Na orla do vento movem
Seus corpos mortos as folhas.
E ora das árvores chovem,
Ora onde inertes não movem
A chuva do Outono molha-as.

Não há no meu pensamento
Vontade com que o pensar
Não tenho neste momento
Nada no meu pensamento:
Sou como as folhas ao ar.

Mas elas certa não sentem
Esta mágoa inteira e funda
Que meus sentidos consentem.
Nada são e nada sentem
Da minha mágoa profunda.


19/01/1931
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