Rosa Varela
n. Séc. XIX, Ganfei/Valença do Minho · m. Séc. XX, Loivo/Vila Nova de Cerveira
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Biografia
Poetisa e prosadora.Professora do ensino primário oficial, completou em 1904 o curso do magistério na Escola Normal de Braga. Leccionou em algumas escolas do Alto Minho, acabando por se fixar na de Loivo, Vila Nova de Cerveira. Fez a sua estreia literária em 1913, com um livro de prosa e verso dedicado à sua região de nascimento e enveredando na poesia por um ultra-romantismo de fracos recursos, do qual passaria mais tarde para os versos de ler frente aos noivos em casamentos ricos ou no recebimento em sua terra da imagem da Senhora de Fátima, ou de um ministro de Salazar, Virgem e ditador aos quais dedicou vários poemas. Tudo num nacionalismo católico e rural de verso pobre. Colaborou nos jornais Correio Literário, de Lisboa, Comércio do Lima, de Ponte do Lima, Voz de Cerveira e Ecos de Cerveira.Em 1917, Nuno Catarino Cardoso, que a incluiu na antologia de Poetisas Portuguesas, anunciava-lhe um livro de versos que parece nunca ter saído – Revoada – e dizia-a trabalhando num romance – Flor das Campas. Em 1963, porém, é a própria autora que redige a sua seguinte bibliografia: Ondas do Minho, prosa e verso, 1913; Harpa da Tumba, prosa e verso, 1915; no Instituto Histórico do Minho, prosa e verso, 1920; Crónicas e Agradecimentos, prosa, 1921; Bando Disperso, poemas, 1963, e um romance em preparação, talvez o mesmo, refundido e com outro título, de 1917.
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