pouco, pois morreria dois anos depois. Também foi membro da Academia Real das Ciências de Lisboa, que em 1820 e 1824 publicou os dois volumes dos seus Princípios de Música. Estreou-se literariamente em 1814 com a Lira Ingénua..., um livro de versos que publicou anónimo em Toulouse. A segunda edição, muito aumentada e já assinada, foi impressa em Lisboa, com o mesmo título, em 1818. Em 1835, José Inácio de Andrade, seu grande amigo, mandou imprimir a tradução que Ferreira da Costa havia feito do poema A Ventura de Helvecio (Claude Adrien Helvetius, 1715-1771, um dos ideólogos precursores da Revolução Francesa), a que juntou uma nota biobibliográfica do tradutor na qual afirma que também se lhe deve a tradução para português do Templo de Gnido de Montesquieu, publicada em Paris em 1828 e assinada «Uma Portuguesa». Rodrigo Ferreira da Costa traduziu igualmente a segunda parte da Arte de Pensar de Condillac; a tradução da primeira parte deve-se a José Liberato Freire de Carvalho.

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